Categorias
Violência Racista

Luta por reparação move III Encontro Internacional de mães de vítimas da violência do Estado

Por Redação

A busca pela reparação por conta da perda violenta de um filho é o fio condutor do III Encontro Internacional de Mães Vítimas da Violência do Estado: Por Justiça, Reparações e Revolução. O encontro – que acontece entre os dias 16 e 21/5, na Universidade Federal da Bahia, em Salvador –, reunirá mulheres e familiares que exigem justiça em casos de filhos mortos pelas polícias.

Os temas de discussão do encontro são amplos. Entre os planos de produção em conjunto estão: criação do Fundo de Reparação Econômica, Psíquica e Social aos Familiares por parte do Estado; aprovação de projeto de lei que visa à criação da Semana Estadual de Luta das Mães e Familiares Vítimas da Violência do Estado no mês de maio; aprovação de projeto de lei que dispõe sobre o funcionamento das perícias criminalísticas e médico-legal, visando mais autonomia para as mesmas; e o fortalecimento da Comissão da Verdade e da Democracia.

O mês de maio – além do Dia das Mães – é simbólico para a luta dessas mulheres devido ao episódio conhecido como Crimes de Maio, quando mais de 500 pessoas foram assassinadas no Estado de São Paulo por homens encapuzados após as mortes de policiais provocadas pelo PCC. Depois dessas mortes, outras diversas chacinas semelhantes ocorreram em todo o país.

Em novembro de 2014, por exemplo, onze pessoas foram assassinadas em cinco bairros de Belém (PA), após a morte de um policial militar. Em Manaus (AM), 37 pessoas foram executadas em julho de 2015 depois que um sargento foi morto ao reagir a um assalto. Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, foram cenários de uma série de ataques, com as mortes de 23 pessoas, em agosto de 2015. Estudiosos apontam que as frequentes chacinas em várias regiões do país seriam uma consequência do que aconteceu há 12 anos em São Paulo.

O Fundo Brasil de Direitos Humanos apoia o encontro por meio do financiamento das viagens de cinco organizações que farão parte do debate. São elas: Grupo de Mulheres e Familiares de Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa, do Ceará; Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência, do Rio de Janeiro; Amparar – Associação de Amigos/as e familiares de presos/as, de São Paulo; Criola, do Rio de Janeiro; e Mães do Curió, do Ceará, apoiadas por meio do Cedeca.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code