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“Os céticos já tem o presente que merecem: 

a realidade!”


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Análise mostra presença do negro na publicidade

Por Júlio Bernardes – [email protected]
Fonte: http://www.usp.br

LEIA AQUI A ÍNTEGRA DA PESQUISA:

Pesquisa da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP aponta o crescimento da presença do negro na publicidade nos últimos anos, mas sem que houvesse grandes avanços na direção de uma representação mais positiva.  O estudo do pesquisador  Carlos Augusto de Miranda e Martins mostra que os negros ainda são associados a estereótipos negativos surgidos no século XIX, quando as teses do racismo científico foram introduzidas no Brasil.

Negros aparecem poucas vezes em posições valorizadas na pbublicidade

Além de identificar a participação dos negros na publicidade, a pesquisa investigou a origem histórica das formas de representação. Foram analisados anúncios publicados na revista “Veja” entre 1985 e 2005. “Houve uma mudança quantitativa e qualitativa no período”, aponta Martins, formado em História. “A presença do negro na publicidade aumentou de 3% em 1985, para 13% em 2005”.

Em termos qualitativos, houve mudanças nas representações mais comuns encontradas nos anúncios. “Perderam força estereótipos como o da mulata, ligado ao Carnaval, e o do negro primitivo, associado a uma visão idealizada da África”, conta o pesquisador. “Outras representações, como a do negro artista, atleta ou carente social, cresceram no período.”

Enquanto aconteceu um aumento de anúncios neutros, houve poucos avanços no que diz respeito a peças publicitárias que valorizem o negro. “Poucas vezes, eles aparecem em posições valorizadas ou de destaque como executivos, donos de negócios, professores ou jornalistas”, aponta Martins. “Ao mesmo tempo são comuns representações do negro como trabalhador braçal, tais como doméstica, operário, carregador, além dos estereótipos já mencionados.”

Imagem
A origem da representação atual dos negros, não apenas na publicidade mas em toda a mídia, remonta ao século XIX. “Até 1850 não se falava em raça, e o negro poucas vezes era tema da literatura ou de trabalhos científicos”, diz o pesquisador. “A situação se modifica com a introdução do racismo científico no Brasil, que leva a formação de uma imagem depreciativa, que chegou até a produção cultural e aos meios de comunicação.”

Martins cita como exemplo o anúncio de uma empresa de eletricidade, onde aparecem vários funcionários. “Aqueles que aparecem de terno e gravata são todos brancos, enquanto o negro é um operário de macacão e capacete”, relata. “Fica a impressão de que os cargos executivos na empresa estão reservados exclusivamente para os brancos.”

Segundo o pesquisador, apesar de todas as ações do movimento negro, dos intelectuais e do governo, ainda é tímido o crescimento da participação do negro na publicidade brasileira. “Ao mesmo tempo, embora diminua a presença de alguns estereótipos, há uma tendência de neutralização da imagem, sem que haja crescimento do número de anúncios em que o negro é valorizado”, afirma.

A persistência de imagens do século XIX também é ressaltada por Martins. “O estereótipo do atleta vem da valorização da força física do negro, em prejuízo da inteligência”, observa. “A imagem do carente social está diretamente ligada a questão da pobreza, a ideia de que o negro não conseguiria sobreviver sem ajuda do branco, um dos argumentos utilizados para justificar a escravidão.” A pesquisa, descrita na dissertação de Mestrado ”Racismo anunciado: o negro e a publicidade no Brasil (1985-2005)”,  teve orientação da professora Solange Martins Couceiro, da ECA.

Mais informações: [email protected]

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Taxa de negros mortos pela polícia de SP é 3 vezes a de brancos, diz estudo

De G1 – 26/03/2014

Policiais envolvidos, entretanto, são, em sua maioria, brancos (79%). Professora da UFSCar fala em ‘racismo institucional’; SSP analisará dados.

 

O índice de negros mortos em decorrência de ações policiais a cada 100 mil habitantes emSão Paulo é quase três vezes o registrado para a população branca e a taxa de prisões em flagrante de negros é duas vezes e meia a verificada para os brancos. É o que mostra um estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), que será divulgado oficialmente no dia 2 de abril.

Os dados revelam que 61% das vítimas da polícia no estado são negras, 97% são homens e 77% têm de 15 a 29 anos. Já os policiais envolvidos são, em sua maioria, brancos (79%), sendo 96% da Polícia Militar.

A coordenadora da pesquisa, Jacqueline Sinhoretto, diz que existe hoje um “racismo institucional”. “Não é que o policial como pessoa tenha preconceito. É o modo como o sistema de segurança pública opera, identificando os jovens negros como perigosos e os colocando como alvos de uma política violenta, fatal”, diz.

