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Direitos Humanos Internacional

Consulta Regional das Américas discutirá Direitos Humanos com ativistas do continente

Por Marina Souza Neste sábado (08), a partir das 09 horas, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) se reunirão na sede da Comissão em Washington DC, para realizar uma Consulta Regional sobre Mecanismos Regionais de Direitos Humanos nas Américas, a fim de debater maneiras de combate ao racismo, xenofobia e outras tipos de intolerância. Com o intuito de legitimar a discussão, o evento trará representantes de mecanismos regionais e sub-regionais de Direitos Humanos. Os convidados, que têm diferentes afinidades com a temática, são ou já foram membros de instituições, organizações, academia e/ou vida política.
Douglas Belchior é um dos convidados para participar da mesa “Marco para o Combate e a Erradicação Efetiva do Racismo, Discriminação racial, Xenofobia e Formas Conexas de Intolerância: Medidas Especiais e Ações Afirmativas”, que acontecerá durante a Consulta Regional, em Washington DC. | Foto: arquivo pessoal
“É muito importante que a representação política do povo negro acesse instituições, espaços e microfones internacionais para levar denúncias e sobretudo, demonstrar a nossa capacidade e força de articulação de luta política”, diz o participante Douglas Belchior. O objetivo geral da Consulta é o de melhorar a cooperação entre os mecanismos interamericanos e os internacionais de Direitos Humanos, a fim de desenvolver propostas concretas de cooperação entre os representantes e Estados-Membros. Faz pouco mais de um mês que a CIDH veio ao Brasil, sob convite do governo federal, para participar de reuniões com diversos membros políticos de diferentes setores sociais. Além disso, a Corte fez análises empíricas nas áreas urbanas e rurais de Minas Gerais, Maranhão, Roraima, Pará, Mato Grosso do Sul, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro.
O assassinato da vereadora Marielle Franco, a imigração dos venezuelanos no Brasil e a responsabilização do Estado pela morte de Vladimir Herzog foram alguns dos temas explorados pelo órgão no país durante este ano.
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Escrita da história Filosofia Formação Internacional Matriz Africana Mídias Negras e Alternativas

Mbira – o instrumento-símbolo de um povo

Por Luiza Gannibal

Entre junho e agosto de 2016, estivemos no ventre do mundo: Zimbábue – África profunda.

DZIMBA DZEMABWE. Casa de Pedras. Fortaleza espiritual.

Nosso propósito era investigar as especificidades deste solo semi-árido donde brotou a riquíssima cultura do povo shona que, agora, podemos definir numa só palavra: Mbira.

Na bagagem, trouxemos um material vasto, projetos mil, e a vontade de partilhar essa história.

Mas… o que é Mbira?

Mbira é o nome em língua shona para o instrumento tradicional do POVO SHONA (comunidade pertencente à família etnolinguística BANTU, difusa por grande parte da África subsaariana), que vive, em sua maioria, na região do ZIMBÁBUE, país que faz fronteira com a Zâmbia, África do Sul, Moçambique e Botswana.

A mbira pertence à família dos lamelofones. Lamelofones são populares por toda África, e, via de regra, eles variam em número de teclas, disposição das notas, e se possuem (ou não) um ressonador (uma cabaça ou caixa de madeira que repercute o som). Kalimba, sanza, likembe, kisanji e gongoma são alguns dos nomes dados a lamelofones africanos de acordo com suas características particulares e região/povo a que pertencem.

Além de ser o mais sofisticado dos lamelofones africanos, a MBIRA foi o primeiro lamelofone a surgir na África – mais especificamente no Vale do Rio Zambeze ao norte do Zimbábue –, sendo uma espécie de protótipo para todos os outros.  

Não é possível se referir à mbira, portanto, apenas como um instrumento. Pelo menos não da maneira que se faz no Ocidente. A mbira designa, obrigatoriamente, a cultura shona e, nesse viés, a espiritualidade desse povo da África Bantu.

A mbira faz parte do povo, e o povo, igualmente, faz parte da mbira.

Como relata o professor Perminus Matiure, servindo de meio de comunicação entre os vivos e os mortos, “a mbira age como um repositório da espiritualidade shona”.  Em rituais chamados de “bira”, ela é tocada para os ancestrais, que, por falarem a língua da “música de mbira” – cuja gramática é composta por temas tradicionais -, são atraídos para a dimensão dos vivos, onde o tempo sagrado é assim instaurado.  Daí o nome “mbira dzaVadzimu”, que significa mbira dos (dza) ancestrais (Vadzimu).

