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Educação Popular

Rede Ubuntu promove 1ª Feira de Profissões na periferia de São Paulo

Uma Feira de Profissões na zona sul de São Paulo, espaço símbolo das periferias da cidade, organizado por professores, estudantes e profissionais do próprio território.

Neste próximo dia 7 de julho de 2019, estudantes e profissionais de diversas áreas do conhecimento, participam da 1ª Feira de Profissões da Rede Ubuntu. O evento acontece no CEU Capão Redondo, das 9 às 17 horas.

Durante todo os visitantes terão acesso aos stands das principais universidades do estado, palestras sobre os processos seletivos das principais instituições do país e rodas de conversa com especialistas de diversas áreas de pesquisa e o que esperar dos mais diversos cursos. Será um momento para inspirar os vestibulandos, ajudando-os na decisão de suas futuras carreiras. O encerramento do dia ficará por conta do Sarau Apoema, do Jardim Ângela.

A atividade é aberta e toda comunidade pode participar! Para se inscrever e ficar por dentro da programação, basta acessar: www.even3.com.br/feiradeprofissoesredeubuntu

Sobre a Rede Ubuntu

A Rede Ubuntu é um projeto socioeducativo que desde 2014 atua nas periferias da zona sul de São Paulo e de Itapecerica da Serra, promovendo formação para os interessados no ingresso do ensino superior, em especial jovens.

 

Por meio deste trabalho, centenas de jovens já conquistaram oportunidade de ingresso em universidades.

 

Outro importante compromisso da Rede Ubuntu é com a formação cidadã dos estudantes. A própria existência do projeto se dá porque no Brasil, o ensino público básico e médio em geral é sucateado e pouco valorizado pelos governantes, o que coloca setores populares da sociedade em desvantagem na disputa do acesso às poucas vagas em universidades públicas, que por sua vez, acabaram se consolidando como espaços de privilégio para classe média e rica.

 

O trabalho é baseado na filosofia UBUNTU, uma filosofia universal que compreende que cada ser humano só o é por meio do outro, que nossa condição humana é uma existência coletiva, e que por isso todas as nossas atitudes devem ser PELO COLETIVO E PARA UM BEM COMUM.

 

Conheça mais da Rede Ubuntu: https://www.facebook.com/cursinhoubuntu/

Participe de nossa programação:

Serviço:

Domingo – 7 de julho de 2019

CEU Capão Redondo

Rua Daniel Gran, s/n — Jardim Modelo, São Paulo

#FeiradeProfissões

#RedeUbuntu

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Educação Popular

Rede Ubuntu debate acesso ao ensino superior

Por Rafael Cícero

A USP ficou mais preta

No último dia 6, centenas de estudantes da periferia paulistana ocuparam a Universidade de São Paulo (USP) para debater a democratização do ensino superior público. Os jovens fazem parte da rede de cursinhos populares Ubuntu, localizada na região do Jardim Ângela, Zona Sul, e Itapecerica da Serra.

Os alunos visitaram diferentes institutos e espaços da Universidade. No período da tarde promoveram um debate na FFLCH – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, sobre os desafios do acesso e da permanência da periferia nos espaços universitários. A atividade contou com a participação de Eduardo Girotto, do Departamento de Geografia da USP, ex-alunos da Ubuntu, atuais estudantes da USP, professores e coordenadores.

O evento não foi somente um marco para a rede Ubuntu, mas também uma aula pública para a USP. Foi uma oportunidade para centenas de jovens periféricos, que nunca tinham ouvido falar da instituição, saírem dali determinados a voltarem como estudantes universitários.

Reprodução

Ubuntu

Carregando o nome de uma filosofia africana sobre solidariedade, Ubuntu surgiu em 2016 com apenas três núcleos e já possui seis. Apesar de enfrentar dificuldades relacionados a estrutura do local, equipamento, materiais pedagógicos e permanência estudantil, a rede conta com doações, apoio em campanhas e professores voluntários. A partir do dia 14 de abril, o grupo abrirá uma “vaquinha online” para recolher recursos.
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Educação Popular Movimento Negro

O 6º Encontro de Negros e Negras da UNE debaterá o papel do negro na ciência

Por Marina Souza

Jovens negros graduandos ou pós-graduandos das áreas de Humanas, Biológicas ou Exatas terão a oportunidade de participar do 6º Enune – Encontro de Negros e Negras da UNE nos próximos dias 19, 20 e 21, na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. “Meu quilombo, meu lugar: nas ruas, nas periferias e nas universidades”é o tema desta edição, que busca estudar ciência, promover e incentivar as lutas negras estudantis e expandir o ensino gratuito e de qualidade.

