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Igualdade racial

Dois anos sem Luiza Bairros

Há dois anos, a ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial do Brasil (SEPPIR) e ativista Luiza Bairros faleceu em decorrência de um câncer no pulmão. A gaúcha nasceu no dia 27 de março de 1953, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mas foi no estado baiano que a administradora consolidou sua carreira política. Além da perda inestimável para os familiares e amigos, Luiza também deixou uma lacuna dentro do movimento negro e político.

“Há dois anos o Brasil perdia uma das suas mais importantes intelectuais; o movimento negro perdia uma das suas mais qualificadas e combativas militantes e eu perdia também uma amiga de mais de 30 anos.

Luiza Bairros nos deixou em 12 de julho de 2016 e a sua partida abriu uma lacuna imensa da qual ainda não conseguimos nos recuperar nem do ponto de vista político nem no âmbito pessoal. A sua ausência é sentida sempre que lembramos da sua análise de conjuntura precisa e rigorosa; da sua disciplina militante permanente e radical; de sua surpreendente capacidade de gestão que pensava os grandes problemas do país e apontava com rigor os entraves e desafios centrais para o enfrentamento ao racismo e para promoção da igualdade racial; da militante feminista negra que jamais recuou diante do machismo e do sexismo que persiste entre nós. No entanto, o que fica de mais importante é a saudade do humor inteligente de Luiza compartilhado afetuosamente pelos/as seus amigos/as e familiares; saudade da sua generosidade profunda manifesta repetidamente em favor de dezenas e dezenas de companheiros e companheiras de militância; saudade de uma companheira profundamente humana capaz de atos incríveis na defesa dos seus projetos de justiça e liberdade.

A marca de Luiza pode ser encontrada nas mais importantes formulações do movimento negro brasileiro contemporâneo e suas palavras – duras e precisas – estão para sempre inscritas na história e na caminhada de todos e todas nós.

Viva Luiza Bairros!
Viva às lindas e belas histórias do movimento negro brasileiro.” (Luiz Alberto)

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