Categorias
Direitos da Criança e do Adolescente

Meninas negras feitas escravas domésticas e sexuais na região central do Brasil

Menina2

Por Douglas Belchior, Com informações do R7 Notícias

Quando lembramos que o fim da escravidão –  há 127 anos -, o advento da República, e a própria democracia não significaram mudanças nas estruturas do status quo, tampouco oportunidades iguais e justiça à população negra brasileira, ainda há quem chame de exagero, critique tais afirmações e acuse o movimento negro e quem defende políticas reparatórias de “vitimistas”.

Poucas vezes meios de comunicação da chamada “grande mídia” brasileira abrem espaços para a demonstração de quão a sociedade está muito mais próxima da escravidão do que de uma democracia real. Na noite de segunda-feira 15, a Rede Record promoveu um desses momentos de exceção, ao trazer à tona a gravíssima denúncia de opressão de meninas negras quilombolas, tratadas, em pleno ano de 2015, como escravas domésticas e sexuais, na região central do Brasil.

 

Menina4

Esse tema, sim, deveria chamar a atenção do Congresso Nacional e de toda a sociedade brasileira, e não a falsa polêmica em torno da redução da maioridade penal e da destruição do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que, se fosse efetivado, protegeria a vida e a dignidade da juventude.

Jornalismo da Record revela escravidão doméstica e sexual de crianças negras e pobres

A reportagem revelou ao país a monstruosa realidade a qual crianças negras e pobres da comunidade quilombola dos Kalunga, localizada no território de 3 municípios do Estado de Goiás (Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás), são submetidas há muitos anos.

Empregadas no trabalho doméstico, exploradas no trabalho infantil e escravas sexuais dos patrões, homens brancos. Esta é a realidade vivida por muitas crianças e, ao que parece, desde sempre, ao lado do poder central do país.

 

Menina8

Meninas, de 9 a 14 anos de idade, exploradas de todas as formas por aqueles que deveriam protegê-las. Famílias abandonadas e coagidas, estruturas de Conselhos Tutelares e defensores de direitos humanos completamente degradados e frágeis. Descaso de governantes. Uma realidade ainda muito comum em especial nos rincões do nosso país, onde permanecemos no século 19.

“O velho coronelismo interiorano ainda rege nosso município”, diz uma das Conselheiras Tutelares da região. “Não temos formação, preparo e condições de intervir.”

 

Menina7

“A gente tem conhecimento de 57 denúncias, mas na verdade a prática da exploração de crianças negras vem de tanto tempo e de uma forma tão ‘normal’ para aquelas pessoas que o número de casos pode ser muito maior”, diz em vídeo Marcelo Magalhães, editor da reportagem.

Para o repórter Lúcio Sturm, a história de Dalila foi a mais forte: “Ela foi escravizada numa casa, chegou a dormir numa casinha de cachorro. Durante 18 anos ela aguentou essa dor de uma criança abusada, explorada, sozinha em silêncio”, relata.

E as palavras da própria ‘Dalila’: “Ela só pegou a coberta, jogou pra mim e disse: vai dormir lá na casinha com ele [cachorro]”

O apresentador do programa, Domingos Meirelles, em vídeo de bastidores reconhece: “Eu tenho 50 anos de profissão e não me lembro, ao longo da minha vida profissional, de ter visto uma história tão chocante quanto essa”.

 

Menina9

Um ódio, misturado a dúvidas e certezas me agonia o pensamento: como é possível, num país que não alcançou o nível básico de proteção e dignidade à vida de meninas, crianças de 8, 9, 11, 14 anos de idade, discutirmos a destruição da maior legislação de proteção, o ECA? Que espécie de país é esse que naturaliza, banaliza e estimula, por ações e omissões, o estupro coletivo de suas crianças? E que moral têm os senhores engravatados, alimentados por altos salários, corruptos, hereges legislativos que em nome de Deus, da moral, da família, ou mesmo, hipócritas, em nome da história da luta por direitos sociais, “vermelhos-comunais”, que gestam a burocracia, arrotam status, se engalfinham por holofotes e se justificam na burocracia do executivo, dos ministérios, secretarias e conselhos, como o que eu participo, por exemplo – o Conanda – ineficaz, moroso e vergonhoso que é. Que moral?

