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Genocídio Negro O quê que tá pegando?

Edital contra racismo investirá R$ 490 mil em iniciativas que lutam pelos direitos humanos à população negra

Por Redação

De acordo com o Atlas da Violência 2018, o Brasil bateu a marca de 30 homicídios por 100 mil habitantes pela primeira vez. O estudo, que foi conduzido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ainda revela a preferência étnica da violência. De todas as pessoas assassinadas no Brasil em 2016, 71,5% eram negras.

De 2006 a 2016, o número de negros que foram vítimas de homicídio aumentou 23%, já o de não negros diminuiu 6,8%. A seletividade das vítimas também vista nos dados sobre o feminicídio no Brasil. No período de 2003 a 2013, o assassinato de mulheres negras teve um aumento de 54%. Já o crime cometido contra as mulheres brancas diminuiu 10% no mesmo intervalo de tempo, segundo o Mapa da Violência 2015, elaborado pela Faculdade Latino-Americana de Estudos Sociais.

Para bloquear o aumento desses casos de injustiça racial, o Fundo Brasil irá lançar nesta quarta-feira, 13, o edital “Enfrentando o racismo a partir da base: mobilização para defesa de direitos”, realizado em parceria com a Fundação Open Society. Para apresentar o documento ao público, a organização promoverá um debate ao vivo, que será transmitido na página do Fundo Brasil no Facebook, às 19h.

A jornalista Simone Nascimento, assessora de comunicação do Fundo Brasil, será a responsável por mediar o debate, que contará com as seguintes participações: Douglas Belchior, consultor da fundação no tema Justiça Criminal, Violência de Estado e Encarceramento; Maria Teresa Ferreira, do Momunes – Movimento de Mulheres Negras de Sorocaba; e Renata Prado, da Frente Nacional de Mulheres no Funk.

O edital prestará um apoio às iniciativas que buscam disseminar igualdade racial, diversidade e direitos humanos em diversos âmbitos. O investimento de R$ 490 mil será dividido em R$ 70 mil para cada instituição, que terá o limite de 18 meses para elaborar ações práticas e direcionadas à realidade vivida pela população negra no Brasil.

 

Para mais informações, acesso o site do Fundo Brasil de Direitos Humanos.

 

 

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O quê que tá pegando? Política

Enegrecendo a política: Douglas Belchior lança sua pré-candidatura

Douglas Belchior e Sonia Guajajara

Atualmente, os representantes do cenário político espelham qual sociedade? Será que a população se enxerga nesse grupo com diversidade étnica, de gênero, cultural e social praticamente nula? As eleições de 2018 prometem causar questionamentos similares a esses. E, para algumas figuras, as indagações vieram acompanhadas por uma necessidade concreta de transformação: a inserção na área política.

Após 98 dias da morte da socióloga e vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco, o movimento negro – que tanto sofre e luta pelo andamento das investigações da execução da militante – se reuniu no último sábado, 9, para o sarau manifesto que marcou o lançamento da pré-candidatura de Douglas Belchior para Deputado Federal pelo PSOL.

Realizado no Teatro Oficina, o evento teve um público de 600 pessoas. A plateia era composta por militantes e lideranças do movimento negro, artistas, parlamentares e apoiadores da campanha. Entre elas e eles, a fundadora do Geledes, Sueli Carneiro, o fundador do Movimento Negro Unificado (MNU), Milton Barbosa, o poeta Sérgio Vaz, a rapper Preta Rara, o multiartista Salloma Salomão e a professora Bianca Santana.

Outras pré-candidaturas do PSOL estiveram no evento, como Sonia Guajajara, Érica Malunguinho, Ana Mielke, João Paulo Rillo e Carlos Gianazzi. O fundador da UneAfro também contou com o apoio de centenas de assinaturas em seu manifesto (disponível aqui).

 

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Agenda O quê que tá pegando?

