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Haddad institui Cotas Raciais no serviço público em SP

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Prefeito Haddad  institui Cotas Raciais de 20% para o serviço público em cargos em comissão e efetivos 

 

Por Douglas Belchior

 

O Prefeito Fernando Haddad (PT), sancionou a Lei Municipal nº 15.939/2013, que institui cotas raciais com equidade de gênero no serviço público municipal de São Paulo. A publicação foi confirmada nesta terça-feira, 24/12, no Diário Oficial da Cidade. 

A lei prevê que “todos os órgãos da administração pública direta e indireta do município de São Paulo ficam obrigados a disponibilizar em seus quadros de cargos em comissão e efetivos o limite mínimo de 20% das vagas e/ou cargos públicos para negros, negras ou afrodescendentes”.

Para efeito da lei, “consideram-se negros, negras ou afrodescendentes as pessoas que se enquadram como pretos, pardos ou denominação equivalente, conforme estabelecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou seja, será considerada a autodeclaração”. As novas regras também se aplicam a vagas de estágio profissional no âmbito da Prefeitura.

O texto garante também “a equidade de gênero para composição das ocupações a que se refere a presente lei”. Caso não haja o preenchimento do percentual mínimo para negros, “as vagas remanescentes serão distribuídas aos demais candidatos”.

A regulamentação deve ocorrer nos próximos 90 dias.

Histórico – No início da atual legislatura o Vereador Reis (PT) propôs o então Projeto de Lei nº 223/13, que estabelece a cota mínima de 20% para ingresso no serviço público da cidade de São Paulo, para cargos efetivos e comissionados, garantindo equidade de gênero. O PSDB, através da liderança de Mario Covas Neto se opôs e já nas comissões organizou um movimento para barrar o projeto. A partir daí, a bancada do PT adotou a proposta e deu mais peso político à ação, o que desdobrou sua aprovação em plenário no último dia 27/11.

A ação do governo do município de São Paulo é positiva. Muito embora a reivindicação dos movimentos negros sejam cotas raciais com percentual equivalente à presença de negros na cidade/estado/país, no caso da cidade de São Paulo 35,6%, os 20% garantidos por esta lei significa uma passo importante no sentido do avanço das políticas de ação afirmativa e da busca da equidade de oportunidades.

No Planalto – Em novembro, a presidente Dilma Rousseff encaminhou ao Congresso Nacional um projeto para destinar um quinto das vagas em concursos públicos federais para a população negra.

 

Governo de São Paulo – O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou, no início de dezembro, a reserva de 35% das vagas na administração direta e indireta (empresas públicas) para negros e indígenas.

 

Confira o texto na íntegra:

LEI Nº 15.939, DE 23 DE DEZEMBRO DE 2013

Dispõe sobre o estabelecimento de cotas raciais para o ingresso de negros e negras no serviço público municipal em cargos efetivos e comissionados.

FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 27 de novembro de 2013, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º Todos os órgãos da Administração Pública Direta e Indireta do Município de São Paulo ficam obrigados a disponibilizar em seus quadros de cargos em comissão e efetivos o limite mínimo de 20% (vinte por cento) das vagas e/ou cargos públicos para negros, negras ou afrodescendentes.

§ 1º Para os efeitos desta lei, consideram-se negros, negras ou afrodescendentes as pessoas que se enquadram como pretos, pardos ou denominação equivalente, conforme estabelecido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, ou seja, será considerada a autodeclaração.

§ 2º Os percentuais mínimos previstos no “caput” deste artigo aplicam-se à contratação de estágio profissional desenvolvido pela Administração Direta e Indireta do Município de São Paulo.

§ 3º Será garantida a equidade de gênero para composição das ocupações a que se refere a presente lei.

Art. 2º Para investidura em cargos efetivos e/ou estatutários os beneficiários das cotas garantidas pela presente lei necessariamente deverão prestar concurso público para seu ingresso no serviço público.

Art. 3º Em caso de não preenchimento do percentual mínimo para ingresso através de concurso público, as vagas remanescentes serão distribuídas aos demais candidatos.

Parágrafo único. O disposto no “caput” não se aplica em relação aos cargos comissionados.

Art. 4º (VETADO)

Art. 5º As despesas decorrentes da execução desta lei correrão por conta das dotações orçamentárias próprias, suplementadas se necessário.