Talvez a moral do escárnio.

Isso é Brasil: O país do racismo explícito. O país da escravidão continuada.

Assista AQUI o Vídeo 1 – Chamada

Assista AQUI o Vídeo 2 – Bastidores

Assista AQUI o Vídeo 3 – Relatos

60 respostas em “Meninas negras feitas escravas domésticas e sexuais na região central do Brasil”

Esses malditos, cafajestes , vagabundos, desgraçados do inferno, sabe porque issso vira pizza porque os governates deste Pais presidente,governadores,deputados,vereadores são verdadeiros bandidos deste País, porque ve uma coisa nojenta como essa e não ter nenhuma atitudes, de por esses filha das putas na cadeia, porque nenhum presta dizem que o exemplo vem de cima, mas em cima só tem bandido porque não é pos ssivel uma coisa dessa.
A sociedade quer uma resposta do ministério publico sobre esse caso vou lembrar sempre disso na internet, para ve se esses politicos vsgabundos que temo toma alguma atitude, queria que esses estrupadores comecassem estuprar as filhas de politicos deste País para eles sentirem na pele o que o povo sente seus canalhas, esses vagabundos deveria ir para pena de morte juntos com esses politicos picaretas e ladrôes que temos neste País.

Infelizmente a SOCIEDADE não está nem um pouco preocupada com isso. Apenas algumas pessoas lucidas se entristecem e sentem a impotência de ser um inconformado solitário, o restante apenas lê, pensa ”que deus ajude” ou “que horror”, fecha a página e vai rir com o próximo post de sua time line… Nunca veremos uma multidão se manifestando contra esse tipo de barbárie, porque a maioria só se importa com aquilo que o atinge como indivíduo. Grandes marcas do esporte, tecnologia e vestuário produzem em países prostituídos, onde crianças trabalham 14 horas por dia. Todo mundo sabe disso e todo mundo sabe quais marcas. Alguém deixa de comprar os produtos por não querer ser cúmplice nesses abusos? Não, nem mesmo os ditos socialistas. O problema não são os políticos, o problema é a sociedade que é egoísta. Se fosse possível mudar a sociedade, os políticos, por consequência, mudariam suas atitudes por serem oriundos dessa sociedade. Achar que “um dia” teremos pessoas melhores no comando do país sem que a sociedade se torne mais humana, mais fraterna e menos egoísta é o mesmo que esperar colher morangos de uma laranjeira.

A indignação dos jovens comentaristas não tem razão de ser. A juventude é responsável pela má política. Não fossem tão alienada estaria interessada em impor uma política honrada em vez da imbecilidade de futucar telefone.

E onde estava Deus, dona Marcia, quando tudo isso acontecia?
Onde está Ele agora, neste instante, quando crimes tão hediondos estão sendo perpetrados?

Deus está sempre onde esteve no seu Trono Santo, porem as pessoas não procuram o criador e
depois ficam se lamentando. A palavra diz que vc precisa abrir a sua porta para jesus, e aí sim ele entrará e ceará contigo!

Então a culpa pelo que está acontecendo é das vítimas, por não terem “procurado o criador”??
Caso exista, Deus deveria sair de seu “trono santo” e tentar fazer alguma coisa por essas crianças.

Maurício Gil “onde estava Deus?”
Ele está no céu. Quer culpar Deus pelo que o homem faz?
A pergunta é: onde está a justiça desse país?

Parafraseando a filha do grande evangelista americano Billy Graham, quando perguntada num programa de tv sobre onde estava Deus no 11 de setembro: Deus está na moralidade que povo brasileiro abandonou.

