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Hip-Hop

Aparecido da Silva lança clipe refletindo sobre relacionamentos tóxicos

Em um trap sexy e romântico, Aparecido da Silva divulga videoclipe de “Gosti”. A faixa, que faz parte do seu recém-lançado EP, “Vem Dançar Comigo”, reflete sobre relacionamentos tóxicos de uma maneira contemporânea e indireta, expressando os altos e baixos de uma ligação verdadeira. 

“Quando estamos envolvidos há muito tempo, em uma mesma história, o que é importante vai ficando em segundo plano e isso é um baita erro. Temos que persistir no amor, sabe? Essa é a real mensagem”, destaca o músico contratado pelo selo Estúdio da Lua Records.

Assinando a produção dessa track, com beats modernos de hip hop, Claudio Costa. A versão audiovisual foi dirigida por Greta Helena.

Veja e ouça:

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Hip-Hop

Jovens do Grajaú criam o projeto de rap independente “Grajauventude”

Longe dos holofotes da música pop e dos rios de dinheiro que correm no trap, o rap das ruas respira por aparelhos e quer mostrar sua força.

Situado no extremo sul de São Paulo, o distrito do Grajaú é conhecido, entre outras coisas, pela sua falta de aparelhos culturais. Um lugar onde a mão do estado chega apenas em sua forma repressora. Os jovens que conhecem bem essa realidade decidiram expressá-la da melhor maneira: o rap.

Cada vez mais distante do povo que é retratado em suas letras, o rap vem se acomodando nos braços da elite e de uma classe média branca e despolitizada. Pensando nisso, os MCs Henrique Madeiros, Riaj, TG e a MC Ariel, todos moradores do Grajaú, criaram o projeto Grajauventude.

Assista o primeiro clipe do cypher agora!

Conbeça mais sobre quem faz o Grajauventude!

Riaj

Riaj tem como sua marca registrada a participação nas batalhas de rima ou as famosas rinhas de mc’s. Batalhou pela primeira vez no final do ano de 2016 e conseguiu sua primeira folha (vitória) na Batalha da Rossevelt. Apesar da pouca idade, Riaj, 18 anos, coleciona cerca de 60 folhas, já representou a batalha do Grajaú Rap City em disputas regionais por 2 anos e também já disputou o regional pela batalha da Roosevelt.

Riaj tem como referências Tito JV e o cantor Rashid. Ele luta por uma maior presença de negros e negras dentro das batalhas, pois acredita que muitas pessoas não entendem que o rap e a cultura Hip Hop são movimentos culturais negros.

Ariel

A única mulher desta edição, Ariel tem 18 anos e mora no Parque América, bairro do Grajaú. Fã da cultura Hip-Hop desde os 8 anos, começou a escrever com 10 anos e entrou para as batalhas de rima com 17. Hoje ela integra o Team GRC (Grajaú Rap City) e coleciona 5 vitórias em batalhas. Ariel faz parte da banca GRAJATLANTA que reúne os melhores do trap do Grajaú. Suas rimas trazem reflexões e representatividade para mulheres que observam e  possuem interesse em fazer freestyle ou músicas dentro do Hip Hop.

Sua intenção é conquistar espaço e visibilidade para mulheres, para que a desigualdade de gênero seja quebrada nessa cultura que ainda é muito machista. No mês de Setembro, ela entra em estúdio e gravará o clipe do seu primeiro single solo. A faixa intitulada “Green” mistura trap e R&B.

TG

Thiago Pereira Segatto, vulgo TG, 16 anos, é morador do Grajaú e o caçula desta edição. Mesmo com pouca idade, suas rimas trazem reflexões fortes e jogam álcool nas feridas expostas da sociedade, buscando sempre dar voz aos excluídos.

TG prefere rimar no estilo boombap, ritmo pelo qual debutou no rap com a primeira letra que escreveu aos 11 anos. Com 14 anos, lançou sua primeira música com produção própria.

Hoje atuante como MC, ele integra o coletivo “The True”, que surgiu em 2017, originalmente como uma batalha que eram realizadas na praça do Mirna, na região do Grajaú. A batalha durou até meados de 2019 para que seus integrantes pudessem focar em suas carreiras musicais.

 

Henrique Madeiros

Henrique Madeiros, 19 anos, é cantor e morador do Jardim 7 de Setembro, na região do Grajaú. Com um olhar lírico sobre a realidade à sua volta, despertou para o RAP e para a poesia aos 16 anos.

Assíduo em diversos saraus, slams e batalhas da região, Henrique integra o Sarau Despertar que tem como objetivo usar a poesia e o grafite como ponto de partida para debater questões como LGBTQ+ e transexualidade na quebrada e abuso sexual. No Sarau, além de contribuir para a promoção do debate, Henrique Madeiros também recita suas próprias poesias e recentemente lançou um Zine intitulado “Fúria”, com poesias próprias. O Zine foi lançado na edição passada do Sarau Despertar e segue com distribuição gratuita.

