Categorias
Protestos racismo

Nabil Sayhoun, representante dos Shoppings do país, sugere que jovens façam rolezinhos no Sambódromo.

354291-970x600-122

Ele também reafirma que a presença dos jovens negros, pobres e funkeiros é “muito perigosa” e que “as lojas podem ser saqueadas”.

 

Por Douglas Belchior

 

“Esse movimento tem que ser respeitado, mas tem que ser respeitado num local específico (…) Shopping Center não é lugar para essas pessoas”

“Imagine que tem em São Paulo o Sambódromo que é utilizado no Carnaval (…) um grande empreendimento feito com o dinheiro da população que fica aí fechado o ano inteiro, então a gente é a favor dessa juventude que tem que ter seu espaço, mas venhamos e convenhamos, Shopping Center não é lugar (…)”

“Você não consegue controlar (os jovens do rolezinho). Você não sabe se vai ter droga lá dentro. Você não sabe de pessoas mal intencionadas (…) É muito perigoso e se a gente não fizer absolutamente nada e permitir a entrada dessa garotada (…) as lojas podem ser saqueadas.”

 

Essas foram as palavras proferidas em tom ameno e dócil pelo Sr. Nabil Sayhoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping no programa da jornalista Rita Lisauskas para o Portal Terra, do qual participei na última sexta feira.

ASSISTA AQUI O DEBATE COM NABIL SAYHOUN

 

O debate sobre rolezinhos dos jovens funkeiros, sobretudo a partir da concessão de liminares judiciais que garantem aos Shoppings o direito de discriminar e impedir a entrada de determinado grupo social, racial e cultural, tomou uma proporção inimaginável mas provocou também uma reação à altura da gravidade dos acontecimentos.

Os Shoppings estão certos? Apenas buscam proteger seu patrimônio? É correto cercear o direito de circulação ou selecionar, a partir de critérios “subjetivos”, a permissão de entrada de uns em detrimento de outros? E a Justiça acerta quando legisla e referenda a prática explícita de discriminação? É racismo?

Em São Paulo, a partir da iniciativa da Uneafro-Brasil e do Círculo Palmarino, mais de 100 organizações da sociedade civil formularam o “Manifesto de apoio à juventude negra, pobre e das periferias da cidade de São Paulo, pelo direito à circulação e a expressão de sua arte e cultura”.

Além do manifesto, promovemos no sábado 18/01 “Rolé contra o racismo” no elitizado Shopping JK Iguatemi. Ao perceber a aproximação da multidão de cerca de 400 pessoas, os seguranças baixaram as portas do Shopping que não voltou funcionar. Em seguida registramos um Boletim de Ocorrência no 96 DP pelo crime de discriminação racial e constrangimento ilegal.

O medo das elites racistas brasileiras

 

A Ministra da Igualdade Racial do Governo Federal, Luiza Bairros, disse que o “medo dos rolezinhos é reação dos brancos”. E concordo com ela.

Há 3 anos, escrevemos eu e Jaime Amparo Alves, doutor em Antropologia Social pela Universidade do Texas e Professor da Universidad Icesi, da Colômbia, um ensaio chamado “Desconstruir o racismo e forjar a utopia revolucionária negra”, onde registramos reflexões, hipóteses e principalmente perguntas a cerca das relações raciais no Brasil. Algumas delas ganham ainda mais sentido com o debate sobre o rolezinho:

“(…) a população negra continua sendo uma dor de cabeça para as elites do país, afinal, o que fazer com essa massa de gente feia, pobre e perversa que enche as favelas, polui a paisagem urbana e coloca em risco nossa segurança e nosso patrimônio? Como resolver o ‘problema’ cultural, religioso, econômico e político, representado pela presença negra no país que se quer “civilizado” e moderno?”