Art. 6º O Poder Executivo regulamentará esta lei em até 90 dias a contar da data de publicação.

Art. 7º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 23 de dezembro de 2013, 460º da fundação de São Paulo.

FERNANDO HADDAD, PREFEITO

ROBERTO NAMI GARIBE FILHO, Respondendo pelo cargo de Secretário do Governo Municipal.

Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 23 de dezembro de 2013

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30 respostas em “Haddad institui Cotas Raciais no serviço público em SP”

Sou afrodescendente, filho de pais operários que não possuem nem o ensino fundamental completo e sou contra este tipo de cota. Se querem dar quota, que a dêem por critérios objetivos e para quem fez toda a sua formação em escola pública comum. Na base do esforço, fiz graduação e mestrado em universidade pública. Já fui aprovado em mais de 5 concursos públicos e sempre ingressei pela porta da frente, competindo igualmente com todos os outros. Me incomodam muito estas cotas, mesmo sendo eu um possível favorecido. O que a população afrodescendente tem que fazer é arregaçar as mangas e ir à luta, ralar e estudar, e não ficar esperando estas migalhas dos senhores da casa grande.

Sou negra, lutei muito e continuo lutando, venho de uma família extremamente pobre, e ignorante no quesito informação e formação, passei fome, catei ferro velho, aos 9 anos eu e minhas irmãs trabalhamos de empregada domestica só para comer, tínhamos os sonhos mais simples, como mascar chicletes, chegamos a mascar, para fingir que era chiclete. aos 40 anos fiz minha 1º faculdade, hoje eu e minhas irmãs temos mais de 2 faculdades. o problema não é o que nos passamos, não é os 350 anos de escravidão oficial, não os minhões de negros que aqui morrem, o problema não é terem sequestrado um povo, tirado sua família, seu idioma, sua cultura, sua liberdade, sua moral, sua dignidade, seu sobrenome, sua pátria, sua historia. e serem colocados para trabalhar ate a morte, sem direito a nada, o problema é o capitão do mato. Eu quero aquilo que é meu por direito, o único que eu vejo entrar pelas portas do fundo é você, que se diz ser negro e não conhece a própria historia e os seus direitos. Acho mesmo que vc entrou pelas portas do fundo e não deu para vc ver,

quem estava contando a historia.

Mais uma ação lamentável das péssimas administrações públicas desse país, segregam pessoas visando fins eleitoreiros, ao invés de elaborarem propostas que modifiquem o panorama estruturalmente, como, por exemplo, uma educação de base com qualidade para todos. Um país com uma carga tributária de 40% que lança mão de medidas como essas! É o fim da picada, simplesmente.

“O que a população afrodescendente tem que fazer é arregaçar as mangas e ir à luta, ralar e estudar,…”

Ebano, você acha que a população afrodescendente tem o mesmo poder econômico que a elite branca (sim, a elite é quase toda branca, olhemos ao redor) para poder bancar os cursinhos e livros pra concurso que custam uma fortuna, além de despesas com viagens e hotel, a fim de poder sair prestando concursos pelo Brasil afora? Como pode haver igualdade de condições numa situação assim?

Quantos fiscais da Receita Federal negros você conhece? Será que é assim só porque os negros não estudam? Creio que não. Ao olhar o último edital para o concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal (http://www.esaf.fazenda.gov.br/concursos_publicos/em-andamento-1/auditor-fiscal-da-receita-federal-do-brasil), percebemos que há um número enorme de matérias cobradas na prova. Para dar conta desse volume de matéria, faz-se necessária uma preparação de alto nível, com o melhor material possível. E material bom, assim como bons professores, custa caro (muito caro, aliás).

Sou a favor das cotas porque acho justo que elas existam, por um certo período de tempo. Não preciso ser negro ou afrodescendente para perceber isso.