Fã de RAP nacional desde a infância, cresceu escutando diversos grupos entre eles A286Inquérito, GOG e Facção Central, sendo este último sua maior referência, principalmente na figura de Eduardo Taddeo. Henrique Madeiros foi o criador e articulador do projeto Grajauventude.

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Cultura

“A gente vai pra festa, mas pra guerra também”, diz coordenador do Festival Bixanagô

Divulgação

Por Marina Souza

“Queremos mostrar a potência periférica, negra e LGBT dentro do hip hop”, é a fala de Marcelo Morais, coordenador e curador do Festival Bixanagô, evento que acontecerá em São Paulo nos próximos dias 21, 22 e 23 e promete shows, oficinas e mesas de debate sobre o tema.

A ideia do Festival, segundo Morais, é trazer a reflexão sobre a inserção atual de LGBTs no universo da cultura hip hop e a utilização da música como empoderamento e instrumento de questionamento social. Ele explica que o nome escolhido mescla  a ressignificação do termo “bixa”  coma a palavra “nagô”, que remete a ancestralidade étnica e racial da maioria dos convidados e organizadores.

Estarão presentes nomes como Eliane Dias, Monna Brutal, Spartakus Santiago, Luana Hansen, Érika Hilton e Linn da Quebrada. Morais conta que o projeto foi realizado visando principalmente proporcionar ao público entretenimento e aprendizado, “a gente vai pra festa, mas pra guerra também”, diz.

Quando questionado sobre a escolha do local, Bela Vista, o curador disse que essa é uma oportunidade de reunir diferentes perspectivas periféricas em um espaço que não costuma ser ocupado com esse viés. Assim, segundo ele, ocorrem pequenas transformações diárias.

 

 

 

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Cultura LGBT

Monna Brutal: rapper, negra, travesti e periférica

Por Marina Souza

Nascida na periferia de Guarulhos e vivendo no país que mais mata travestis e transsexuais no mundo, Monna Brutal é uma rapper travesti negra que vem ganhando destaque no mundo da música brasileira. Explorando seus talentos artísticos ainda na infância, ela já passou pelo gospel, forró, funk, break, freestyle e, agora, procura mostrar uma identidade musical repleta de influências culturais negras diversas.

Ela classifica a si própria como uma musicista que faz música preta. É por isso que em seu último álbum, Nove e Onze, trabalhou com reage, ragga, dance, trap e tantos outros gêneros. E para 2019 a rapper está planejando lançar singles e fazer parcerias artísticas, Monna diz que promete surpreender o Brasil.

Quando finalmente encontrou-se no rap, a cantora começou a experimentar um sentimento parecido ao de liberdade, mas não durou muito. Devido a grande mazela transfóbica, misógina e homofóbica que ainda permeia os espaços do hip-hop, o que era para ser algo libertador e encorajador tornou-se um verdadeiro campo de batalha, onde Brutal precisou chegar, fazer seu nome e mostrar que corpos como o dela precisam estar ali.

Foto: Rogério Fernandes

Com cerca de dezessete anos de idade, a artista gravou seu primeiro single, que atualmente está fora do ar, e atualmente já tem novos planos para a carreira. Durante o Dia da Visibilidade trans, na semana passada, lançou o clipe de “Putos Não Fodem”,  produzido e idealizado pelo coletivo de audiovisual Quebramundo, do bairro Grajaú, na zona sul paulista. Brutal conta ainda que a parceria surgiu depois que conheceu o Psicopretas, grupo que acolhe mulheres negras em vulnerabilidade, e foi apresentada ao Quebramundo.

Em uma casa inativa, localizada em Palheireiros, eles reuniram-se para gravar o clipe. O abuso das cores verde e roxo, simbolizando o veneno – ácido e mortal – em contraste com as cenas noturnas nas ruas fazem referência ao cotidiano de transexuais e travestis; enquanto o figurino feito majoritariamente de papel reciclado e as luzes em meio à mata produzem uma amálgama de natural e sintético. O resultado é um clipe intencionalmente agressivo e explicito, deixando claro a que veio.

Segundo a Monna, a data de lançamento já fala por si só em todos os âmbitos. “Nós ainda somos muito invisibilizadas, falo por mim enquanto artista trans. Há uma falta de noção, principalmente das pessoas cis, sobre a existência desse dia. Juntamos a necessidade com a vontade e lançamos o clipe mostrando que estamos aí trabalhando e vivendo”, fala ela.

“Estou dentro da arte desde criancinha, sempre fui apaixonada por música. Desde então, eu tenho me empenhado nisso, viver da arte. É difícil, é complicado, tudo é negado pra gente. A gente é boicotada, segregada.”, desabafa.

Monna trabalha na área há praticamente onze anos, mas somente agora começou a receber pelos trabalhos, antes necessitava de um subemprego. Contudo, apesar de tantas dificuldades enfrentadas no caminho, ela sente que finalmente está em um momento profissionalmente bom e de quebras de barreiras de dentro e fora dos movimentos sociais.