Deus estava e está onde sempre esteve no dia em que seu Filho estava sendo morto pregado na Cruz por homens que sempre fizeram maldades como estas: ASSENTADI SOBRE O SEU TRONO REINANDO SOBRE TODAS AS COISAS PARA QUE SEUS PROPÓSITOS FOSSEM CUMPRIDOS: SALVAR O MUNDO DO INFERNO E DA MALDADE MEDIANTE A FÉ NO SEU FILHO QUE ESTAVA SENDO CRUCIFICADO POR AMOR A VC É A MIM!

É exatamente a juventude negra que é a mais vulnerável em nossa sociedade desde 1888, ou mais precisamente desde a Lei do Ventre Livre.
A Lei Vigente para proteger a criança e a juventude negra deveria ser o Estatuto da Criança e do Adolescente. O que vemos e assistimos é a vigência da “Lei do Abandono desde o Ventre”.

Nesse país, existem muitas organizações ONGs que ganham dinheiro com a desgraça alheia, dizendo que irão gastar com educação isso e aquilo fome no nordeste e outros. Para eles o conflito entre negros e brancos e a fome que sejam eternos, assim terão sempre o que mamar na teta do governo (ONGs). A midia sempre cutuca com casos isolados, sim, pois se for olhar mesmo, o problema de racismo existe assim como o ódio, ou seja, não é a maioria não, mas parece que a mídia não gosta de negros, sim a midia, pois sempre que um caso aparece, eles repetem, relembram, cutucam, instigam de forma sutil. A midia, sempre vive humilhando os negros com fatos e fatos de que o branco tripudia o negro. Atentem para isso, mas eles fazem isso de forma velada. No espirito santo um vereador negro espancou um lavrador branco com facão, o que deu ? Nada, mas se fosse o contrario, os apresentadores iam encher a boca dizendo “BRANCO” espanca negro, entenderam a diferença ? A mídia detesta os negros. Analizem.

Não vejo a discussão da maioridade penal uma destruição do ECA. Tampouco vejo o caso relatado com alguma relação ao ECA. Este existe e não evitou as atrocidades cometidas em Goiás. A punição aos responsáveis tem de vir do Código Penal e não do ECA. De excelentes leis o Brasil está cheio. Basta fazê-las serem cumpridas.
A maioridade penal tem de ser discutida sim, não para diminuir a criminalidade entre “menores’ mas para que sejam punidos pelos hediondos crimes que cometem como o recente massacre de garotas que foram estupradas e jogadas de um penhasco.

Boa Augusto. Isso mesmo. A discussão da maioridade penal não tem nada a ver com este caso. Isto tudo relatado, é crime já previsto em lei. Falta cumprir o código penal e o ECA. Falta fortalecer a polícia e o poder Judiciário.

Concordo em tudo com você. Este caso é crime perpetrado por adultos. O ECA não serviu de nada para a proteção das meninas negras, como as próprias conselheiras tutelares afirmaram que não tiveram condições de agir. A maioridade penal tem de diminuir para que “menores” assassinos, estupradores, sejam punidos antes de virarem adultos e agirem como esses dessa reportagem. Ou pior.

Com seu relato vc culpa as vítimas ( menores [email protected]) e esquece quem realmente cometeu o crime q são os mesmos de sempre, fazendeiros, coronelistas,que tem suas bancadas políticas que estão destruindo legislação que lutamos muito pra constrir e aprovar.De que lado vc está? Do bandido,estrupador ?
Se liga! E com vc que a Direita se fortalece!

Ao ler tal notícia, fiquei indignado com tamanha barbárie que em pleno século XXI, ainda existe no Brasil, não
sou conivente com tal situação, precisamos de dar um baste neste tipo de exploração que transgride sem dúvida
os direitos humanos,

Este é o estado em que o poder legislativo guarda a maior distancia possível de seu propósito de existência. Em menos de um mês vimos um cardápio de luxo ser proposto para a Assembleia Legislativa, uma denúncia de dezenas de funcionários fantasmas, incluindo um padre, ser denunciada em rede nacional, tomamos conhecimento de um projeto de lei apelidado de “bolsa arma” para subsidiar armas para o “cidadão comum” (o que quer que isso seja), deputados anunciarem processo contra a atriz que encenou crucificação na Parada Gay e outros propondo a concessão de título de cidadã goiana a uma jornalista irrelevante que legitima a violência de classe.