Meu caro Ebano, em que pese o respeito por toda a história que você apresentou, não entendo o que significa por da frente, pois o candidato aprovado pelo sistema de cota também entra pela frente. Não entendo o motivo de falar em porta, quando a questão é de desigualdade de preparação. Gostaria de saber se você está preparado para representar o Brasil nas próxima Olimpíadas no atletismo? Imaginando que todos são seres humanos, você é igual a todo mundo e assim deveria está pronto. Em qualquer lugar do mundo onde cotas foram adotadas, não tiveram qualquer relação com a capacidade das pessoas, mas com a preparação e, de modo mais específico, a reparação. O fato de você ter conseguido vencer com todas as dificuldades apenas mostra a exceção e não a regra. Penso que é perverso exigir que os negros vivam pela exceção ao passo que os demais estão pela regra. Penso que as cotas são necessárias sim, não posso pensar apenas em mim, se as coisas deram certo, mas no todo que, como regra, fora excluído do acesso aos bons postos de trabalho, sejam públicos ou privados. Pensando no seu caso, sendo realista, quantos negros faziam mestrado e doutorado nas instituições que você cursou? Para finalizar, quero asseverar que também sou negro, filho de uma costureira que trabalhou muitos para criar os três filhos sem auxílio do marido que desapareceu, sou bacharel em Direito, assessor de Juiz, ex-assessor de Desembargador do TJ de meu estado, aprovado em diversos concursos públicos, mas, justamente por ser negro, e transitar por estes espaços, tenho consciência que não sou a regra, mas a exceção e, por diversos fundamentos e, dentre todos, a dignidade da pessoa humana, não posso aceitar que uma parcela da população do país, ressalve-se, a maior, para ter direitos à dignidade, tenha que ser um herói, uma exceção. Por isso, sou negro e favorável às cotas, todavia, entendendo que somente deverão existir está que cumpram o seu desiderato, qual seja, promover o equilíbrio das oportunidades.

Quanto à questão do ensino, não há dúvida que precisamos melhorar, todavia essa questão leva tempo e deve ser enfrentada com seriedade, mas que lembrar a todos um adágio popular: “Quem tem fome, tem pressa”. Nossa vida é limitada e não podemos desejar que tudo ocorra nas gerações futuras, precisamos cuidar da geração presente, inclusive, oferecendo condições para uma vida digna.

Enquanto alguns se preocupam em ser apenas exceção outros buscam a entrada em massa e a transformação no ensino como um todo. Tolo do sujeito que vê o seu ingresso como o único caminho, o único caminho que pouquíssimos ingressam e que acaba por embranquecer o indivíduo que fica segregado como único indivíduo perdendo sua especificidade diante da universalização que é a regra.

Eu apoio as cotas raciais e fico contente que elas vão existir a nível federal, estadual (SP) e municipal (São Paulo) em breve. Gostaria que isso também fosse implantado em minha cidade (São José do Rio Preto-SP) e resolvi perguntar pra algumas pessoas o que elas acham. A maioria delas me disse que as cotas deveriam ser sociais e não raciais. Ainda não possuo argumentos suficientes pra dizer o que é melhor. Portanto, peço sua ajuda, por meio de textos, opinião etc, para que eu possa compreender melhor o assunto. Gostaria de passar a ideia pra algum movimento de peso na cidade, para podermos cobrar isso dos vereadores.

Considere este exemplo aleatório:

A exploração foi contra quem?
Imagine que um diretor de uma escola resolveu explorar e abusar do grupo de alunos que usa chapéu da turma, e não dos demais.
Como consequência, estes tornaram-se depressivos.
Isto os impossibilita de alcançar seus objetivos com a mesma facilidade que os que não sofreram este abuso.
Isso aconteceu em todas as escolas do país.
E a depressão é um problema social, de modo geral.
A maior parte de todos os depressivos do país são ex-alunos de chapéu.
Alguns não são.
Numa tentativa de reclamar justiça ao grupo dos oprimidos, por via de cotas, devemos oferecê-las aos ex-alunos-de-chapéu ou a todos os depressivos?
Destas opções, qual melhor reivindicaria uma correção histórica aos oprimidos, em nome da justiça?

A realidade é ainda pior pois um chapéu pode ser retirado.

Entrar no serviço publico não é nada, diante do problema maior que é trabalhar e desenvolver uma eventual carreira tanto no setor público quanto no privado (nesse é quase uma utopia). Nós negros, parece não percebemos a questão muito bem. Existe na sociedade brasileira um sistema de privilégios que implica necessariamente na exclusão do negro para o seu sucesso. O sistema dito branco (o branco no Brasil é singular) não vai abrir mão assim tão fácil. Na verdade a iniciativa deveria contemplar os cargos em comissão e ter um percentual mais condizente com nossa representatividade na sociedade como um todo.Trabalho no serviço publico, em cargo Técnico de Nível Superior. Sou totalmente favorável às ações afirmativas. Os negros que ficam com essa conversa de que temos que “estudar”, “ralar” e que tudo se resolverá estão redondamente enganados.O sistema faz uso de uma arma que a maioria de nós não tem elementos para enfrentar: O CINISMO.