Com mesas de debate, grupos de trabalho, oficinas, palestras, cursos e uma plenária, os alunos debaterão temas diversos que vão de política à ciência. O II Encontro de Jovens Cientistas Negros da Associação Nacional de Pós-graduandos também acontece durante o Enune e promete reflexões sobre o racismo na Academia e papel do negro na ciência. A mostra científica “Epistemicídio e a Circulação do Conhecimento”, por exemplo, funcionará como um espaço para conhecer produções acadêmicas de pessoas negras.

Foto: Evelyn Lee/CUCA UNE

“Um dos principais objetivos da Mostra é a circulação de conhecimento, o fortalecimento dos espaços de pesquisa e a ampliação do diálogo da produção de pesquisadores negros e negras”, diz Dara Santanna, diretora de Combate ao Racismo da União Nacional dos Estudantes (UNE).

As inscrições podem ser feitas pelo site.

 

 

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Cotas Raciais Educação Popular

A Educação para a população preta, pobre e periférica no governo Bolsonaro

Por Marina Souza

“Esse pessoal que foi eleito tentará implementar reformas que visarão retirar os poucos direitos que nós temos. E quem vai sentir mais são os pobres, os das periferias e os pretos”, diz Henrique Viegas. Aos 59 anos de idade ele é biólogo e professor da rede pública de saúde e educação há mais de três décadas e meia, é voluntário nos cursinhos da Uneafro (União de Núcleos de Educação Popular para Negras/os e Classe Trabalhadora), coordena um dos núcleos de ocupação do Movimento Sem Teto e desacredita que o novo governo brasileiro trará benefícios às populações negras e periféricas.

Viegas, que sempre se vinculou às lutas políticas, afirma que o atual momento é de “perversidade” e marcado por uma nova classe dirigente na presidência, no senado, nas gestões dos governos e nos cargos de deputado. Segundo ele, é nela que serão fortalecidos e estabelecidos vínculos com aqueles que chama de “ricaços”, “latifundiários” e “as famílias que mandam nesse país há centenas de anos”.

O professor acredita que o racismo, a falta de acesso aos estudos e permanência estudantil são as principais dificuldades a serem enfrentadas pelos estudantes negros brasileiros. Usando a si mesmo como exemplo, ele relembra a época de aluno e conta que a sua família e amigos o ajudaram diante dos muitos obstáculos que surgiam.

Os dados mais recentes do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), divulgados em 2015, revelam que o Brasil é o sexto país com maior número de estudantes entre 15 e 16 anos no mercado de trabalho, cerca de 43,7% dos entrevistados afirmam que trabalham antes e/ou depois de irem à escola. A pesquisa também mostra que somente 4 em cada 10 alunos de escolas públicas, da mesma faixa etária, acreditam que concluirão uma graduação.

“Temos dezenas de estudantes que vão assistir aula depois de 12 horas trabalhando e pegando ônibus. São filtros que impedem um aluno pobre, preto e da periferia de conseguir vigor físico para ficar três ou quatros horas assimilando conteúdo de disciplina”. Viegas relembra ainda que esses jovens são vulneráveis a diversos tipos de violência e sendo assim, têm o rendimento do aprendizado diretamente prejudicado.

Através de seus trabalhos voluntários na Uneafro, o biólogo acredita que a instituição tem o importante papel de organizar e aglutinar centenas de jovens pobres, pretos e periféricos, juntamente com os voluntários, professores ou não, para resistir e enfrentar as violências do sistema capitalista. Ele afirma que a função de sua profissão é instigar debates que estimulem o aluno a pensar, ter senso crítico e perceber seu papel na sociedade.

Dar a essa parcela da população a esperança de ingressar no ambiente universitário é uma das principais ações já realizadas pelo grupo, que é uma rede de articulação e formação de pessoas periféricas.

Foto: Uneafro – Divulgação

Kesselly Rodrigues, de 17 anos, é aluna do Núcleo Marielle Franco, pretende cursar Psicologia e revela que além dos estudos preparatórios para os vestibulares, a Uneafro lhe trouxe uma conscientização política. “A minha visão de mundo mudou bastante porque comecei a perceber qual posição eu ocupo dentro da sociedade. Senti a necessidade de querer saber quais eram os meus direitos, quais lutas eu deveria pesquisar e quais delas eu deveria fazer”, diz ela.