O grande amigo e companheiro Milton Barbosa, militante histórico e fundador do Movimento Negro Unificado em 1978, sempre lembra que o medo das elites brasileiras se acentuou a partir da revolução do Haiti, que durou 12 anos a partir de 1791, quando pela única vez na história, negros em luta tomaram o poder das elites brancas racistas pela força: “As elites brancas se arrepiavam só de pensar na hipótese de ver repetido no Brasil o que houve no Haiti…”

Para garantir que o Haiti não se repetisse no Brasil, o Estado brasileiro, instrumento das elites racistas e de seu capital privado consolidou, a partir de seus valores civilizatórios, o controle ideológico da cultura, da educação, dos meios de comunicação e da organização social do trabalho. E com isso, o controle sobre a vida e a morte dos negros brasileiros, tal qual vemos ainda hoje.

Como anestesia, a maior de todas as criações da intelectualidade brasileira: A ideia de democracia racial, por mim interpretada assim a partir das doces palavras de Sayhoun: “Não queremos conflito. Nós os respeitamos. Até gostamos de vocês! Mas vocês ficam lá, com seu samba, com seu rap, com seu funk, longe de nós, nas favelas ou no sambódromo. Deixe-nos aqui, com nosso privilégio natural, em nossos palácios de tranquilidade. Quando precisarmos, chamamos vocês para limpar!”

É Dr. Sayhoun… mas vosmicê não se lembrou da poesia de Caetano e Gil… o Haiti é aqui!

 

32 respostas em “Nabil Sayhoun, representante dos Shoppings do país, sugere que jovens façam rolezinhos no Sambódromo.”

A lógica fascistóide do racismo brasileiro, conquanto velado, segue o pressuposto da correção de fins, que é a essência do nazismo. Sugerem agora os racistas tupiniquins, defensores do eufemismo que somos um paraíso racial, que vão os jovens socialmente discriminados pela injustiça econômica, fazer rolezinho nos sambódromo, e outros, mais letrados, que vão às bibliotecas. Pura negação das causas, e suposta eliminação dos efeitos da violência social, tal qual pretendiam os nazistas. O argumento é sempre o mesmo, quer para dizer que as cotas são racistas, que os cotistas sempre hão de ser discriminados, que favorecê-los é discriminá-los,etc. Sempre na suposição de que a pobreza, embora também negada, pelo populismo demagógico do lulismo e do atual governo supostamente “simpatizante” dos grupos afro-segregados; a pobreza é também incolor, é “democrática”, e NÃO é “só negra”…Isso , é claro, servindo para negar à negritude, até o direito de ser a principal representante nacional da endêmica pobreza. É muito fácil dirigir-se a um jovem discriminado pelo racismo unido ao apartheid social, e tentar enganá-lo, com o sofisma clássico do liberalismo, que a riqueza é oportunidade dada a todos como o sol, e a pobreza é “culpa” pela indolência que não poupa ninguém, e “castiga” a todos. MENTIRA. Os negros foram e são violentamente excluídos, expropriados, e seus descendentes, e miscigenados, que na empáfia racista são nomeados “pardos”; possuem o estigma social persistente e simbolicamente visível na cor, na aparência, no cabelo, na moradia, na “procedência”, na zona urbana de residência, portanto…Na RAIZ do fenótipo associado injustamente à rejeição, à inconformidade com o padrão, RADICALÍSSIMA estigmatização da preconceituada e estigmatizada POBREZA. O estereótipo do pobre no Brasil é o negro, é o mestiço, é o caboclo, é o “cafuçú” (cafuzo), é o subordinado, o passível de não ser sujeito, como diz Michel FOUCAULT, porque foi ASSUJEITADO, SUBMETIDO À SUJEIÇÃO…E é isso que a intelectualidade brasileira, nossos professores universitários, CALAM e se omitem criminosamente…Porque SABEMOS mais do que ninguém…Nós, os que lemos, que isso é monstruoso, hediondo e injusto crime contra a humanidade, contra o universal do gênero humano, que não está na pele , MAS NA RAZÃO. E a falácia, a bazófia do racismo pedante da nossa falsamente democrática , mentirosamente pacífica e ordeira gente…É como todas as blagues, pomposa falácia. Primeiro foram os elevadores de serviço, depois os arrastões, agora os rolezinhos…E sempre aparece um identificado com o branco “superior”, para dizer…Façam rolezinho no gramado, no futebol, na escola-de-samba, na “biblioteca”…Mas ninguém admite que isso é nazismo, apartheid e violência étnica, racial, de uma sociedade que; pode até negar no discurso, mas na prática, como todo dia se vê, ainda é fanática e fundamentalista religiosa, adepta do colonialismo etnocêntrico branco e eurpeu, sexista, e RACISTA. E o Haiti, é sim, aqui.