Em “The Soul of Mbira”, Paul Berliner explica: “Um mandamento tradicional da religião shona postula que, após a morte, os espíritos das pessoas continuam afetando a vida de seus descendentes. Em outras palavras, o mundo dos vivos está em função dos acontecimentos do mundo dos espíritos. ” Daí a importância do diálogo permanente com essa arena mítica.

Outro nome dado à Mbira dzaVadzimu é “Nhare” que, em shona, significa telefone. E aqui a dimensão sagrada fica ainda mais evidente: ou seja, trata-se de um instrumento que, ao ser executado (ao tocar) conecta dois universos.

“A mbira é o instrumento musical tradicional primário do povo falante da língua shona. Ele tem sido tocado desde tempos imemoriais. A mbira é a voz dos espíritos (mbira i zwi re midzimu). Quando tocamos a mbira, nós estamos chamando os espíritos, e essa voz é forte o bastante para ser ouvida na morada dos ancestrais (nyikadzimu).” – diz, direto de Chinamassa, aldeia shona de Nyazura, no Zimbábue, nosso querido mestre Barnabas Ngalande.

Berliner complementa: “No contexto da Bira, as pessoas acreditam que a mbira tem o poder de projetar seu som pelos ares e alcançar os céus, estabelecendo uma ponte entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, e atraindo, assim, a atenção dos ancestrais.”

A despeito de haver inúmeras “Áfricas”, há, segundo o tradicionalista Hampâté Bâ, algumas constantes em todas as tradições africanas: a presença do sagrado em todas as coisas, as relações entre os mundos visível e invisível e entre os vivos e os mortos. Não é à toa que nossa passagem pelo Zimbábue esteve sempre cercada de reiterada espiritualidade.

A Mbira Nyunga Nyunga

Outra mbira bastante popular no Zimbábue é a Nyunga Nyunga. Ela foi trazida para o Zimbábue pelos VaNyungwe, povo da província de Tete, em Moçambique.

Por ser de mais simples entendimento, ela é largamente utilizada nas escolas e como primeiro aprendizado daqueles que se interessam pelo instrumento. Tivemos (e temos) alguns mestres no Zimbábue que tocam e fabricam a Nyunga Nyunga, como o Barnabas, já mencionado, e Ticha Muzavazi, que faz um belíssimo trabalho com crianças especiais.

Fabricar e tocar, aliás, são atividades que caminham juntas em toda África, revelando o caráter orgânico (e não industrial, como o é no Ocidente) da relação das pessoas com os elementos que compõem sua existência essencial.

Ambas as mbiras, cabe frisar, são instrumentos-símbolo de resistência de uma cultura que teima em seguir adiante, aferrada a suas raízes, apesar dos pesares e dos “desgovernos” que acometem o povo shona – íntegro o bastante para perceber que a tradição é imprescindível como forma de blindagem contra as influências perniciosas: sejam elas mundanas ou espirituais.

Cultura é identidade. E a música, o modo mais natural de expressá-la. Ao dedilhar sua mbira, portanto, o homem shona expressa o que é – e, dessa maneira, pode “ser” no mundo.

Mbiracles

Por mais de 300 anos, africanos de origem bantu chegaram aos portos brasileiros, constituindo-se no maior contingente de negros a entrar no país. Apesar da invisibilidade que desejou se dar a essa influência grandiosa, as marcas do legado bantu estão em nossa música, língua, instrumentos, estratégias de resistência (quilombos), danças, técnicas de trabalho, e, claro, no fenótipo de nossa gente.

Sendo um elemento autêntico e paradigmático de uma cultura riquíssima, portanto, a mbira, segundo o músico e fabricante de instrumentos africanos Fabio Simões, é “um cordão umbilical do tempo”. Uma maneira pela qual podemos reaver de forma íntegra esse legado ancestral que nos foi, outrora, drasticamente subtraído, e que nos conecta à “mãe” – palavra que pode também ser entendida como “terra”. Afinal de contas, o menino africano se torna homem quando parte do regaço da mãe biológica para os braços da mãe-natureza. E a música, rebento desse ambiente natural, é sua maior forma de expressão.  

A proposta do projeto Mbiracles, assim, é a vivência da música tradicional africana sob o prisma dessa mãe-natureza, dessa terra ancestral. É a reflexão prática de “quem somos nós” a partir de artefatos que enredam uma cultura milenar, telúrica, e que, como as pirâmides do Egito, ou, mais apropriadamente, as ruínas do Grande Zimbábue (a maior estrutura pré-colonial da África Subsaariana), nos indicam os caminhos que traçaram os homens que nos antecederam, as músicas que cantaram, as melodias que dedilharam. Sendeiros sonoros que perfazem, com efeito, a linguagem-raiz desse homem. Uma linguagem que nos falta – e que, por isso, nos cabe.