Alma Preta promoverá curso de mídias voltado para a cultura afro-brasileira neste sábado

 

Neste sábado, 9/6, das 9h às 16h, o Alma Preta promoverá um curso de mídias negras no Lab Hacker, que fica na Rua Alfredo Maia, 506, bairro da Luz, em São Paulo. A inciativa é destinada aos interessados na produção de conteúdo relacionado à cultura afro-brasileira e abordará, com um recorte histórico, temas sobre o panorama político, histórico e técnico de mídias negras.

O pioneirismo da mídia negra, que foi uma das primeiras vertentes da imprensa a tratar o discurso crítico e em defesa aos negros no país, também será trabalhado no curso. Além disso, a iniciativa valorizará os jornalistas da imprensa negra sempre fizeram um contraponto à atuação da imprensa hegemônica no que diz respeito à violência discursiva contra a população negra.

Os facilitadores na parte da manhã serão os jornalistas Flávio Carrança e Cinthia Gomes, ambos integrantes da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (COJIRA). No período da tarde, a dupla será formada pelo professor Dennis de Oliveira (ECA-USP) e a doutoranda da ECA-USP, Tatiana Oliveira.

A inscrição para o curso de mídias negras custa R$ 60 e pode ser realizada por meio do preenchimento deste formulário, no qual constam informações sobre dados bancários para pagamentos. Em caso de dúvida, basta enviar um e-mail para [email protected] Para mais informações, acesse o evento criado no Facebook.

movimentosAs inscrições para o curso de mídias negras, atividade organizada pelo Alma Preta, estão abertas. A formação será realizada em 9 de junho (sábado), das 9h às 16h, no Lab Hacker (rua Alfredo Maia, 506, Luz, São Paulo).

 

 

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Cultura O quê que tá pegando?

Com protagonista negra, o livro “Brothers and Sisters” aborda desigualdade racial no mercado de trabalho e autoestima da mulher negra

Por Edson Cadette

Em 1992, a cidade de Los Angeles na Califórnia entrou em completa convulsão. O motivo foi a absolvição de cinco policiais brancos acusados de baterem cruelmente no motorista negro Rodney King. Neste clima de tensão racial, encontramos os personagens do interessante livro de ficção Brothers and Sisters, da escritora Bebe Moore Campbell.

 

Esther Jackson, heroína da história, foi criada no lado sul da segregada cidade de Chicago, mas depois da universidade mudou-se para Los Angeles. Bastante competente, ela conseguiu um cargo como gerente operacional de um grande banco na cidade. Solteira, morando em um sobrado bem decorado e com todas as armadilhas da classe média branca americana, Esther Jackson sente-se frustrada porque seu nível de escolaridade e sua situação econômica não foram suficientes para conseguir a promoção que tanto almeja no Banco. Ela acredita que sua capacidade profissional não está sendo devidamente reconhecida dentro da instituição pelo simples fato de ser uma mulher negra.

 

Em Mallory Post, Esther começa uma amizade com uma colega de trabalho branca. As duas passam a compartilhar os problemas de relacionamento amoroso, e a protagonista pode desabafar sobre os relacionamentos mal sucedidos e os desafios de ser uma mulher negra dentro do mundo corporativo branco.

 

Suas perspectivas profissionais começam a ficar melhor no banco quando Humphrey Boone, um executivo negro altamente qualificado, é contratado para impulsionar o setor de Investimento relacionado como a comunidade afro-americana. Com isso, Esther acredita que finalmente encontrou um aliado para se abrir sobre as dificuldades de um profissional negro no ambiente majoritariamente branco. Esther até vislumbra um relacionamento amoroso entre eles.

 

No cargo de executiva, Esther Jackson se vê na “obrigação” de contratar La Keesha, uma jovem, negra e mãe solteira com desejos de sair da casa onde mora com sua mãe, avó, filhos e irmãs. Mesmo sem ter os conhecimentos necessários para ser contratada, a executiva acredita que La Keesha merece uma oportunidade para ascender socialmente.

 

Depois de entrar em um relacionamento opressor, Esther começa a corresponder às investidas de Tyrone, que desperta nela um aumento em sua autoestima e amor próprio. Por ele ser uma pessoa simples e com uma situação financeira inferior à sua, ela considera o carteiro um “bom partido”, mas procura não se envolver intensamente com ele.