Concordo com o Sr. Goffman, porém quero acrescentar mais alguns detalhes para a ocorrência dessas manifestações. A primeira delas é a época do ano que os rolezinhos começaram. O mês de janeiro, como todos sabem, é o período de férias de grande parte das escolas de nível fundamental e médio, particulares ou públicas, de todo o País. Em segundo precisamos considerar que grande parte dos integrantes do Movimento Rolezinho são jovens com idade entre 12 e 20 anos (com margem de erro para mais ou para menos). Desse modo, podemos visualizar o principal responsável pela ocorrência do movimento, o Poder Público em geral. Digo isso pelo fato de grande parte desses jovens durante o período de férias escolares não possuírem opções de lazer dignas próximas de suas residências. Como integrantes do povo pobre, que é constituído em sua grande maioria por negros, que foram jogados/empurrados para as regiões periféricas das cidades, onde não há aparelhamento mínimo para prestação de serviços básicos. Somando-se a isso o grande apelo consumista incentivado pela sociedade contemporânea. A juventude pobre decidiu fazer uso do refúgio criado pela classe média, que são os Shoppings Centers. O rolezinho trouxe um motivo para comemoração e outro para ser lamentado. Para ser comemorado é o fato da juventude das periferias tomarem consciências que os espaços públicos, mesmo os de propriedade privada como são os shoppings, também podem ser utilizados por eles independentemente de sua classe social. Muitos pensam que esse grupo de jovens é alienado, mas episódios como esse aos poucos vão provocando o pensamento crítico desses garotos (as). Para se lamentar, mas não para surpreender-me, é a confirmação do pensamento da elite burguesa do Brasil, que deixou bem claro a sua ideologia de separação da sociedade por critérios racistas/capitalistas e nada humanos. Esse pensamento afirma o seguinte: a classe alta não quer se misturar. Não querem compartilhar o “seu espaço” com o restante da população. Ver o pobre frequentando os mesmos lugares incomoda, mas a desculpa de sempre é a preocupação com a violência. Mas é aí que percebemos a dicotomia da questão, pois a violência com os índices de mortalidade, escolaridade, desemprego do povo pobre nunca é pautada pela elite. Cadê a preocupação deles com a violência nessas horas?

Os maiores frequentadores dos shopping centers brasileiros são os pobres (que transformaram tais lugares em um de seus preferidos locais de lazer). Entre os pobres, há obviamente muitos negros (vale ressaltar que nem todo negro é pobre). Ver racismo e preconceito contra os pobres na tentativa de disciplinar o acesso aos shopping centers é atitude típica de pessoas que sofrem de graves distúrbios comportamentais (um números expressivo de pseudo-intelectuais se incluem entre tais pessoas).

Obrigado, Jorge, por antecipar o meu comentário. Acho doentia essa obsessão interpretativa por ver racismo em todas as camadas da sociedade. O racismo existe? Claro que sim, infelizmente. É por serem racistas que os donos de shoppings estão tentando limitar a entrada de multidões de jovens, impossíveis de serem recebidas pela estrutura física do local sem causar tumulto e impedir o bom funcionamento das lojas? Bem, acho que a resposta é óbvia.

Resumindo, para o senhor Nabil Sayhoun lugar de pobre escurinho barulhento (e suspeito de ser criminoso por causa de sua cor e condição social) é no sambódromo, pois no Shopping só podem passear os brancos comportados? Este é sem dúvida alguma um eco distante da separação absoluta que existia entre a boa vida civilizada na “Casa Grande” e a existência abjeta na “Senzala”. O mais engraçado é ver estes mesmos idiotas repetirem os chavões cunhados pelos “agentes da barbárie” travestidos de “arautos da civilização ocidental brasileira”. “Não somos racistas…” dizem os tais. Alguém acredita neles?

