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Brizola, as praias, o racismo e a Globo

praia

 

Por Douglas Belchior

 

Em agosto último, o noticiário alternativo denunciou ao mundo a prática racista da PM do Rio de Janeiro que, a mando dos governos municipal e estadual, impediram a chegada de ônibus vindo do subúrbio à zona Sul do Rio, reduto das famosas praias e da gente branca e rica que vê na presença de jovens negros, não apenas um risco de arrastões mas também um incômodo pela simples presença de seus corpos.

Carta Capital, Revista Forum, Brasil247, DCM,  Esquerda Diário, Brasil Post, Catraca Livre, EbcJusBrasilEl Pais e até as vendidas ExtraGlobo e Folha deram destaque ao fato que, de novo, não tem nada.

A praia não pertence a alguns poucos. Pertence a todos. É como os canais de televisão: Pertence a todos. Um concessionário não pode discriminar.”

 

Passeando pelo FaceBook, eis que a time line me apresenta um vídeo de Leonel Brizola, em entrevista ao Jô Soares na primeira metade dos anos 90, ainda enquanto governador do Estado do Rio de Janeiro. Nele, o saudoso governador faz uma brilhante narrativa sobre o papel da Rede Globo e das elites cariocas na massificação do ódio, do racismo e da política de higienização historicamente imposto à cidade.

Vale muito a pena assistir.

https://www.youtube.com/watch?v=tklutmnXCz4

 

Disponível também na FanPage Iconoclastia Incendiária, via Face de Tamara Naíz.

 

Uma resposta em “Brizola, as praias, o racismo e a Globo”

Eu não entendo uma coisa: quando temos dois cachorros Labradores e cada um é de uma cor, logo dizemos que temos dois Labradores. Afinal são da mesma raça e a cor não muda a raça. Isso só ocorre quando temos duas pessoas, uma branca e uma negra. Aí dizemos que temos duas raças. Vocês estão vendo o quanto existe de “racismo” nas entranhas da humanidade? É uma maneira de dizer: você não é da minha raça. Posso estar viajando mas eu acho errado!

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