 

Brothers and Sisters aborda assuntos diversos, como abuso policial, fardo de carregar nas costas a responsabilidade de ser negro na América, assédio sexual nas empresas e separação espacial e cultural entre negros e brancos. O livro aborda também as poucas oportunidades e a institucionalização estereotipada de raça, de classe e de gênero na cidade de Los Angeles.

 

Bebe Moore Campbell faz um belo mosaico ligando todos os personagens de uma forma complexa e ao mesmo tempo profunda. Com isso, explora os preconceitos que muitas vezes perpetuam as iniquidades e limitam as oportunidades entre negros e brancos na América.

 

Brothers and Sisters

Editora – Wheeler Pub

Páginas – 728

 

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Cotas Raciais O quê que tá pegando?

Afinal, do que estamos falando ao falar de raça e de racismo?

Por GT Cotas Pós-IEL (Unicamp)

As conquistas de acesso à educação para pessoas negras têm emergido em decorrência de uma luta que elas próprias, as pessoas negras, têm protagonizado, ainda que também tenhamos testemunhado – como é de se esperar – muitas reações conservadoras e racistas contra a implementação de políticas sociais, como as cotas étnico-raciais no ensino superior. Essas conquistas são fruto de uma luta que é e deve continuar sendo permanente, principalmente em uma conjuntura de maior ataque a pautas democráticas e progressistas de uma forma geral.

Pensar os mecanismos de implantação das políticas é um elemento fundamental da luta institucional local, que é resultado e fator da luta coletiva e mais ampla contra o racismo. A política de cotas para pessoas negras é uma pauta política à qual as instituições públicas e os locais de trabalho já não podem fechar os olhos nestes tempos de lutas e de ataques maiores aos movimentos e organizações progressistas. Assim, podemos dizer que a implantação da política é também fruto da negociação entre as forças institucionais (geralmente conservadoras, embora nem sempre) e as forças reivindicatórias. Nessa correlação, o caráter reivindicatório das cotas raciais não pode ser apagado, uma vez que discutir cotas raciais é precisamente parte de uma luta mais ampla contra o racismo. Essa luta, por sua vez, acaba também envolvendo a discussão sobre nossas concepções de raça.

Um dos mecanismos fundamentais da política de cotas raciais, por exemplo, é a autodeclaração racial. É certamente profunda a discussão em torno dos fundamentos que envolvem o uso da autodeclaração em nossas instituições, no IBGE e no ingresso por cotas, para citar alguns espaços sociais. No entanto, em termos breves, podemos dizer que um dos principais fundamentos da autodeclaração é de que não podemos assumir uma postura objetivista ao atribuir a alguém determinada raça, a partir de um ponto de vista biologizante. Isso porque, por meio da acumulação de conhecimento científico, podemos saber que não existem raças, no sentido biológico do termo. Isto é, não há subdivisões taxonômicas na espécie humana, biologicamente falando. Temos um patrimônio genético tal que isso não ocorre. Por isso, como nos lembra Kabengele Munanga[2], raça existe enquanto uma categoria social. Isto é, o racismo se baseia na crença de que há subgrupos humanos diferenciados em características suficientes para que se possa dizer que uns (os negros e os indígenas, por exemplo) seriam

inferiores física, social, cultural e/ou psicologicamente que outros, os brancos, tomados assim como os melhores (talvez os únicos) exemplares da humanidade.

Embora o termo “racismo” tenha sido usado, ainda segundo Munanga, no sentido da crença da inferioridade de outros grupos exógenos em geral (na Europa, os imigrantes não-europeus [xenofobia], mas, em um passado recente, também os homossexuais e as mulheres), ele é pautado, no Brasil, segundo os movimentos negros e intelectuais, na inferioridade do negro, como continuidade histórico-ideológica do processo de escravização de africanos durante a colonização. Nesse sentido, as características físicas seriam uma característica fundamental para o racismo.