Para esse Sr. basta ser preto, pobre ou funkeiro para ser saqueador de lojas? Quero ver se na hora da eleição esse Sr. vai dispensar os votos dos pretos, pobres e funkeiros, para seus candidatos.

Mais que racismo, o que impera no Brasil é o preconceito financeiro…Pelé é um ótimo exemplo, alguém já ouviu ou viu ele em algum movimento negro…Ele vende a ideologia branca, porque ele é parte dela; negro e pobre é diferente dele….Força a todos os Movimentos Sociais!!!

Continuo achando que a maior revolução só será possível quando a tarefa dos ativistas focarem no convencimento do próximo; do pai, mãe, tio, tiazinha, avó etc. Na construção da importância do voto. Toda repressão começa no dia da eleição.

“Ele também reafirma que a presença dos jovens negros, pobres e funkeiros é “muito perigosa” e que “as lojas podem ser saqueadas”.
Onde está a frase proferida pelo representante dos shoppings dizendo que a presença de negros e pobres é muito perigosa? Ele citou negros e pobres ou foi uma inferência do autor do texto?
“multidão de cerca de 400 pessoas,” Inaugurou-se um novo conceito de multidão. Grupelhos de 400 pessoas virou multidão. Blogueiros que foram encontro relataram que havia cerca de 200 pessoas (nas fotos veem-se pouquíssimos negros), agora já é uma multidão. Daqui a alguns dias terão sido milhões os presentes á manifestação.

éééé, tem muito branco com medo de preto por aqui tbm, daí usam tudo para desqualificar a tese… Lamentável… Cada vez mais me apavoro com o racismo e direitismo desses trolls…

Diogo mainardi fazendo escola… Engraçado é que eles (os “intelectuais” das Zelites) podem interpretar textos como bem entendem, mas basta um esquerdista (seria um petralha?) interpretar a fala do rei do shopping q os zelitistas caem de pau… Racismo explicito é crime, por isso as “autoridaeds” como esse senhor Nabi, passam para o racismo velado… Não disse com essas palavras, mas interpretar é um exercício jornalístico muito utilizado pela direita para provar o que quer (afinal, taí o “domínio do fato”), porém, quando a esquerda faz… Na boa, vai dormir seu coxinha! Vai ler a veja e choramingar no leblon…

Ainda estou esperando alguém apontar o racismo na fala do sujeito. E, insisto, a obsessão por chamar de racismo qualquer atitude vinda “das elites” é patológica.

Diogo Mainardi e Belchior, Veja e Carta Capital… são farinhas de lados opostos do mesmo saco. Deturpar é uma forma de interpretar, mas não é única nem a esperada de um jornalista. Eu moro numa favela do Rio, dentro do Complexo do Chapadão, fica muito longe do Leblon, em todos os sentidos.

Coxinha? Adoro. Desce uma sem catupiri e uma Heineken, por favor.

Não achei racismo o comentário dele, frequento shopping, e fiquei com medo de ir depois de anúncios de rolezinhos.
Houveram rolezinho com roubos de lojas. Nem os organizadores são capazes de saber se todos estão bem intencionados.
Eles reclamam pela falta de espaço público para encontros e atividades de lazer para os jovens. Agora quem concordar que dentro de shopping é lugar pra isso está mentindo.

O problema das liminares nunca foi a cor ou a classe social dos integrantes dos rolezinhos, o foco das liminares é a quantidade de pessoas que participam destes encontros.
Se houver uma pessoa que comece um tumulto no meio de tantas (3, 4 mil jovens), quem vai conseguir evitar que isso chegue a se tornar uma tragédia?
Os poucos seguranças do shopping?
Parem de hipocrisia.
Antes de falarem em racismo, preconceito, olhem por todos os ângulos: deixariam seus filhos participar? vcs conhecem as pessoas que frequentam esses grupos? já tem até joguinho político no meio.
Abram os olhos, pseudo-intelectuais.

