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Protesto contra o assassinato de Marielle Franco reúne mais de 200 em Nova York

Foto: Ladobny.com

 

Por Blog Ladobny

 

O frio intenso, 3 graus, não foi suficiente para impedir que mais de 200 pessoas se reunissem ao fim da tarde desta quinta-feira, 16 de março, num dos lugares mais importantes da cidade de Nova York, a praça Union Square, para protestarem contra o assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco e do motorista Anderson Pedro Gomes, executados a tiros última quarta-feira dia 14, no centro da cidade carioca. Indícios apontam para caracterização de crime político, motivado pela atuação da parlamentar contra a brutalidade policial cotidiana que afeta as favelas e subúrbios da cidade e a intervenção federal que impôs exercito nas ruas da cidade.

Cantando o slogan do movimento “Black Lives Matters”, os ativistas com seus cartazes mostrando fotos de Marielle, diziam que a atual intervenção federal no Rio de Janeiro nada mais era do que uma maneira de manter as favelas sob um enorme cordão sanitário, praticamente isolando-as do resto da cidade.

 

Foto Ladobny.com

 

A morte da vereadora teve repercussão na mídia mundial com reportagens nos grandes jornais como o norte-americano, “The New York Times”, o inglês, “The Guardian”, e o espanhol, “El País”. Todos deram grande destaque em suas páginas.

Entre os presentes na manifestação em Nova York, estava o famoso “radio personality” Paulo de Souza, mais conhecido como Paulo Brown. Ele estava ali para prestar sua solidariedade: “Primeiramente estou aqui porque sou negro. Não conhecia o trabalho da Marielle Franco. Porém, o que ouvi dela é extremamente representativo para a comunidade negra brasileira em geral. Ela lutava pelas pessoas das favelas do Rio de Janeiro. Ela representava muito para nós negros consciente do racismo brasileiro”.

 

Foto: Ladobny.com

 

Outro participante da manifestação foi o mexicano Charles Moran, da organização marxista e trostiksta “Grupo Internacionalista”: “Este assassinato foi uma execução não somente contra a esquerda brasileira, mas também contra os trabalhadores e pobres que vivem nas centenas de favelas no Rio de Janeiro. Esta execução está diretamente ligada à questão negra no Brasil. O país com a maior população negra fora da África. Esta morte foi um ataque direto a sociedade brasileira. Por isto estamos aqui para protestar contra esta execução”, disse o ativista, segurando um cartaz com a foto de Marielle.

Os manifestantes distribuíram panfletos com fotos de Marielle Franco a todos que paravam para perguntar sobre o protesto.