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E na TV, vamos falar sobre racismo?

Por Douglas Belchior

514 anos depois da invasão europeia, o racismo – ideia e convicção de superioridade de uma raça sobre outras – continua a influenciar e determinar relações sociais desiguais e justificar violências dirigidas à população negra brasileira. São raros os momentos em que veículos da chamada “grande mídia” aborda a questão do racismo com alguma responsabilidade e profundidade, no sentido de provocar alguma reflexão no telespectador.

O “Documento da Semana”,exibido pelo CQC, na Rede Bandeirantes em Novembro de 2013, foi uma rara tentativa.

Produzido pela Eyeworks Cuatro Cabezas, o quadro “Documento da Semana”,exibido pelo CQC, já havia chamado a atenção por abordar de maneira consistente e crítica temas complexos e polêmicos – ainda mais tratando-se da Band, como a homofobia, a realidade da favela do Heliópolis , racismo na mente das crianças e até mesmo, pasmem, um sobre a chegada dos médicos cubanos, este em especial, uma verdadeira peça pedagógica exibida em pleno calor do debate naquele momento.

Em razão do 20 de Novembro, dia Nacional da Consciência Negra, a ‘Cuatro Cabezas’ produziu também a matéria batizada como “Democracia Racial”, cujo pano de fundo fora justamente a negação do racismo enquanto determinante de desigualdades, injustiças e muita violência no Brasil.

Embora com muito receio, participei do programa. O resultado do trabalho está registrado do vídeo acima.

Há muitos grupos e produtoras, pequenas e/ou independentes que produzem materiais com abordagem crítica, realista e comprometida com o avanço dos direitos sociais e da justiça. Mas é verdade que o excelente trabalho da produtora Cuatro Cabezas é, no contexto das grandes emissoras de TV aberta, uma exceção que comprova a perversa regra.

Esse exemplo nos mostra também que a produção televisiva poderia ser muito melhor do que é e que, portanto, trata-se de uma questão de opção não só artística, mas sobretudo política e ideológica.

 

 

CQC

Mais sobre o racismo

Sua face mais cruel se dá através do genocídio da juventude negra, termo utilizado para designar crimes que têm como objetivo a eliminação da existência física de grupos étnicos, raciais, e/ou religiosos, mas não só: Os aspectos simbólicos e da defesa da ideia  da terra como um bem coletivo, a partir dos valores de terreiros tradicionais, quilombolas e indígenas, todos, vítimas do extermínio.

O dia a dia em comunidades periféricas, favelas e bairros pobres em todo país é marcado pela presença do Estado, seja na omissão da oferta de serviços públicos essenciais tais como saúde e educação de qualidade, cultura e lazer, bem como pela violência letal própria da atuação das polícias civil e principalmente da polícia militar. Abaixo, registros de desrespeito aos direitos humanos, do racismo institucional e da violência racista praticada pelo Estado brasileiro.

Assumir, denunciar e elaborar formas de superar o racismo e suas consequências é tarefa urgente e permanente.

A juventude e o povo negro tem direito à vida!

O racismo mata. Vamos combatê-lo!

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