Como sugere o símbolo da Sankofa, o retorno às origens é necessário para que possamos seguir adiante. São nossas raízes, nossos pés, fundamentos, pilares. “Para destruir um povo, basta destruir sua cultura”, afirmou Franz Fanon. Daí que, para sermos um povo, e tudo que isso comporta, precisamos reconstruir nossos laços com a África. Ativamente.

Mbiracles é um projeto que pretende trazer à tona, através de uma série de atividades cujo núcleo é a mbira (oficinas, palestras, exposições, instalações), a África mãe. Essa África que diz tanto a respeito de quem somos e de onde viemos.  

Eis a música: meio capaz de traduzir com maior expressividade e ludicidade a cosmovisão de um povo. Eis a mbira: instrumento que está no cerne da tradição shona.

Venha conosco conhecer e praticar a mbira.

Estamos na rede:
www.mbiracles.com
https://www.facebook.com/mbiracles/

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Destaque Internacional

Globo, Belíndia e Belgiquistão: a arte de mascarar a sub-cidadania

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Por Laura Lima*, direto de Bruxelas – Bélgica

Um dos maiores orgulhos que tenho é ter deixado de assistir a Rede Globo ainda na adolescência. Nos quase vinte anos que se passaram desde então, tive apenas uma reincidência: o discurso de posse de Lula em 2003. Na última segunda-feira quebrei esse jejum para ver (online) a reportagem sobre Molenbeek que foi ao ar no Fantástico do último domingo. Vivo na Europa há cerca de 10 anos, seis do quais na capital belga. Me senti na obrigação de ver o que a Globo tinha a dizer sobre um dos bairros que mais conheço na cidade. Foi quase um exercício de auto-flagelação: um sofrimento desnecessário, masoquismo ao raiar do dia.

Entre tantas coisas, a globo colocou Molenbeek como ninho do terror e finalizou a reportagem falando em “Belgiquistão”. Imediatamente, isso me trouxe a lembrança uma moda nas rodas intelectuais dos anos 90/2000 sobre o Brasil. Falávamos de Belíndia. No fundo, o intuito do termo era realçar que, no Brasil, haviam duas realidades que conviviam lado-a-lado. Uma delas, diminuta, apresentava os mesmos indicadores de desenvolvimento humano que a Bélgica. Enquanto que havia entre nós também indicadores iguais aos da Índia. Apesar de tentar descrever a gritante desigualdade brasileira, o termo em si é impregnado de uma armadilha política.

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É que Belíndia nos diz muito o que nós, brasileiros, pensávamos sobre a Bélgica e sobre a Índia. Pressupõe-se que a Bélgica e a Índia são, nessa ordem, os bastiões do desenvolvimento e do subdesenvolvimento humano, quando na verdade sabemos que em qualquer país há privilegiados e excluídos. Basta ver os 7.5 milhões de anafabetos funcionais na força de trabalho alemã, os 22% de criancas vivendo abaixo da linha da pobreza no Estados Unidos, o 1% da população indiana que detém 53% da riqueza nacional, ou os 10% dos paquistaneses que juntos detém 27% do PIB nacional. Embora esteriótipos reforcem nossa visão de países como um todo homogêneo, não há nada sobre a vida e a morte em qualquer um deles que nos dê qualquer pista de uniformidade.

 

Entre tantas coisas, a globo colocou Molenbeek como ninho do terror e finalizou a reportagem falando em “Belgiquistão”

Da mesma forma, chamar Molenbeek de Belgiquistão é uma preguiça acadêmica e, principalmente, uma maldade política. Maldade política em dois atos. Primeiro, porque, como a última semana mostrou, nem tudo é flores no Reino da Bélgica e nem tudo é morte da República Islâmica do Paquistão. Segundo, é também uma maldade política porque invisibiliza os processos de exclusão que permitem que, em qualquer país, pessoas sejam relegadas a uma vida precária. A sede, a fome, a falta de moradia, de escolas, de hospitais e, acima de tudo, de dignidade humana, são fenômenos políticos e históricos, que devem ser desvendados, explicados e combatidos independentemente de onde eles ocorram. Chamar Molenbeek de Belgiquistão é simplesmente negligenciar os quase 100 mil moradores do bairro que não só não compactuam com a violência armada mas que também contribuem enormemente para Bruxelas ser a segunda cidade mais cosmopolita do mundo. Chamar Molenbeek de Belgiquistao é estigmatizar ainda mais uma parcela da população que já vive de ser o bode expiatório de todas a políticas anti-imigração.