O estudo sobre a letalidade policial, feito pelo Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos da universidade, levou em conta 734 processos da Ouvidoria, de 2009 a 2011, com 939 vítimas.

Procurada pelo G1, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo diz que não teve acesso ao teor e à metodologia da pesquisa, “o que a impede de fazer comentários mais precisos sobre as conclusões”. “No entanto, os dados do estudo serão avaliados pela SSP e pelas polícias. O objetivo é definir se os dados apurados podem subsidiar aprimoramentos das políticas públicas de segurança”, informa, em nota.

Quando os dados de mortes de 2011 de negros (193) e brancos (131) são comparados à população de cada etnia residente em SP, a taxa de negros mortos por 100 mil fica em 1,4, contra 0,5 dos brancos. Segundo os números da pesquisa, a população de negros no estado de São Paulo é de 14,3 milhões e a de brancos, 26,4 milhões.

“Isso é grave. Só o fato de a polícia ter um grau de letalidade tão alto já é muito problemático para uma democracia. Quando isso ainda contém um viés racial tão claro é porque a gente está diante de uma desigualdade, produzida por uma política de segurança definida”, afirma Jacqueline.

Para ela, uma das causas da alta letalidade policial é a impunidade. A pesquisa revela que 94% dos inquéritos policias do período foram concluídos sem indiciar nenhum policial. Em 73% deles, a razão apontada pelos delegados foi a de que “não houve crime de homicídio por parte dos policiais”.

Com relação à Corregedoria, 60% dos processos identificaram que não houve transgressão disciplinar na conduta dos policiais. “Eles fazem isso sem realizar uma investigação mais aprofundada. O que a gente viu nos autos é que a conclusão é feita de maneira sumária. É um pressuposto de que a polícia atirou porque a pessoa era criminosa”, diz a coordenadora do estudo.

“A morte violenta, no entanto, ocorre muito precocemente. Isso indica que outras políticas de prevenção e repressão ao crime não foram nem sequer tentadas com esses cidadãos, isto supondo que eles realmente cometeram crimes, porque se não há apuração, não se pode afirmar se eles foram mesmo mortos porque cometeram delitos”, complementa.

Jacqueline diz que há atualmente uma “conivência” de todas as esferas com a política violenta exercida em São Paulo.

Prisões em flagrante
A pesquisa também fez um recorte das prisões em flagrante por homicídio e roubo realizadas no estado de 2008 a 2012, com base nos dados da Secretaria da Segurança Pública. Os negros foram novamente maioria.

Quando os dados de prisões de 2012 de negros (3.592) e brancos (2.682) são comparados à população de cada etnia residente em SP, a taxa de negros presos a cada 100 mil fica em 35, ante 14 dos brancos. “Isso mostra que a polícia está fazendo a vigilância e a repressão, violenta ou não, privilegiando claramente os jovens negros, de modo racializado”, afirma.

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Homicídio é causa nº 1 de morte não natural de negros em SP, diz estudo

De G1
02/02/2014 12h45

No caso dos brancos, o acidente de trânsito é a principal ‘causa externa’.

Estudo da ONG Sou da Paz revela perfil de vítimas na capital em 2011.

Estudo do Instituto Sou da Paz sobre crimes violentos mostra que a principal causa de morte não natural de negros na cidade de São Paulo é o homicídio. No caso dos brancos, a estatística muda: são os acidentes de trânsito que provocam a maioria das mortes.

O estudo, obtido pelo G1, traça o perfil de todas as 6.202 vítimas de “causas externas” na capital em 2011. Elas representam 8% do total de mortes no ano: 79.224.

Segundo o instituto, o levantamento traz as informações mais atualizadas disponíveis no PRO-AIM, o Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade, ligado à Secretaria Municipal da Saúde.

No caso dos negros, os homicídios representam uma parcela de 29,2% das mortes violentas, enquanto os acidentes de trânsito são os principais responsáveis por mortes em razão de causas externas de brancos: 24,2% (neste grupo da população, os assassinatos são apenas a terceira causa, atrás de quedas acidentais).

Além disso, duas de cada três mortes em decorrência de confrontos com policiais (144 no total) são de negros. Na prática, isso significa uma taxa de 2,3 vítimas negras para cada 100 mil, contra 0,6 brancos por 100 mil no mesmo tipo de ocorrência.

Para Melina Risso, diretora do Instituto Sou da Paz, os dados reforçam a necessidade de uma mudança de atuação do poder público. “A gente ainda nao foi capaz de produzir ações para mudar esse quadro. Mesmo com a redução no número de homicídios na cidade, a gente continua a observar o mesmo perfil, o mesmo padrão de violência, com um público sendo mais afetado.”