Sua maior preocupação enquanto estudante negra no atual cenário político é a desvalorização na qual é submetida por pertencer a tal grupo. Kesselly é moradora da Favela do Montanhão, localizada em São Bernardo do Campo, sempre sofreu por suas condições financeiras e conta que muitas pessoas costumam dizer a ela que as cotas raciais são um mecanismo de privilégio, e não de direito. A garota, porém, discorda, enfatiza que nunca esteve em uma posição protagonista e lembra que a juventude negra tem grandes dificuldades para ocupar qualquer espaço social no país.

O presidente recém empossado, Jair Bolsonaro (PSL), já declarou que é veemente contra a política afirmativa das cotas raciais e promete minimizá-la. Enquanto ainda era pré-candidato ao cargo, ele foi entrevistado pelo programa Roda Viva, da TV Cultura, e disse: “Não vou falar que vou acabar, porque depende do Congresso. Quem sabe a diminuição do percentual. Não só para universidade, mas para concurso público. Pelo amor de Deus, vamos acabar com essa divisão no Brasil”. Ele ainda ironizou os jornalistas questionando qual seria a dívida histórica que possui já que nunca escravizou ninguém.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 48,9% da população negra brasileira ainda faz parte do grupo de pessoas sem instrução e ensino fundamental incompleto, e quinze anos após as primeiras vivências de cotas raciais no ensino superior o percentual de pretos e pardos que concluíram a graduação cresceu de 2,2%, em 2000, para 9,3% em 2017.

Jair Bolsonaro (PSL) em encontro com governadores em Brasília | Foto: Adriano Machado/Reuters

Caso o presidente queira reduzir quantitativamente esta ação afirmativa, deverá enviar um projeto de lei ao Congresso para ser votado por, no mínimo, 257 deputados. Se 50%+1 deles aprovarem a medida, o texto é encaminhado ao Senado, onde deverá ser votado por pelo menos 41 parlamentares e aprovado por 50%+1. E mesmo com a maioria dos votos favoráveis, o STF (Supremo Tribunal Federal) ainda poderia questionar o projeto, uma vez que a constitucionalidade da política das cotas é reconhecida no Brasil desde 2012.

Vale relembrar também que Bolsonaro não pode interferir na lei de cotas usada por universidades e concursos públicos nos âmbitos estadual e municipal, pois estes são de responsabilidade da Assembleia Legislativa e das Câmaras Municipais.

“Os nossos jovens, os filhos da classe pobre, não estão representados nos bancos das universidades. Por que? Porque nesse país a gente tem dois tipos de educação, uma nas melhores escolas para os ‘granfinos’ e outra nas públicas para os pobres, pretos e periféricos”, reflete Henrique Viegas e complementa dizendo “as cotas são medidas reparatórias, queremos que sejam transitórias”.

Adriano Sousa, de 31 anos, mestrando em História pela Universidade de São Paulo, acredita que o novo governo tencionará a Educação através de um viés moral, querendo impedir a discussão sobre gênero, desigualdade, racismo, e qualquer outra reflexão das classes populares e seus problemas. Complementa então afirmando que essa política também quer privatizar e fechar espaços universitários para reduzir custos, “quebrar” o Estado em pedacinhos e distribuí-los a diversos investidores, o que classificou como uma política liberal muito agressiva.

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Educação Popular

 “Não se mostra o caminho apontando o dedo, mas seguindo à frente”

Por Douglas Belchior

Conhecimento, coragem e exemplo. Tive professores assim. Devo a eles o que eu sou como pessoa, como ser humano. E agradeço eternamente.

Outro provérbio: “É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança”.

A tafefa de educar não é só do professor, mas de toda a comunidade. A vida educa, o convívio educa, o ambiente educa. Nossas ações, posturas, opiniões são fruto direto da educação e da forma como as informações são compreendidas por nós.

Se temos uma parcela da população brasileira adepta de ideias conservadoras, de propostas violentas e contraditórias com a vida, hoje representadas por Bolsonaro, é porque foram educadas para isso.

Ninguém nasce defendendo estupro, odiando negros e homossexuais, achando certo armar crianças ou concordando que patrões tem a vida muito difícil Brasil.

Ninguém nasce Bolsonaro.