Passou da hora de problematizar essas questões. A Cavalcante mostrada pela matéria vive tempos de Brasil Colônia. Meninas negras e pobres são exploradas por seus patrões brancos, homens debochados que agem com a certeza da impunidade.
Empurradas pela pobreza, sem acesso à cultura, educação e tecnologia, elas possuem poucas opções, geralmente sendo mais um elemento do ciclo de pobreza que já incluiu suas mães, avós, bisavós. Assim como as escravas do Brasil Escravocrata, essas meninas são meros objetos: ora dos próprios familiares, ora dos patrões brancos. Para eles, essas garotas negras só têm serventia para trabalhar e serem violentadas e humilhadas. Enquanto não tomarem ações para interromper esse ciclo de pobreza e abuso da mulher kalunga, tudo tende a piorar e Cavalcante continuar vivendo nos tempos da escravatura.

Situações assim, ainda que lamentáveis, são mais comuns do que imaginamos. E isto não é somente “privilégio” do nosso Brasil. No mundo inteiro, situações semelhantes acontecem das mais variadas maneiras. Uma delas sem sombra de dúvida é o tráfico de seres humanos.

No entanto, vale ressaltar que isso nada mais é que um negativo reflexo da nossa injusta sociedade e também do nosso incompetente governo. Na prática, todas estas pessoas tem algo em comum. São pobres e tem pouca ou nenhuma instrução. Junte estes dois fatores, e teremos obviamente um negócio lucrativo, onde a fome e vontade de uma vida melhor e mais digna, simplesmente levam estas pessoas a se auto submeterem aos desejos sexuais e materiais de uns poucos que nada temem em termos de leis. Pior que isso, é saber que nada será feito para que práticas assim sejam completamente banidas. Nenhum dos culpados será criminalmente responsabilizado. E isso devido a um governo que só trabalha em benefício próprio, esquecendo do cidadão, que convenientemente só é lembrado na época das eleições.

Mila, parabéns pela lucidez. É preciso quebrar o ciclo tanto da vítima, como do algoz. O problema é: como? Num país que padece de uma profunda crise moral e ética, quem vai de fato fornecer as ferramentas para que se quebre esse ciclo? Me dá uma angústia imensurável ver nossa impotência, assistir de camarote a tanto sofrimento sem poder efetivamente fazer nada e sem a esperança de que alguém consiga fazer algo.

Pensei que com 192 anos de independência, o Brasil já tivesse evoluído bastante. Em Moçambique, também tem muita escravatura sexual e doméstica da rapariga e imensa gravidez precoce. Por conta da miséria, ignorância e ausência do Estado, muitas famílias moçambicanas entregam suas filhas para outras e acabam sendo exploradas doméstica e sexualmente. Pior ainda, isso acontece até entre familiares.

O que a gente pode fazer pra acabar com isso? Sério mesmo. Tipo, algum lugar pra denunciar, qualquer coisa!!! Isso não pode continuar impune!

Isso é mais um excelente exemplo de esse ECA PORCARIA não funciona na prática por isso tem que acabar pois com estatuto ou sem estatuto impera a impunidade nesse pais, onde crianças podem empunhar armas e cometer atrocidades precisamos de leis para serem cumpridas,cadê as comissão de direitos humanos, conselhos , organizações sociais que assistem passivamente isso acontecer.

Douglas,

Apenas para sua informação, as denúncias de estupro e escravização das meninas em Cavalcante foram divulgadas em reportagens de jornais goiano e brasiliense em abril.

segue o link do O Popular, que inclusive tem uma webreportagem bem legal: http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/livres-da-escravid%C3%A3o-escravas-de-abusos-1.819807

no Correio Braziliense só é possível ler a matéria parcialmente, sem ser assinante, mas tem algumas coisas interessantes também:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/cidades/2015/04/12/interna_cidadesdf,479060/xxxxx.shtml

Houve uma audiência na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados sobre esse assunto também em abril
http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2015-04/audiencia-publica-em-cavalcante-discute-abusos-contra-meninas-do

Valeu a dica dos vídeos. E com tristeza, mas jamais, sem esperança de um dia ver a nossa sociedade mais justa. E insisto em lembrar – PARA FATOS, NÃO HÁ ARGUMENTOS. Adoro suas reflexões. Grande Abraço Amigo ;))))

O caso choca sim, nao se engane. Porem ja ha leis que punem fortemente estes casos, o que nao ocorre no caso dos jovens infratores. Por isso os movimentos populares estao dando mais foco ao segundo tema.

