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“Brancos e negros se beneficiam da diminuição da desigualdade”

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Por Candeia BlogEliézer Giazzi

Por que ainda somos racistas? Embora o número de negros ultrapasse o número de brancos, segundo Censo 2010, o racismo ainda é um dos males que mais prejudica a população negra no Brasil. A pesquisa Participação, Democracia e Racismo?, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgada em 2013, apontou que, a cada três assassinatos no País, dois vitimam negros. Quando se fala em cotas raciais, então, a polêmica é ainda maior. Será que existem pessoas que, como em séculos passados, ainda se beneficiam do racismo?

O Candeia Blog trouxe para o canal DoisP desta semana o advogado, mestre e doutor em Filosofia e Teoria Geral do Direito pela USP e presidente do Instituto Luiz Gama Silvio Luiz de Almeida para explanar sobre o racismo ainda muito presente no Brasil e esclarecer sobre a política de cotas raciais em diversos setores da sociedade.

8 respostas em ““Brancos e negros se beneficiam da diminuição da desigualdade””

Quanto mais ouço sobre defesa de cotas mais dúvidas quanto sua necessidade tenho. Porque japoneses, italianos, portugueses e alemães que chegaram aqui sem nada não precisaram de cotas?
Porque o negro, uma etnia linda e com imenso valor cultural, se acha discriminada? Porque tão poucos negros são votados na política? Porque regiões brasileiras com grande maioria negra não têm no mérito intelectual um de seus principais valores?
Judeus já foram escravos no mundo, coreanos eram escravizados no Japão, persas eram escravos em Atenas e vice versa. Isto nunca os tornou inferiores, pelo contrário.
Talvez alguém deva dizer aos defensores das cotas que eles podem estar sendo… racistas.
Povo negro deste belo e acolhedor país… nunca se sinta inferiorizado pela sua maravilhosa cor.

O negro chegou aqui na mesma condição dos povos que vc disse? Não busque argumentos na história que vc não conhece….Se não concorda , use melhores argumentos..ou não.

Muito esclarecedora esta fala. Concordo c as cotas e com as demais politicas publicas q visam diminuir as desigualdades no Brasil. Obrigada, Dr. SILVIO Luiz.

sobre o comentario acima: japoneses, italianos, portugueses e alemães chegaram podem ter chegado ao brasil pobres, mas nao vieram em ser vendidos como mercadorias. a escravidão desumaniza.
segundo as regras vigentes no brasil até 1888, na senzala nao havia pessoas, havia “peças”. nao deveriam haver familias nem honra, nem visao de mundo de futuro ou qualquer outra qualidade de autoafirmacao. se havia era por resistencia e luta desesperada e corajosa. exceção, nao regra..
e isso nao foi esporadico nem temporario. foram 300 anos. isso foi o esteio da sociedade, da economia, da politica, da vida cotidiana no brasil por tres seculos. se esse lugar tem se chamado brasil por 500 anos, tivemos mais tempo como uma sociedade escravocrata do que o contrario.
nenhuma das experiencias citadas (judeus, coreanos, persas, etc.) é comparável a essa.
as cotas sao legitimas e necessarias.

Perfeito. Entendi completamente agora. Acabei de mudar minha opinião sobre as cotas.
O principal problema mesmo é a falta de esclarecimento da população para compreender essa medida social. Deveríamos divulgar mais essa análise histórica para que fosse possível a total aceitação da política de cotas pela população e, por fim, a plena isonomia da sociedade brasileira, pois enquanto as pessoas não encontrarem o verdadeiro sentido das cotas, essa medida acentuará de maneira incalculável o preconceito contra negros e as consequências podem ser inimagináveis :/