Zélia Dias, você fala em história, então veja o que publicou o jornalista e escritor LEANDRO NARLOCH, na obra GUIA POLITICAMENTE INCORRETO DA HISTÓRIA DO BRASIL, acerca dos grandes responsáveis pela escravidão no Brasil: “Com a venda de escravos, alguns reinos africanos viraram impérios, como o reino de Kano, na atual Nigéria. Quando os portugueses chegaram à região, em 1471, para comprar ouro direto da fonte em vez de obtê-lo por intermediários árabes, Kano já era um território enriquecido havia um século pela venda de ouro, escravos, sal e couro. Em outras regiões, a escravidão era uma cultura estabelecida com tanta força que camponeses pagavam impostos ao Estado central usando escravos como moeda. Esse sistema facilitava a obtenção de escravos que seriam vendidos a europeus, Americanos e árabes. Para conseguir comprar ouro nessa região, os portugueses precisaram arranjar escravos como moeda de troca. Estima-se que, entre 1500 e 1535, eles compraram cerca de 10 mil cativos no golfo do Benin apenas para trocá-los por ouro na própria África. Entraram em contato com os costumes locais e se tornaram escravistas”.

Cota é esmola!
O concurso privilegia o profissional melhor preparado. Abrir a porta dos fundos para privilegiar de acordo com a cor da pele seria alimentar a segregação e o racismo!
Vergonha para o Brasil!
Essa lei vem para calar a boca dos negros, para eles pararem de cobrar educação de qualidade e se contentarem em continuar com o regime educacional que gera um abismo entre pobres e ricos no Brasil.

Poucos tem condições de questionar a conjuntura racial do Brasil, de visualizar o futuro.
Assim, como reflexão escrevam isso :
Conflitos raciais sangrentos são eminentes no Brasil e será difícil evitar.
As cotas raciais não pararão, virão mais e mais, iniciou-se aí os conflitos e isso lentamente destruirá a paz e a prosperidade. Agora, já generalizam que todo o Brasil é racista. Virão mais agressões, mais abusos, mais desânimos, mais desesperanças, … ódios crescerão.
Há doze meses um advogado tributarista/constitucionalista argumentou que as cotas para Universidades não iriam vingar pois inconstitucional, mas nos últimos meses viraram lei cotas para emprego público, cota parlamentar e outras estão sendo “chocadas”. Significa que, mesmo quem deveria entender está confuso , dada a absurdidade.
Agora já generalizam que o Brasil é racista, mas não generalizem, pois o Brasil não o é.
Paremos com essa guerra racial, não é o caminho, poderá beneficiar algumas pessoas no presente, mas isso é perigosa escuridão sem fim.
Os negros brasileiros descendentes dos escravos , provavelmente na sua maioria, não são mais negros, são pardos e brancos, devido a miscigenação e a miscigenação continua. Nossos filhos, netos e bisnetos provavelmente serão pardos e brancos, assim a separação racial não vai ajudá-los, vai atormentá-los e desanimá-los por toda a vida.
Porque devemos ser contra cota racial ?
Porque não é culpa do PT , nem da nossa presidenta Dilma, ativistas equivocados estão fazendo pressão junto aos parlamentares , nos bastidores das câmaras legislativas , mais aceitável seria “plebiscito bem discutido” , mas isso não fazem .
Porque os massacres que estão ocorrendo na República Centro Africana e no Sudão do Sul (África agora) poderia não ocorrer, se no início da separação étnica racial e religiosa a sociedade tivesse se organizado contra .
Porque nesse avanço explosivo, anestésico e neurótico das cotas raciais e conflitos inerentes, assim como estão fazendo os “políticos”, para mim também seria melhor apoiar, bajular e receber elogios ( assim como estão fazendo os “políticos”). Entretanto, prefiro mostrar o terrível “Saara” que estão nos metendo .
Quem desejar mais análises, por favor solicite-me.