Perfil
A maioria das vítimas de mortes violentas é composta por homens (78%), de 15 a 29 anos (29%).

Três regiões da cidade apresentam uma taxa de mortalidade por causas externas superior a 50 para cada 100 mil habitantes: Parelheiros (61,1), Casa Verde/Cachoeirinha (58,2%) e Brasilândia (55,3%).

Apenas três regiões têm uma taxa inferior a 34 mortes por 100 mil: Vila Mariana (27,3), Pinheiros (29,9) e Santo Amaro (31,3).

Mortes por agressão
De acordo com o estudo, 22% das mortes por causas externas (1.347) são consequência de agressões – 67,7% por armas de fogo. Das vítimas, 91% são homens e 52% são negros.

Os jovens são maioria (44%). No caso de mortes por arma de fogo, Parelheiros encabeça o ranking de vítimas por 100 mil habitantes: 16,9. Os distritos periféricos registram um índice bem maior do que os do Centro. Pinheiros, por exemplo, possui o menor índice: 0,3.

“A violência, especialmente quando se fala em homicídios, é concentrada. Ela não se distribui de maneira igualitária. A concentração nas periferias é histórica e essas regiões precisam ser alvo de ações de prevenção focalizadas”, diz Melina.

Acidentes de trânsito
Entre os acidentes de trânsito, que somam 1.474 mortes, os atropelamentos representam quase metade dos registros (45%), seguidos por acidentes com motocicletas (35%).

No caso dos atropelamentos, uma em cada três vítimas tinha mais de 60 anos. A região da Vila Prudente, na Zona Leste, é a que detém o maior número de atropelamentos a cada 100 mil habitantes: 8,1.

Apesar de os homens serem maioria em quase todos os indicadores de mortes violentas, chama atenção a proporção de pessoas do sexo masculino mortas em acidentes de moto: 92% – uma taxa 12 vezes maior que a verificada para as mulheres. A maioria das mortes ocorreu nos fins de semana (38% das vítimas morreram no sábado ou no domingo). Cidade Tiradentes, com 7,5 mortes a cada 100 mil habitantes, é a que possui a maior taxa do município no quesito.

No caso de vítimas de acidentes com automóvel, o fenômeno se repete: 48% das mortes são registradas aos fins de semana.

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Debate Poá Prefeito PSOL

MILTON BUENO SE DESTACA EM DEBATE

O debate sobre os desafios a serem enfrentados pelo próximo Prefeito de Poá, que ocorreu na última quarta-feira, 26, na Câmara Municipal, deixou claro a diferença entre os candidatos dessa disputa. Os políticos tiveram no final do evento tempo para considerações e o Professor Milton Bueno (PSOL) mostrou que se destaca dos demais e é o mais preparado para assumir o cargo máximo do Executivo poaense.
Dentro do seu tempo de fala, Milton destacou que o projeto apresentado pelo PSOL está sendo desenvolvido em conjunto com a população e exatamente por isso possui as melhores propostas para a cidade. “Nosso programa de governo vem sendo construído, não começou e nem vai terminar agora. Nós estamos vivendo um ciclo de debates junto com a população e acredito que programas de governo sempre devem estar abertos para novas sugestões. Essa flexibilização dos programas de governo permite que acertos sejam contemplados e erros reajustados”.
Milton Bueno explicou o projeto do partido de aplicar a coleta seletiva em Poá. “Nós temos a proposta de implantar em 100% das residências do município a coleta seletiva. Nós temos tranquilamente condições para fazer isso em uma cidade de 17km², com aproximadamente 35mil imóveis”.
O candidato ainda ressaltou também a denúncia feito pelo partido na última semana, onde representantes do PSOL constataram a presença de um terreno onde possivelmente há o deposito ilegal de resíduos sólidos, num serviço prestado pela Prefeitura poaense.
Ao fim da fala, Milton foi aplaudido e os militantes presentes saudaram a ótima participação do candidato e saíram confiantes do crescimento da campanha na cidade.
O debate foi organizado pelo Comitê da Cidadania Ativa, Instituto de Formação Política Augusto Boal e o Blog de Poá, contando com a presença de especialistas de meio ambiente, comunicação, cultura e de gestão pública. Os membros da mesa trataram de políticas de coleta seletiva e saneamento básico, análise de programas culturais pra cidade, ferramentas para a prática da transparência da administração pública e as formas de participação popular na gestão dos governos.
Além de Milton Bueno, candidato do PSOL, estiveram presentes no debate Augusto de Jesus, candidato à Prefeitura pelo PRB e Pedro Campos Fernandes do PMDB. Os demais candidatos, apesar de convidados, faltaram ao debate.