Quais as leis que punem fortemente homens brancos ricos que violentam meninas pobres (geralmente negras) por todo o interior do nosso país? Gostaria que citasse apenas uma…Quantas dessas leis são aplicadas? Em que mundo vc vive?
Vc conhece as leis que punem jovens infratores? Já ouviu falar dos processos punitivos que eles devem passar dentro das instituições que devem ter como objetivo recuperá-los pra sociedade, ao invés de jogá-los dentro dos presídios, cujas condições pavorosas já viraram filmes, documentários…e ai sim torná-los criminosos em potencial.
Toda a grande mídia, e praticamente toda a sociedade, sucumbem ao forte apelo da aprovação da maioridade penal (que deve sim ser discutida a exaustão), e não atentam para um detalhe importantíssimo: é necessário modificar processos e leis extremamente burocráticos, obsoletos, tendenciosos, pelo simples fato de que a sociedade vem se modificando.
Por isso mesmo, movimentos populares trazem o foco para fatos realmente pertinentes, da vida daqueles que não tem grandes mídias, sociedade civil ou leis, olhando por seus problemas…

Situações assim, ainda que lamentáveis, são mais comuns do que imaginamos. E isto não é somente “privilégio” do nosso Brasil. No mundo inteiro, situações semelhantes acontecem das mais variadas maneiras. Uma delas sem sombra de dúvida é o tráfico de seres humanos.

No entanto, vale ressaltar que isso nada mais é que um negativo reflexo da nossa injusta sociedade e também do nosso incompetente governo. Na prática, todas estas pessoas tem algo em comum. São pobres e tem pouca ou nenhuma instrução. Junte estes dois fatores, e teremos obviamente um negócio lucrativo, onde a fome e vontade de uma vida melhor e mais digna, simplesmente levam estas pessoas a se auto submeterem aos desejos sexuais e materiais de uns poucos que nada temem em termos de leis. Pior que isso, é saber que nada será feito para que práticas assim sejam completamente banidas. Nenhum dos culpados será criminalmente responsabilizado. E isso devido a um governo que só trabalha em benefício próprio, esquecendo do cidadão, que convenientemente só é lembrado na época das eleições.

Eu conheço a região. Conheço a comunidade Kalunga. Ja ouvi historias e constatei abusos. É um dos poucos lugares que náo há luz no Brasil. A exploração de crianças, principalmente meninas negras é enorme. Quem são os canalhas? “Politicos” e empresarios da região, alguns da propria comunidade Kalunga que uma vez eleitos “perdem a cabeça” com a grana da corrupção que o sistema favorece. Faz tempo que isso é assim e infelizmente acredito que vai demorar muito pra mudar, se mudar…

É por estas e outras que cada vez mais temos pessoas que nao acreditam que a “experiencia humana” deu certo, como dizia Millor Fernandes…

A escravidão à qual essas crianças são submetidas simplesmente não choca porque tudo está como deveria estar, para os senhores que gerem o capital e a política. Em mais do que um aspecto, nosso país ainda é o mesmo dos tempos da escravidão e da monarquia. Porque não conseguimos assegurar direitos iguais e reais condições para construção da dignidade para todos, não podemos sequer pensar em ideias como a democracia. A própria república, nessas condições, se torna letra morta. São crianças negras e pobres que morrem majoritariamente, mas o que será que aconteceria se esses abusos chegassem aos alvos filhos da casa grande?