Nesse sentido, há ações institucionais, no Brasil, que falam em “critérios subsidiários de heteroidentificação” (como o fez a Ação Declaratória de Constitucionalidade 41, de 08/06/2017, do Supremo Tribunal Federal e a Recomendação n° 41, de 9 de agosto de 2016, do Conselho Nacional do Ministério Público). As maneiras com que pode se dar essa heteroidentificação certamente não são únicas, mas dificilmente se poderá ignorar (e podemos dizer isso sem tabu!) as características físicas como marca ou diferença importante para o pensamento e atitude racistas e para a definição do que é ser negro no Brasil, como defendeu recentemente o coletivo Balanta, na UFRGS, a favor do critério fenotípico[1]. Esse entendimento delineado sobre a natureza do racismo não implica necessariamente uma afiliação a um biologismo atroz, ao racialismo do século XIX ou à crença de que os seres humanos se dividem em raças hierarquizadas. Trata-se, sobretudo, do reconhecimento de que o racismo, pelo menos no Brasil, funciona de forma pigmentocrática (podemos conferir, em relação a essa questão: NASCIMENTO, 2015[2]; CRAIG, 2002[3]; JAMES & HARRIS, 1993[4]; WOODSON, 1934[5]; CALIVER, 1933[6]; REUTER, 1918[7]) ou colorista (WILDER, 2008[8]), tese que nos remete parcialmente, no Brasil, a Nogueira[9] (1954) em relação ao “preconceito de marca”. A polícia e outras forças do Estado têm, empiricamente, atualizado essa tese de forma cotidiana, bem como as pessoas que mudam de calçada ao avistar pessoas negras com base no “tom” da cor da nossa pele. Esse importante entendimento de elementos da raça e do racismo reconhece um aspecto bem material, as características físicas, que não podemos apagar ou idealizar por meio do tabu em relação à descrição de alguém com base em suas feições, ainda que nem sempre relevantes (estamos falando daquela “dificuldade” em dizer, por exemplo, “pele preta…” e “pessoa branca…”).

Como foram e ainda são chamados os negros, muitas vezes? “Pessoas de cor”. De onde vem o termo “negro” senão do universo referencial das cores? Não vem de uma ideologia de classificação qualquer das “raças”: foi fortemente construído com a alusão às diferenças de cor, perspectivada sócio-historicamente a partir dos racismos do nosso mundo, que nos “dividiu” em “negros”, “brancos”, “amarelos”, ainda que o objetivo certamente não tenha sido apenas o de classificação stricto sensu. Assim, de fato, não existem raças no sentido biológico do termo, mas a autodeclaração, assim como defendeu também o movimento negro da UFRGS, no começo de 2018, não deve ser baseada meramente no subjetivismo de quem se declara ou nas características de outro parente. Deve haver um processo não meramente identitário em si mesmo, mas objetivado (mas não objetivista) de si, de sua história, da história do Brasil (que se fundamenta fortemente no mito da democracia mestiça e “mulata”) e do mundo. O relativo aumento da consciência negra no Brasil, indicado pelo aumento da autodeclaração como preto ou pardo nos últimos censos do IBGE aponta para o também relativo e progressivo êxito da defesa da autodeclaração. No entanto, estamos em um momento, diante da possibilidade de fraudes na implementação das cotas étnico-raciais e da presença de pouca politização sobre o racismo brasileiro, de discutir também a heterodeclaração, uma vez que temos lutado para que os negros se identifiquem como tais, sejam eles pretos, “pardos”, “moreninhos”, etc., mas certamente não que pessoas brancas possam se autoidentificar como negros apenas por meio da ascendência ou da subjetividade em si mesma.

Nesse sentido, baseamo-nos também na compreensão aprofundada de que o racismo não é um bloco monolítico que esmaga os negros da mesma forma de todos os lados, e que não é assim apenas pela existência de muitos fatores, como a diferença de classe, fração de classe, gênero ou ocupação, mas também por causa da maneira com que a cor da pele é vista (essa “variável”, essa marca, um “estigma” que se deve considerar ao se falar de racismo): de uma forma geral, e considerando o racismo, quanto menos preta a pessoa, melhores tendem a ser as possibilidades sociais, ainda que também essas possam ser limitadas e expandidas de outras formas. Esse processo de branqueamento (melhores condições para as “melhores” cores), já apontado parcialmente também por Ianni (2004)[1], por exemplo, é (em forte conexão com o mito da mestiçagem e da democracia racial freyreano) uma característica do racismo brasileiro.