Cada um de nós temos o dever professoral de conversar com cada pessoa nesse país, provocar empatia, criar vínculo, apresentar outras ideias, formar outra opinião e impedir a desgraça absoluta, que viria com a vitória do Bozo nessas eleições.

Parece difícil, mas saiba: difícil é dar aulas para 16 turmas de 40 alunos toda semana, fechar diários, corrigir provas, comer giz e chegar disposto e inspirado à ultima aula do dia, as 10h da noite.

Obrigada aos meus professores da vida, que tanto me ensinaram!

Vamos virar. Eu acredito!

#HaddadSim 13
#maislivrosmenosarmas

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Educação Popular

Uneafro realiza aula pública sobre os 130 anos da abolição da escravatura

Por Redação

Após 130 anos da abolição da escravatura, qual foi o resultado de quase 400 anos de sofrimento físico e psíquico, estupros e milhares de assassinatos de africanos, indígenas e seus descendentes? Como superar o privilégio dos brancos e a violência que tanto mata os negros brasileiros?

Pensando nessas questões e nos desdobramentos que ainda permeiam o Brasil, a União de Núcleos de Educação Popular para negras e negros (Uneafro) promoverá duas aulas públicas gratuitas neste sábado, 12/5, em Itaquaquecetuba e Itaquera.

O evento “130 anos da abolição da escravidão no Brasil: Que dizer? Que Fazer?” terá convidados especiais que irão debater as questões raciais na contemporaneidade. Confira, abaixo, a programação das aulas!

 

Itaquaquecetuba

Local: Ordem dos Advogados do Brasil – Rua Praça Padre João Alvares, 185, 2º Andar

 

Horário: 9h

 

Convidados:

Elisiane Santos e Valdirene Assis – Ministério Público do Trabalho

Juana Kwetel – Conectas Direitos Humanos

Douglas Belchior – Uneafro

Igor Silva – Uneafro Itaquá

Rap com Lari Salu e Mina Buts

 

Itaquera

Local: Comunidade São Paulo – Rua Benedito Coelho Netto, 704 (Próximo às ruas Fontoura Xavier e São Teodoro)

 

Horário: 14h

 

Convidados:

Pe. Paulo Bezerra (abertura)

Ana Mielke – Intervozes

Camila Asano – Conectas Direitos Humanos

Douglas Belchior – Uneafro

Wellington e Tito Goes e Rap com Fantasmas Vermelhos

 

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Educação Popular Política Trabalho Escravo

Uneafro inicia Curso “Jovens Promotores de Direito Anti-Discriminatório” com sala cheia

Cerca de 200 estudantes acompanharam a aula inaugural do curso para promotores de direitos

 

Por Douglas Belchior

 

A aula inaugural do Curso de formação de “Jovens Promotores de Direito Antidiscriminatório”, realizada no último sábado, dia 28 de fevereiro, na Faculdade de Direito da FMU, em São Paulo, foi um sucesso.

O encontro, promovido pela Uneafro Brasil em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT-SP) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), reuniu cerca de 200 pessoas, maioria jovens negras, negros e periféricos estudantes dos núcleos de educação popular do movimento.

Elisiane Santos procuradora do MPT-SP; Thaís Dumêt Faria, da OIT; Cleyton Borges, coordenador da Uneafro e Valdirene Assis da CoordIgualdade, do MPT.

 

A aula foi precedida pela apresentação do curso e reflexões sobre sua importância num momento tão complexo da vida econômica e política brasileira, com a presença de Cleyton Borges, coordenador da Uneafro, Elisiane Santos e Eliane Lucina procuradoras do MPT-SP, estas idealizadoras, ao lado da Uneafro, da proposta do curso; Valdirene Assis, procuradora do Trabalho e Coordenadora Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho do MPT e Thaís Dumêt Faria, Oficial em Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho da OIT.

O tema de abertura do Curso foi “Escravidão Contemporânea”, e contou com aula de Antonio Carlos de Mello Rosa, que atua com o Sistema das Nações Unidas e da Organização Internacional do Trabalho nas temáticas de trabalho infantil e trabalho escravo. Atualmente Rosa é coordenador da unidade de Combate ao Trabalho Forçado da OIT.