Quem bom que a Record fez algo além de discriminar a população negra ou suas raízes afro (práticas pelas quais foi judicialmente punida com direito de resposta aos praticantes de religiões e cultura afrobrasileira), mas aproveitaram a denúncia inicial do Jornal Correio Braziliense, feita pela jornalista NEGRA e de luta, Rosane Garcia. Que legal que eles televisionaram, mas infelizmente o tamanho dos atentados contra a fé e pelo racismo que a record pratica são infinitamente maiores do que as coisas boas que podem a vir promover como conteúdo, no caso a denúncia contra um grave tipo de violência contra as mulheres e famílias negras do interior e dos quilombos.

Essa situação absurda, cruel, desumana e perversa é inaceitável..; e, também, é inaceitável silenciarmos sobre ela.. Precisamos articular uma “força política emergencial”, sem prejuízo de “ações de maior curso” para “desmantelar essa situação” e submeter a “julgamento severo” e imediato [email protected] @s autores/responsáveis diretos e indiretos desses “crimes hediondos”.. E acho que um Sindicato, como o Andes – Sindicato Nacional, pode e deve se “alistar nessa guerra”. Vou dar ciência desta posição tanto a nível local [Campina Grande-PB, Adufcg] quanto a nível nacional [Brasília, Andes-SN].Até breve. Josevaldo Cunha.

Cadê o pessoal da bancada evangélica ? Eles deveriam era ir verificar este horror com que estas crianças vivem ao invés de criticar alguém que estava em uma cruz exercendo seu direito de se manifestar artisticamente !! Afinal de contas quem esta na cruz na verdades são estas crianças, ai vem eles com as suas “panças” cheias, conta bancaria bonita, perfumes bons, meios de transportes dignos de reis !! Evangélicos do meu Brasil varonil vão pregar na síria !!!

Esses Sao os estados governados pelo PSDB muita corupiçao batem em professores e ,vivem pagando de santos .Porque au envés de gastar dinheiro pubrico para ir em outro ,para visitar um golpista da quele pais ,não foram la no goias pegou o governador que e do seu partido ,e foi no quilombo ,para pedir a investigação ,dessa vergonha do seu governo que só pensa nos ricos ,cade Aécio neves que vive pagando de bonsinho,O PT ta ruim mais onde essa raça de repubricano do PSDB governa os estados tao só o licho

Povo brasileiro vamos acordar essa ,deputados e senadores da direita tão votando contra os direitos dos pobres negros ,e menos favorecidos contra índios ,Sao PSDB. PMDB ,PPS. DEM . PFL e companhia

É UMA VERGONHA NACIONAL!!!
ESSES “LIXOS” TRAVESTIDOS DE “SENHORES FEUDAIS” DEVERIAM IR VER O “SOL QUADRADO” E.DE PREFERÊNCIA.DE CAMISOLA…

Ví essa matéria há um tempo atras num jornal de grande circulação aqui em Brasilia e fiquei enojado. É um absurdo que não se tomem providências.

A matéria é triste, porém, vindo da Record, devemos ter os dois pés atrás… pois ela defende o aniquilamento das religiões afro…. como faz essa matéria agora/ estranho, não?

“Quando lembramos que o fim da escravidão – há 127 anos -, o advento da República, e a própria democracia NÃO SIGNIFIRACARAM MUDANÇAS nas estruturas do status quo …”

Realmente, desde lá o final Séc. 19, não mudou nada mesmo. A escravidão é legalizada ainda e não existem ações afirmativas. Os negros não podem lutar por seus direitos.
Dá licença! Sensacionalista!