Engraçado é que na época de natal ou dia das mães vai muito mais gente nos shoppings , e esses racistas acham lindo , inventa outra.

Em qual momento o Nabyl cita “que a presença dos jovens negros, pobres e funkeiros é “muito perigosa” e que “as lojas podem ser saqueadas”???

Ouvi a entrevista dele ao Terra e em nenhum momento ele citou “negros, pobres e funkeiros”. Aliás, Nabyl não fala de cor de pele, classe social ou preferência musical em nenhum momento, mas sim sobre a preocupação dos shoppings com quem está promovendo/participando dos rolezinhos (que inclui pessoas de todas as cores de pele, que gostam dos mais diversos estilos musicais…).

Caso não seja provado que Nabyl falou isso, podemos entender, então, que trata-se de uma mentira, uma manipulação repleta de má-fé por parte de quem escreveu.

Por fim, entender o “rolezinho” como um protesto por discriminação racial ou por maior inclusão social foge totalmente da realidade.

Eu ainda estou procurando na fala do Nabil o que foi citado pelo ator: “Jovens negros, pobres e funkeiros”. Essa tendenciosidade lembra a odiosa VEJA. Imparcialidade zero.

A Rádio Nacional(AMs diversas) e a BBC Brasil são indubtavelmente responsáveis pelo idioma pátrio nos mais distantes pontos do país.A tv aberta brasileira é responsável por criar uma estereótipo meio que ariano-carioca-prostituta-malfeitor do cidadão(a) brasileiro a partir de novelinhas. Tal fato repetido por mais de 40 anos faz parecer que tudo se resume a branco e preto. Leva inclusive os defensores da igualdade a pautarem o discurso na idéia errônea de branco e preto proposta pela tv. O que são estes produtores de tvs se não beberrões e de ideais de prostituição para a família brasileira?

A coisa está tão maluca, que se três pessoas, uma negra e duas brancas se encontrarem no mesmo local e a pessoa branca olhar para a outra pessoa branca e piscar o olho… Pronto! Já é racismo! Credo, isso já está se tornando até chato. P.S: SOU NEGRA! Antes que alguém diga que isso é conversa de branco!

Achei corretíssimo o comentário dele!
E quem vai com seus filhos para apenas ir ao cinema ou fazer um lanche na praça de alimentação,como é que fica…
E outra,essa malaiada de pobre,sim pobretada é o que é,não tem nada que se juntar aos milhares pra dar ‘role’ em locais desse tipo,vão dar role em frente ao congresso,pra ver se conseguem colocar pra fora os corruptos que estão há décadas no poder e não largam o osso,vão dar rolé em agências de emprego,nos Sines da vida,nas bibliotecas,etc…Isso essa bando de maloqueiro não quer,né?Tivesse um filho ou filha minha nisso,já tinha descido a lenha,bando de desocupado….

Eu concordo que existe um rasicmo que é explicitado pelos rolezinhos. Só que é algo muito mais estrutural, sutil, que pouco tem a ver com os slogans de cartazes os argumentos simplistas (e, diga-se de passagem, manipuladores) do Sr. Belchior.

Na tentativa ansiosa de fazer os fatos confirmarem teorias pré-concebidas, os ativistas acabam articulando muito mal a questão. Diria até que fazem desserviço para a própria causa, pois pessoas mais sensatas (sem tanta fé cega) sentem repulsa por esse tipo de tática, mal articulada e meio desonesta.

Mais uma vez a gente se depara com interpretações desonestas de declarações que nada tem de racistas ou de ensandecido ataque aos desafortunados. O Brasil chegou ao ponto deplorável, incentivado pela elite do Planalto, em que lutar pela ordem, pela educação do nosso povo, pelo combate ao vandalismo, pela apologia de uma vida urbana organizada, passou a ser confundido com ódio aos pobres. Pobre país.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

code