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Em pleno carnaval, Garis paralisam Rio de Janeiro

De Douglas Belchior

Haiti? África do Sul? Não. É Rio de Janeiro.

É um Bloco de Carnaval? É gol do Flamengo? Não. É uma manifestação dos trabalhadores Garis, na principal avenida do Rio de Janeiro, em pleno sábado de Carnaval. E prometem mais para este domingo e nos dias a seguir.

A manifestação dos garis no Rio de Janeiro me fez lembrar a agonia que senti durante os protestos de Junho de 2013 e mesmo as que se seguiram e as que estão se dando ainda hoje… digo, o perfil do povo que a compõe.

O dia que a favela descer, que a periferia ocupar, que a negrada enraivecer… quero ver quem vai segurar!

Todo apoio aos Garis do Rio de Janeiro!

 

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De EBC, Agencia Brasil e Nova Democracia

 

Na tarde deste sábado (25/02) cerca de três mil garis fizeram uma passeata da Central do Brasil à prefeitura do Rio de Janeiro.

O movimento exige melhores salários e condições de trabalho para garis e agentes de preparo de alimentos, além do triênio ao qual a categoria tem direito e 100% dos domingos e feriados.

“Recebemos um copo de leite e um pão dormido de manhã para trabalhar o dia inteiro, correndo atrás do caminhão. Não nos pagam adicional por feriados e fins de semana. E as condições de trabalho são as piores possíveis”, disse um dos manifestantes.

 

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Para variar, violência policial contra manifestação

 

A passeata foi interrompida pela Tropa de Choque da Política Militar na avenida Presidente Vargas, a pouco metros da sede da prefeitura. Os policiais usaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Além de exigir melhores condições de trabalho por parte da prefeitura, o movimento ainda exige autonomia em relação ao Sindicato, que não reconhece a paralisação.

Um dos organizadores do protesto, Bruno Lima, que é gari, disse que a categoria está há três anos insatisfeita com as condições de trabalho e avalia que o carnaval é o momento ideal para mostrar a importância da categoria para a cidade. ” A gente não aguenta mais. São salários muito baixos, de cerca de R$ 900, o tíquete está defasado e as condições do trabalho são péssimas. Falta funcionário, a Comlurb virou cabideiro politico e, quem trabalha de forma operacional, não tem valor”, disse.

O movimento prometeu dar seguimento ao movimento neste domingo (2) de carnaval. 

Segundo informou à Agência Brasil Fábio Araújo Coutinho, gari da Comlurb há 16 anos, o Sindicato de Empregados de Empresas de Asseio e Conservação do Município do Rio de Janeiro havia convocado a greve e à meia-noite da última sexta-feira (28) enviou notificação à companhia, cancelando a paralisação. Fábio disse que o movimento foi criado entre os próprios garis e não tem uma liderança.

Os integrantes do grupo preferem não citar nomes, “para não serem perseguidos pela empresa”, relatou. Acrescentou que neste domingo muitos funcionários estão sofrendo intimidação e assédio moral por parte de seus gerentes, para continuarem trabalhando.

Os garis da Comlurb reivindicam aumento do piso salarial, hoje de R$ 803, para R$ 1,2 mil. De acordo com Fábio Coutinho, a prefeitura ofereceu piso de R$ 877. A categoria pleiteia ainda aumento do tíquete-refeição de R$ 12 para R$ 20 por dia, a volta do pagamento do triênio e do quinquênio, “que nos foram tirados”, além do pagamento de horas extras pelos domingos e feriados trabalhados. A Comlurb, disse Fábio, não paga horas extras pelo trabalho nesses dias e oferece apenas um tíquete de R$ 12. “Os funcionários são tratados quase como escravos e fazem os serviços sem segurança nenhuma”, acrescentou.

A Comlurb não soube explicar até o momento a razão da grande quantidade  de lixo  acumulada na cidade, até esta hora, em especial nos Arcos da Lapa e ruas situadas no entorno. A  empresa esclareceu, por meio de sua assessoria de imprensa, que como os foliões permanecem nas ruas à noite, após a passagens dos blocos, a limpeza só pode ser feita com as vias inteiramente livres, para permitir os serviços do caminhão varredeira e do lava-jato. A companhia está apurando se o excesso de detritos está relacionado com a manifestação do grupo de garis, “sem representatividade junto à categoria”, segundo o sindicato.

 

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13 respostas em “Em pleno carnaval, Garis paralisam Rio de Janeiro”

Estão prejudicando o povão no Carnaval. Os ricos estão se lixando para o Carnaval. Aproveitam para viajar.
Meu respeito aos garis, mas poderiam ter escolhido outro momento para a greve. Essa coisa da “negrada” descer é o argumento que a direita usa para justificar um arrocho político. Não sejamos ingênuos.
Tá cheio de Cabos Anselmos por aí.
Tem até um tipo de Anselmo, que não é coxinha. É idealista, bem-intencionado e até de esquerda, mas que com suas ações acaba fazendo ingenuamente o jogo da direita e pode abrir caminho para um novo Collor ou similar. Depois, esse Anselmo idealista e de esquerda vai se lamentar de sua ingenuidade, mas aí já vai ser tarde.

Não, carnaval não é só festa de povão. É festa que atrai muito dinheiro, MUITO GRINGO e que é muito bem aceita/festejada pela classe média também (só ver a quantidade de blocos na zona sul da cidade). É um ótimo momento. todo apoio aos garis!

Apoio total aos Garis! Bonita manifestação! Concordo plenamente com o Belchior… me senti bem ‘desconfortável’ durante algumas das manifestações de Junho 2013. Por um momento pensei que os ‘mauricinhos’ iam tomar o controle… e tremi na base. Mas para meu alivio isso não aconteceu. Amaldiçoei o PT e sua politica de ‘centro’! Já pensou ficar à direita dos ‘mauricinhos’? Um país com uma população tão grande ser dirigido pela Globo-SBT-Veja & CIA? É muita pobreza de espírito! Vamos lá, camaradas, vamos sair do anonimato! Vamos à luta!

Espero mais do que nunca que o PSOL e o PSTU trabalhem muito nesse período até as eleições nas periferias Brasil a dentro. É preciso fazer acordar.

Abraços.

Primeiramente meu total apoio ao movimento dos Garis. Digo aos senhores que o momento foi muito oportuno para desencadear o movimento grevista. A greve ao contrário dos que os outros comentaram é para causar um desconforto naquele contra os quais protestam, mesmo que venha a causar um desconforto na sociedade. continuem na luta.
Agora ao escritor da matéria, não entendi por que o senhor inicia o texto com a expressão “Haiti? África do Sul? Não. É Rio de Janeiro.”

As perguntas “Haiti? África do Sul?” foram perfeitas. Talvez a matéria nem precisasse de tantas informações… É verdade que a escravidão já não existe mais?

Pergunto aos de direita: seria coincidência a gradação da cor, para cima ou para baixo, para a abastança ou para a pobreza?

Todo apoio à greve dos (das) garis! Não existe ‘momento oportuno’ para se manifestar, o incômodo é mais que válido e necessário para tal, sem ter hora! Que consigam ter o que reivindicam! #paesaculpaésua

O que me assusta é observar que matérias, principalmente televisivas, de veículos de informações de massa mostram de maneira tão realista a sujeira das ruas, mas não as condições de vida e de trabalho desta classe operária.

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