 

Antonio Carlos de Mello Rosa, da OIT, dialogando com estudantes

 

No segundo tempo da aula inaugural, Christiane Nogueira (MPT-SP) e Natália Suzuki (Repórter Brasil) trabalharam importantes conceitos que caracterizam o trabalho escravo moderno, jornada exaustiva ou forçada, ambientes insalubres e condições degradantes, restrição de locomoção e fomento de dívidas junto ao empregador ou proposto. “Foi um momento de muito aprendizado. Esse conteúdo jurídico e social será levado aos núcleos e territórios periféricos onde a Uneafro atua”, disse a professora e coordenadora da Uneafro na zona leste de São Paulo, Elaine Correia de Oliveira.

Observatório Digital do Trabalho Escravo no Brasil revela que 1,73% (ou 613) dos 35.341 trabalhadores resgatados da escravidão no país entre 2003 e 2017 foram vítimas desse crime ao menos duas vezes. Quatro pessoas foram resgatadas quatro vezes e outras 22, três vezes. A ferramenta é mantida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).

Elaine Correia (primeira de azul), em meio aos estudantes dos Núcleos da Uneafro da Zona Leste de SP

 

Próximos encontros

Serão ao todo 8 aulas, sempre nos últimos sábados de cada mês. A participação é livre e gratuita, mas só terão direito aos certificados aquelas que participarem de no mínimo 75% das aulas, de forma que ainda dá tempo de se inscrever e participar. Os próximos encontros serão itinerantes, realizados em diversas regiões da cidade de São Paulo e região do Alto Tietê. O Curso contará ainda com duas aulas especiais, uma em 25 de Julho, dia internacional da mulher negra latino americana e outra no encerramento do curso, em Novembro, mês da consciência negra. Interessados ainda podem se inscrever através deste formulário.

 

 

 

 

 

Conheça, ajude e participe da Uneafro Brasil

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Educação Popular racismo

Curso “O que é racismo?”, do Coletivo Di Jejê, segue com inscrições abertas

Racismo reverso, racismo estrutural, racismo institucional, tudo é racismo, racismo é vitimização. Mas afinal, o que é racismo? Esse é o tema do curso de Novembro do Coletivo Di Jejê. As inscrições seguem abertas até dia 28 de Novembro, inscreva-se AQUI.

 

Por Coletivo Di Jejê

O curso O que é o racismo? têm por objetivo, discutir o conceito de racismo, a construção social, econômica, histórica e cultural do racismo contra africanos do continente e da diáspora, e debater a consolidação do ideário racista no Brasil.

Por ser uma ideologia sustentada através da cultura, o racismo faz parte da formação dos indivíduos, naturalizando e legitimando o racismo.

Sobre racismo

Machismo, homofobia, tranbsfobia, violência sistemática, exclusão social, violências contra mulher, genocídio da juventude negra, desemprego, vulnerabilidade social e econômica, encarceramento em massa da população negra, desmantelamento da politica do SUS, reformas política, trabalhista, tributária. Todos esses temas refletem, mantêm, reproduzem e produzem o racismo em nosso país.

Esse é um curso voltado para pessoas negras, que querem aprofundar as discussões numa perspectiva teórica sobre o racismo e para pessoas brancas que querem aprender e compreender o que é racismo.

O curso faz parte da secção O que é? da Escola Virtual do Coletivo Di Jeje, que oferece mais de 15 cursos virtuais totalmente a distância, sobre a mulher negra e a condição do negro na modernidade.

Inscreva-se e faça conosco esse debate.

Serviço: Curso O que é racismo?

Quando: de 30 de Novembro a 30 de Janeiro

Onde: plataforma virtual (curso totalmente online)

Como: o material do curso fica disponível e você acessa dentro da sua rotina.

Quanto: 78 reais com certificação de 90 horas (você pode pagar via PayPal com cartão de crédito ou depósito/transferência via Banco do Brasil)

Ementa:

1 – A construção  histórica so racismo?
2 – O racismo: estrutural e institucional
3-A consolidação da ideologia racista no Brasil
4 – Vamos falar da escravidão de africanos no Brasil?
5 – Miscegenação e o embranquecimento da população brasileira
6 – Genocidio da população negra: uma politica de Estado?
7 – Saídas e resistências: estamos fazendo Palmares de novo

 

 

 

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Educação Popular Uneafro

Faculdade de Direito da Usp é ocupada por negras e negros em luta

Sergio Silva <fotografosergiosilva@gmail.com>

Depois da histórica aprovação da adoção de 30% de Cotas para negro/as, indígenas e estudantes de escolas públicas, a Faculdade de Direito da USP, de onde surgiram nada mais nada menos que os golpistas Michel Temer e Alexandre de Moraes, é ocupada por estudantes dos Cursinhos Comunitários da Uneafro Brasil.