Essa medida repatória/compensatória de ação afirmativa é ainda pailiativa em vista de todo modelo sistema político aqui implantado que privilegia e segrega “por cima dos panos” alguns em detrimento de outros.Para o negro que sempre foi escravo,subjulgado,sub-oprimido,mão-de-obra barata,enfim só quem é negro de verdade nesse país sabe disso e a história e todas as pesquisas sócio-econômicas estão para dizer.Não somente os negros mas também a população indígena que está sendo dizimada do país.IGUALDADE RACIAL JÁ, COTAS JÁ, BRASIL IGUAL JÁ.DIGO NÃO A ESSE BRASIL QUE AINDA TEM RAÍZES RACISTAS APOIADOS POR UM ESTADO E UMA MÍDIA MANIPULADORA QUE PRESTA UM SERVIÇO SOMENTE ÀS ELITES E DESINFORMANDO A MAIORIA…
PARABÉNS A ESSA INICIATIVA DO GOVERNO MUNICIPAL E QUE SIRVA DE EXEMPLO PARA OUTROS SETORES DA SOCIEDADE…E lamentos pra aqueles que não concordam e também aqueles que não os seus reais direitos…

Sabe o que mais me entristece de tudo isso é que se recusam a enxergar que a brancos pobres , brancos que sempre estudaram escolas públicas , que moram na periferia e também não tem chance de estar trabalhando no funcionalismo público porque também excluídos e agora mais do que nunca porque os negros estão com as vagas garantidas, e quem veio de escolas particulares também tem a vaga garantida por tido um bom ensino, mas o branco de escola pública está excluído ingressar no funcionalismo público porque teve uma educação pública precária ! E ainda por cima vai ter que competir os que tem boas condições financeiras e estudou em boas escolas particulares !
Vocês acham isto justo ? Porque eu não vejo vocês abordando estas questões ?
Tem muita gente que conheço que é branca ,está excluídas de trabalhar no funcionalismo público, que estão desempregados , que tiveram um péssimo ensino na rede pública ! Enfim nós brancos esquecidos por esses governo que se diz pensar nos menos favorecidos , se pensassem teria instituído cotas para quem sempre estudou pública !

Sabe o que mais me entristece de tudo isso é que se recusam a enxergar que existem brancos pobres , brancos que sempre estudaram escolas públicas , que moram na periferia e também não tem chance de estar trabalhando no funcionalismo público porque também estão excluídos e agora mais do que nunca porque os negros estão com as vagas garantidas, e os brancos de escolas públicas vão ter que competir com quem veio de escolas particulares ( estes por sua vez também tem a vaga garantida por tido um bom ensino), mas o branco de escola pública está excluído ingressar no funcionalismo público porque teve uma educação pública precária ! E ainda por cima vai ter que competir os que tem boas condições financeiras e estudou em boas escolas particulares !
Vocês acham isto justo ? Porque eu não vejo vocês abordando estas questões ?
Tem muita gente que conheço que é branca ,está excluídas de trabalhar no funcionalismo público, que estão desempregados , que tiveram um péssimo ensino na rede pública ! Enfim nós brancos esquecidos por esses governo que se diz pensar nos menos favorecidos , se pensassem teria instituído cotas para quem sempre estudou pública !

Quantas vezes, nos últimos 513 anos vc viu um menino louro de olhos azuis filhos da classe media hipócrita u, espancado, com orelhas cortadas e preso pelo pescoço em algum poste na zona Sul carioca?

E por causa disso vocês irão esquecer ,negligenciar brancos pobres !
Eu já vi muito branco de periferia sendo parado pela polícia !
E vejo todo os dias brancos também trabalhando nas categorias mais subalternas, como mulher da limpeza, aliás a minha tia foi a vida toda mulher da limpeza e ela é branca e de olhos azuis !
Eu lamento pelo que aconteceu ao negro no Rio ! Mas quem luta por igualdade de fato , quer que é branco de escola pública, que mora na periferia e é pobre também seja incluído nas políticas públicas ,como por exemplo ter cota para este segmento da sociedade assim como já há para os negros cotas no funcionalismo público !
Porque país sem miséria, um país justo e de todos tem uma visão de que todos os pobres têm que ser incluídos e não apenas negro ! Porque aí mostra que de fato não se quer igualdade de fato, um país sem miséria, um país de todos !
Vai ver se nas favelas, nas periferias,nas escolas públicas, nos hospitais não há branco e você vê que tem mais do que você imagina !