A reportagem esqueceu de dizer que a promotora que acoberta tudo isso. Esqueceram de entrevistar a corregedoria do Tribunal de Justiça que verificou a negligencia da promotora. ela está em Cavalcante há mais de 12 anos e agora posa de boa moça. Ela é parente isto é casada com o primo do vereador jorge cheim que aparece na reportagem.
Em cavalcante todos tem medo pois eles ameaçam, e agora querem cassar o prefeito os vereadores pois o prefeito abriu a boca para imprensa e levou o caso para autoridades na Assembleia onde abriu uma CPI onde serão investigados os fatos.
Ela culpa o judiciaria mas ela que não faz nada. vejam a materia
http://www.opopular.com.br/editorias/cidades/judici%C3%A1rio-aponta-falhas-do-mp-1.836547

Judiciário aponta falhas do MP
Relatório da Corregedoria-Geral de Justiça de Goiás cita falta de investigação de supostos estupros em Cavalcante

Cleomar Almeida
Mesmo sabendo que, a cada ano, mais de 10 meninas se tornaram mães com menos de 15 anos de idade, em Cavalcante, representantes do Ministério Público de Goiás (MP-GO) deixaram de requisitar, sem justificativa, a instauração de inquéritos policiais para investigar se elas foram vítimas de estupro. É o que atesta relatório final de correição da Corregedoria-Geral de Justiça de Goiás (CGJ-GO), elaborado para checar denúncias de abuso sexual no município, publicadas com exclusividade pelo POPULAR há três semanas.

Nos últimos cinco anos, o número de meninas, a maioria de comunidades calungas, com menos de 15 anos de idade que registraram seus filhos sem paternidade passou de 52, como mostrou O POPULAR na edição de sexta-feira, para 57. Manter relação sexual com pessoa com menos de 14 anos é crime.

O relatório da CGJ-GO cita que os promotores de Justiça Úrsula Catarina Fernandes Siqueira Pinto, titular da comarca há 18 anos, Paulo de Tharso Brondi, Patrícia Almeida Galvão, Wagner Magalhães Carvalho e Marcelo Henrique Rigueti Raffa, que já substituíram a titular, “se limitaram a impulsionar singelos procedimentos de reconhecimento voluntário de paternidade.”

O Cartório de Registro Civil fez o levantamento de casos a pedido da CGJ-GO. “Não fosse isso, talvez esses delitos ainda estariam no esquecimento, assim como outros muitos casos anteriores”, disse o juiz Ronnie Paes Sandre, auxiliar do corregedor-geral de Justiça de Goiás, desembargador Gilberto Marques Filho. Os nomes das supostas vítimas de estupro foram enviados à polícia para iniciar novas investigações. “Se aprofundar, o número pode aumentar”, alertou Sandre.

Em resposta ao pedido de entrevista com os promotores, o MP-GO informou, em nota, que ainda não conhece o relatório da CGJ-GO, ao qual O POPULAR teve acesso com exclusividade. O procurador-geral de Justiça de Goiás, Lauro Machado Nogueira, afirmou que a análise da conduta funcional dos promotores é atribuição própria da Corregedoria Geral do Ministério Público (CG-MP), que nos dias 22 e 23 de abril realizou correição extraordinária na promotoria de Cavalcante, mas não informou quando divulgará o relatório da sua inspeção. O presidente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Rodrigo Janot, já tomou providências para apurar as reclamações.
O QUE ACHAM? o MP DE GOIÁS ESTÁ DEFENDENDO ESSA PROMOTORA PARA NÃO MANCHAR O NOME DA INSTITUIÇÃO EM GOIÁS ENQUANTO ISSO OS CALUNGAS SOFREM?

Cadê os nossos govenantes e as pessoas que defendem a moral e os bons costumes, uma hora dessa???
Ahh sei.. devem tá ocupados, postando mensagens com a hashtag #SOMOSTODOSMAJU
Infelizmente, a hipocrisia e a injustiça reina em nosso Brasil!!

Eu sou descendente da comunidade Kalunga, por parte de minha avó paterna, acredito ter a solução para esse velho problema quilombola que se arrasta por anos a fio. Dentro da minha monografia eu apresentei à comunidade o que deveria ser feito para diminuir essa exploração política, econômica, moral e sexual em que vivem nossos irmãos menores e mais fracos. Como não encontrei apoio de ninguém, silenciei com minha ideia. Alguém pode ajudar – me a viabilizar a minha ideia? É tarefa gigantesca, para homens e mulheres corajosos, mas é a solução estudada com eles em nosso trabalho de campo para a monografia, conto com a ajuda de vocês. Atenciosamente, Adriana.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code