O instituto das cotas obedece a publicidade e a transparência, sendo aceitas ou não torna a discussão construtiva,
Agora as cotas de maioria branca são silenciosas na televisão brasileira, nas fases finais em concursos para a Magistratura, Ministério Público seja ele Estadual ou Federal e nos concursos para futuros Diplomatas, este último com o testemunho de Joaquim Barbosa.
Enumerar outros povos e igualar as condições destes diante do povo negro é um desconhecimento histórico, terá meu respeito mas será 100% refutado com fundamentos históricos e legais.
Por exemplo o massacre da Namíbia em 1904 pelos nazistas, até hoje não é reconhecido pelo Parlamento Alemão destoando internacionalmente o viés da igualdade com a criação do Estado de Israel, em resposta, nas entrelinhas ao holocausto, tendo o povo judeu apoio logístico (bombas nucleares) e dinheiro na formação da sua merecida nação.
Os italianos não chegaram em navios acorrentados e negociados como “res”, mas conseguiram empregos e alguns até terras para manterem a plantação e os negócios, também, é claro, merecidamente.
Os japoneses ao desembarcarem no Brasil não foram vendidos ou separados de suas famílias no intuito de dificultar a comunicação, portanto com o respeito que é merecido,, ainda usam sua língua pátria nos dias de hoje, como é fácil testemunhar.
O discurso é maravilhoso, mas galgar postos de respeito neste país, sendo negro é muito difícil, pois a ilusão da igualdade é uma embriaguez ainda crônica neste país.
É relevante lembrar que países africanos foram ajudados monetariamente, mas de forma que sua estrutura fosse pulverizada com guerras para que com a fragilidade fosse mais fácil explorar os minérios daquele continente, pois em lugares com inúmeros clãs, você armar apenas um e dar poder total é colaborar para que outros sejam massacrados e ainda temos que ouvir frases “ELES SE MANTAM ENTRE ELES”, no mesmo esteio, basta consultar os detalhes do Genocídio em Ruanda (1994).
Voltando a nossa realidade, as cotas raciais tiveram um lado positivo e está claro que o desconhecimento é total, pois famílias brasileiras são miscigenadas, neste mote há entre irmãos diferenças na cútis, sendo assim seria insano aderir a cota o mais “escurinho”, deixando de lado o mais “clarinho”, termos estes usados pelas pessoas no dia a dia, por isso reproduzido aqui.
Sendo assim, quando o Brasil acordar, a maioria vai ter direito as cotas, pois são cotas raciais e não cotas “coloridas” e a velha discussão entorno da ação afirmativa denominada cota mais uma vez será válida para pois assim seremos um país que assumirá qual seu posicionamento e quais seus fundamentos.

Já passou na sua cabeça que estão sendo comparadas coisas incomparáveis?
O momento histórico e a conjectura do poder na época que você cita eram absolutamente distinta da atual.
O racismo como conhecemos atualmente é estrutural, como o professor disse. Está imbricado na sociedade e perpetrado por práticas implícitas e explícitas. Se você, Paulo, é branco, nunca conhecerá o efeito que um simples olhar preconceituoso significa ou um mero gesto. Este sentimento somente aqueles que sentem é que tem propriedade para falar sobre.
Será que você quer entender ou não quer entender? Será que é um dos que se “beneficiam” do racismo?
Não sei e nunca vou saber.

como foi sitado acima japonês ,italiano e outros Paí s vieram livres de espontânea vontade não como nossos antepassado enjaulado dentro de um porão de navio durante mês passando fome frio fazendo sua s necessidade acorrentados muito ali morria ficava dias junto com os de mais até que os branco soltace alguns negro para jogar o seu próprio sangue no mar e não é só isso, estuprava sua s filhas ou mulheres,neto ,tudo isso na maior crueldade possível,mesmo após a libertação ainda demorou muito, está crueldade antes de mas nada todos nós somo seres humanos todos nós temos sentimento Porem nada é mais justo de sermos contemplado como reparação de toda esta crueldade que passamo sem defesa, se vc é branco ou outra raça analisa com o coração de um ser humano meu muito obrigado sei que tenho muitos irmão branco que já abraça nossa causa VEJA TODOS NÓS SENTIMO DOR NN

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