E mais uma coisa, e o goleiro Bruno que é negro e matou cruelmente Eliza Samudio que era branca, que obrigou ela tomar substâncias abortivas, fora as agressões e depois em 6 de julho de 2010 levou uma coronhada na cabeça, foi esquartejada e dada aos cachorros rotteweiler que dilaceraram o seu corpo e os seus ossos foram concretados na parede !

E mais uma coisa, e o goleiro Bruno que é negro e matou cruelmente Eliza Samudio que era branca, que obrigou ela tomar substâncias abortivas, fora as agressões físicas que ela sofreu e depois em 6 de julho de 2010 ela levou uma coronhada na cabeça, foi esquartejada e dada aos cachorros rotteweiler que dilaceraram o seu corpo e os seus ossos foram concretados na parede !

O engraçado que não vi a Esquerda e nem o Movimento Negro escrevem sobre este fato , e eu explico porque :
Pois vão ter que admitir que branco pobre também sofre e que a esquerda está se esquecendo de nós !
Existe a hipocrisia e olhos fechado para o que acontece com o branco pobre para não reconhecerem que também temos direito à cota social no funcionalismo público !
Cada dia que passa a esquerda me decepciona mais, porque ela que tanto defendeu a igualdade, um Brasil Justo e Sem Miséria ao dar direitos só para os negros e se esquecerem dos brancos esquecem completamente os seus preceitos que tanto propagandeia !

Meu caro Ebano, em que pese o respeito por toda a história que você apresentou, não entendo o que significa por da frente, pois o candidato aprovado pelo sistema de cota também entra pela frente. Não entendo o motivo de falar em porta, quando a questão é de desigualdade de preparação. Gostaria de saber se você está preparado para representar o Brasil nas próxima Olimpíadas no atletismo? Imaginando que todos são seres humanos, você é igual a todo mundo e assim deveria está pronto. Em qualquer lugar do mundo onde cotas foram adotadas, não tiveram qualquer relação com a capacidade das pessoas, mas com a preparação e, de modo mais específico, a reparação. O fato de você ter conseguido vencer com todas as dificuldades apenas mostra a exceção e não a regra. Penso que é perverso exigir que os negros vivam pela exceção ao passo que os demais estão pela regra. Penso que as cotas são necessárias sim, não posso pensar apenas em mim, se as coisas deram certo, mas no todo que, como regra, fora excluído do acesso aos bons postos de trabalho, sejam públicos ou privados. Pensando no seu caso, sendo realista, quantos negros faziam mestrado e doutorado nas instituições que você cursou? Para finalizar, quero asseverar que também sou negro, filho de uma costureira que trabalhou muitos para criar os três filhos sem auxílio do marido que desapareceu, sou bacharel em Direito, assessor de Juiz, ex-assessor de Desembargador do TJ de meu estado, aprovado em diversos concursos públicos, mas, justamente por ser negro, e transitar por estes espaços, tenho consciência que não sou a regra, mas a exceção e, por diversos fundamentos e, dentre todos, a dignidade da pessoa humana, não posso aceitar que uma parcela da população do país, ressalve-se, a maior, para ter direitos à dignidade, tenha que ser um herói, uma exceção. Por isso, sou negro e favorável às cotas, todavia, entendendo que somente deverão existir está que cumpram o seu desiderato, qual seja, promover o equilíbrio das oportunidades.

Quanto à questão do ensino, não há dúvida que precisamos melhorar, todavia essa questão leva tempo e deve ser enfrentada com seriedade, mas que lembrar a todos um adágio popular: “Quem tem fome, tem pressa”. Nossa vida é limitada e não podemos desejar que tudo ocorra nas gerações futuras, precisamos cuidar da geração presente, inclusive, oferecendo condições para uma vida digna.

No Brasil, quem é contrario as cotas raciais na universidade ou no serviço público, é visto e dicriminado como racista.
Não concordar já é suficiente para ser discriminado.
O sol é quente para todos, não existe vida fácil para ninguém, seja branco, seja negro, seja outra raça.
O Brasil está se tornando um campo eleitoreiro com as cotas.
Que pena, somos uma áfrica às avessas.

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