 

O ninho de terror do qual falou a globo oferece escolas públicas para todas as suas crianças (meus afilhados estudam lá e os pais – brancos, classe média, e flamengos – são muito contentes com o ensino), plano de saúde de qualidade e vários tipos de ação social que coloca até mesmo outros países da União Européia no pé do chinelo. Mesmo com tudo de bom que esse país tem a oferecer (e não são poucas coisas), a Bélgica também tem seus problemas. E o problema atual de Molenbeek está muito conectado às políticas de imigração adotadas pela Bélgica nos anos 60 e 70.

 

Chamar Molenbeek de Belgiquistao é estigmatizar ainda mais uma parcela da população que já vive de ser o bode expiatório de todas a políticas anti-imigração.

Os contingentes migratórios que chegaram a Bélgica desde a década de 1960, eram em grande parte comunidades norte-africanas (geralmente francófonas) ou de países árabes. Vieram aos milhares. E, enquanto ocuparam a vaga de mão de obra barata, ninguém reclamava. Não houve, por parte do governo ou dos cidadãos, uma política ampla de educação e integração social, econômica e/ou política. As segundas e terceiras gerações, nascidas e criadas na Bélgica, muitas sem ter nunca visto seu país de ‘origem’, nunca foram (e ainda não são) tratados como belgas. São sub-cidadãos. Suas religiões e suas culturas sempre foram muito mais toleradas do que celebradas. Desde que ficasse cada um no seu quadrado, estava tudo bem. E foi assim que Molenbeek foi se transformando no que é hoje: uma área de belgas não-belgas, onde a polícia não vai, em quem a cidade (e o país) investe muito menos, e o estado está presente muito mais timidamente do que em outros bairros. Essa vaga de cidadania e falta de identidade com o país onde nasceram, abriu a oportunidade para que o fundamentalismo religioso conseguisse arregimentar jovens para o terrorismo.

 

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Se a reportagem do fantástico tivesse se esforçado um pouquinho mais para conhecer a realidade do bairro, saberia que o que o caracteriza é muito mais o número de pessoas que ali vivem em situação precária do que a religião ou a língua que falam. O desemprego em Molenbeek é em torno de 30%, e entre os jovens esse número chega a quase 40%. A taxa de desemprego entre as mulheres é 10% mais elevada naquele bairro do que a média da região de Bruxelas. Somente na última década, a população de Molenbeek cresceu em 24.5% – em um bairro que já é conhecido por ser super-populoso.

A situação só tem piorado desde que a Bélgica vem se rendendo aos devaneios do neoliberalismo. E é contra os sub-cidadãos belgas que se viram as políticas econômicas, financeiras e de imigração nesse país. A cada golpe contra o Estado de Bem-Estar Social, o sofrimento é sentido diretamente na parcela dos sub-cidadãos. O desemprego é apenas um deles. A direita belga não quer acabar com a escola publica, a saúde pública ou a segurança social. Mas quer esses sistemas fora do alcance dos estrangeiros (ou não-brancos, como preferir). E deliberadamente escolhe investir menos nas escolas que ficam em comunas como a de Molenbeek – onde as pessoas ganham menos e precisam mais dos insumos que uma boa educação pode produzir.

 

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A Bélgica que tenho orgulho, aquela do Bem-estar social, o país que é 95% sindicalizado, e a educação é ampla e gratuita, escolheu nas, últimas décadas, não investir em Molenbeek. As escolhas neoliberais que o país tem tomado nas últimas décadas precarizam mais ainda a vida de milhares de cidadãos (que nunca foram reconhecidos como tal). Junte-se a isso todos os problemas, muito conhecidos por nós, fomentados em um ambiente de pobreza, desemprego, investimento mínimo em saúde e educação.

Há muitos problemas em Molenbeek. Mas o maior deles não é, nem de longe, o terrorismo. O terrorismo é uma consequência de décadas de escolhas politicas e econômicas que distinguem entre os belgas brancos e os contingentes de imigração. Chamar Molenbeek de Belgiquistao é ignorar as décadas em que a população do bairro não teve acesso as políticas sociais disponíveis em outras áreas do país. Chamar Molenbeek de Belgiquistao é esquecer que há um sistema de exclusão internacional que é ordenado e oficializado dentro de fronteiras nacionais, seja na Europa ou em qualquer outro continente. A reportagem do domingo passado na Globo só conseguiu provar o que tantos de nós sabemos sobre a emissora no panorama nacional: sua visão e parcial, míope que age contra o bem comum.

 

* Laura Lima é representante das Nações Unidas para assuntos urbanos – Programa Cities Alliance

 

 

 


 

 

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