 

Por Douglas Belchior, com fotos de Sergio Silva.

 

Neste último sábado, dia 1 de Abril, cerca de 800 estudantes dos Cursinhos da Uneafro-Brasil, das unidades da região metropolitana de São Paulo, participaram do primeiro Aulão deste ano de 2017. O Local escolhido foi a Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, centro de SP.

 

Trabalho de base permanente, ação direta e comunitária com prática da Educação Popular.Acreditamos nessa fórmula como alternativa de luta política antissistêmica.Emocione-se com o resultado.

Posted by UNEafro Brasil on Sunday, April 2, 2017

 

Estudantes, em sua maioria jovens negros e mulheres lotaram o pátio das arcadas e a sala dos etudantes para ouvir professores convidados em uma maratona de cidadania e conscientização.

Tamara Naiz, presidente da ANPG – Associação Nacional de Pós-Graduandos tratou do tema “O que é Ciência e Tecnologia?”, e provocou nos estudantes mais curiosidade sobre um assunto que pouco aparece em escolas públicas brasileiras.

Guilherme Boulos, do MTST, tratou do tema das atuais reformas propostas pelo governo ilegitimo de Temer, em especial as consequências da Reforma da Previdência e Trabalhista para a vida das famílias de trabalhadores moradores de periferias.

Monique Evelle, jovem ativista soteropolitana, fez um contagiante depoimento sobre sua história de superação e resgate da identidade negra.

O poeta Sergio e Vaz e a rapper Preta Rara e a poetiza Luiza Romão deram um show a parte, com muita música engajada, poesia revolucionária e papo reto com a estudantada.

Outro momento forte da atividade, foi a rápida, mas super potente, apresentação do Teatro dos Secundas, grupo formado por secundaristas que dirigiram ocupações de escolas públicas no último ano.Em sua apresentação “Só me convidem para uma revolução onde eu possa dançar”, com direção de Martha Kiss Perrone, lembraram a a luta dos secundas por educação pública de qualidade e morte de Maria Eduarda, de 13 anos, atingida por um tiro de fuzil durante a aula de Ed. Física em uma escola pública do bairro da Fazenda Botafogo, no Rio de Janeiro.

Falta de Respeito

Apesar de insistentes tentativas de estudantes da faculdade de direito, do Centro Acadêmico e de professores aliados dos movimentos, que protocolaram pedido de utilização do salão nobre da faculdade, o Diretor José Rogério Cruz e Tucci não autorizou seu uso pelos estudantes dos Cursinhos Comunitários da Uneafro. Por isso, a decisão do movimento foi realizar o Aulão no pátio das arcadas. Embora a previsão fosse de sol o dia inteiro, a manhã de sábado estava chuvosa, o que atrapalhou o início da atividade e obrigou o uso da precária e pequena Sala dos Estudantes, onde os quase 800 estudantes se espremeram e ocuparam também seu saguão de saída. Veja o Vídeo.

 

Posted by Joyce Fernandes on Saturday, April 1, 2017

 

Vejam mais videos desse momento de luta do movimento de cursinhos populares e do movimento de São Paulo:

 

Teatro dos Secundas

 

a luta é o que pode nos mover – nunca houve outra alternativa. Esse é um brasil que escapa, traça um novo campo do possível e emerge com força insubmissa pra nos dizer que nunca mais seremos o que fomos. Ainda bem! Só a luta cria.(essa é a faculdade de direito da USP – de onde saíram Temer e Alexandre de Moraes. E essa também é a imagem exata do que eles mais temem. )

Posted by Alana Moraes on Sunday, April 2, 2017

 

Guilherme Boulos – MTST

Posted by UNEafro Brasil on Saturday, April 1, 2017

 

Poeta Sergio Vaz

Posted by UNEafro Brasil on Saturday, April 1, 2017

 

Conheça a Uneafro Brasil

A Uneafro Brasil é um movimento de ação comunitária e educação popular que há quase 10 anos ajuda a escrever histórias de superação na vida de jovens, negros e periféricos.

Como uma organização do movimento negro, escolhemos enfrentar o racismo, o genocídio, o machismo e as desigualdades econômicas através da ação direta na vida real das pessoas, em nossas próprias comunidades.

Conheça a Uneafro-Brasil: http://bit.ly/2kgK8Mv

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Posted by UNEafro Brasil on Sunday, February 12, 2017