Embora essa compreensão do racismo pautada no branqueamento e no mito da democracia racial esteja de alguma forma presente no arcabouço político nacional (considerando a referida Ação de Constitucionalidade, por exemplo) e no arcabouço teórico brasileiro e internacional sobre o racismo no Brasil (ver, por exemplo, a discussão feita por Costa (2006) sobre as teorias mais fortes da diferença racial[2]), ela ainda não é incorporada “para valer” na citada relação entre as forças institucionais (e intelectuais, no caso do espaço institucional acadêmico) e os movimentos políticos mais propriamente progressistas, em parte por causa da complexidade da realidade brasileira e, particularmente, da intelectualidade em geral, ainda predominantemente branca e de politização heterogênea e, às vezes, baixa. Pelo menos é o que vimos experimentando no nosso dia a dia de luta por uma política sólida de cotas étnico-raciais na pós-graduação.

Sigamos em frente!

[1] IANNI, Octavio. Raças e classes sociais no Brasil. 3. ed. rev. e amp. São Paulo: Brasiliense, 2004.

[2] COSTA, Sérgio. Dois Atlânticos: teoria social, anti-racismo, cosmopolitismo. Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2006.

[1] https://www.facebook.com/balantanegritude/

[2] NASCIMENTO, Giovana Xavier da Conceição. Os perigos dos Negros Brancos: cultura mulata, classe e beleza eugênica no pós-emancipação (EUA, 1900-1920). Revista Brasileira de História. São Paulo, v. 35, nº 69, p.155-176, 2015.

[3] CRAIG, Maxine Leeds. (2002) Ain’t I a Beauty Queen: Black Women, Beauty and the Politics of Race. New York: Oxford University Press.

[4] JAMES, Winston; HARRIS, Clive. (1993) Inside Babylon: The Caribbean Diaspora in Britain. London; New York: Verso.

[5] WOODSON, Carter Goodwin. (1934) The Negro Professional Man and the Community. Washington, D.C.: Association for the Study of Negro Life and History, Inc.

[6] CALIVER, Ambrose. (1933) A Background Study of Negro College Students. Washington, D.C.: Government Printing Office.

[7] REUTER, Edward Byron. (1918) The Mulatto in the United States. Boston: R. G. Badger.

[8] WILDER, Jeffriane. (2008) Everyday colorism in the lives of young black women: revisiting the continuing significance of an old phenomenon in a new generation. Dissertation, Graduate school, Doctor of Philosophy, University of Florida.

[9] NOGUEIRA, Oracy. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. Tempo Social, v. 19, n. 1, 2007 [1954].

[1] Este pequeno texto não pretende esgotar a discussão sobre os temas nele desenvolvidos. Temos em mente dialogar com aqueles que lutam contra o racismo e divulgar uma pequena discussão que iniciamos no GT Cotas Pós-IEL junto com nossas intervenções institucionais a favor da implementação e do sucesso da política de cotas étnico-raciais na Pós-graduação do IEL-UNICAMP. O GT é composto por estudantes de graduação e pós-graduação em Linguística, Estudos Literários/Teoria Literária e Linguística Aplicada do IEL-UNICAMP. Atualmente, alguns dos seus membros fazem ou já fizeram parte do Núcleo de Consciência Negra e da Frente Pró-cotas da UNICAMP. Estamos abertos a feedbacks antirracistas sobre este artigo. E-mail do grupo: [email protected].

[2] A citação de autores, neste texto, não representa necessariamente uma determinada afiliação teórica, mas o reconhecimento dessas contribuições. Estamos citando aqui, por exemplo: MUNANGA, Kabenguele. Uma abordagem das noções de raça, racismo e etnia. Palestra proferida no 3º Seminário Nacional Relações Raciais e Educação-PENESB-RJ, 05/11/03. Disponível em: https://www.ufmg.br/inclusaosocial/?p=59

 

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