Foto: Rogério Fernandes

Quando questionada sobre o atual cenário político, Monna Brutal diz que já sente um clima mais pesado onde mora e está redobrando a sua atenção para que não vire estatística. É por isso também que enfatiza sua intenção de usar suas obras pra atingir primeiramente as mulheres transgêneras, depois as pessoas cis e, por último, a si mesma para quando precisar encontrar forças.

“Eu costumo dizer que hoje em dia as nossas ‘coisas’ dos movimentos sociais estão se romantizando e o preconceito está se tornando velado. Acho muito difícil ter um corpo dissidente no hip-hop que sinta-se a vontade. Estamos nos multiplicando, em todas as cidades tem pelo menos uma de nós fazendo um rap, levantando uma bandeira, então foge da questão sobre ser ou não bem recebida. Não sei se é o caso de estarmos sendo aceitas no rap, e sim de estarmos iguais a um tsunami, incontroláveis.”

 

 

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Cultura

Motown 60 anos de música

Por Edson Cadette, do Blog Lado B NY

O final dos anos 1950 nos Estados Unidos ficou marcado por dois importantes acontecimentos culturais. O primeiro deles foi o lançamento da boneca Barbie pela fábrica de brinquedos Matel. O segundo, e certamente com muito mais relevância, foi a inauguração da gravadora Motown criada por Berry Gordy, um jovem adulto de apenas 32 anos de idade e neto de escravos. A gravadora foi aberta na cidade de Detroit, famosa pelas montadoras de automóveis. Na época, a cidade produzia metade dos automóveis do planeta.

Detroit possuía a 4ª maior população de afro-americanos no país, a grande migração, iniciada nos anos de 1940 “fugindo” das amarras racistas dos estados Confederados do Sul, ainda estava em pleno curso. Detroit era uma das paradas obrigatórias além de Chicago, Nova York, Los Angeles e Nova Jersey.

Todos os artistas contratados por Berry Gordy eram afro-americanos filhos de meeiros, metalúrgicos, empregadas domésticas e diáconos religiosos. As chances de um afro-americano escapar do salário mínimo ou de trabalhar numa fábrica eram baixíssimas. Entre os artistas que primeiro colocaram o nome da gravadora no mundo musical estavam Smokey Robinson, Diana Ross, Steve Wonder, Marvin Gaye, the Miracles e Martha and the Vandelas.

The Jackson Five

Assim que os primeiros sucessos invadiram as rádios e as casas nos bairros negros, a gravadora foi “invadida” por jovens que buscavam uma oportunidade no mundo musical. A vontade de “estourar” era tanta que eles não se importavam em fazer qualquer tipo de trabalho.  O cantor mais importante do famoso grupo The Temptations, David Ruffin, ajudou o pai de Berry Gordy a construir o estúdio musical.

A secretária e musa da galera, a bela Martha Reeves, trabalhava no departamento dos artistas e de repertório. A Motown era uma máquina funcionando 24 horas. A grana não era muita, mas Berry Gordy fazia questão de alimentar seus artistas, além de sempre arrumar alguma atividade para fazerem juntos, como por exemplo jogar futebol norte americano. Com isso, ele mantinha na gravadora uma atmosfera mais íntima e sem cerimonias.

Na época o grande desafio da gravadora era furar a enorme barreira racial que mantinha os cantores afroamericanos confinados ao rítmo musical Rhythm and Blues.

Ao inaugurar sua gravadora, o objetivo de Berry Gordy era trazer um som mais agitado e dançante que pudesse ser consumido pela audiência branca com muito mais poder aquisitivo. Para que isto pudesse acontecer ele lançou três selos diferentes: Tamla, Gordye Motown. Com a ajuda do consumidores adolescentes que gastavam milhões comprando os compactos, Berry Gordy descobriu seu filão de consumidores.

Diana Ross

Com uma turnê no lado Leste e Sul dos Estados Unidos, Berry Gordy juntamente com sua entourage acertou em cheio um tiro na lua. A partir desta turnê de enorme sucesso, em apenas 1 ano a gravadora Motown teria como receita o total de $4.5 milhões. Com este dinheiro lançou uma galáxia de compactos que estouraram nas paradas das 100 mais músicas tocadas nas rádios de todo o país.

Entre os anos de 1962 e 1971 a gravadora com suas subsidiárias conseguiu a proeza de colocar 180 números nas paradas de sucessos. Um detalhe importante, setenta por cento dos consumidores eram brancos.

A popularidade de Motown chegou a níveis tão alto que o grupo The Supreme, liderado pela bela Diana Ross, aparecia em comercias por todo país. O mais famoso deles com a marca de refrigerantes Coca-Cola. A dominação da Motown foi tanta que durante seu aniversário de 25 anos, em 1983, um terço dos estadunidenses estavam com suas televisões ligadas vendo o showMotown 25: Yesterday, Today and Forever.

Berry Gordy não é mais o dono da gravadora. A Motown foi vendida em 1988 para a MCA. Hoje ela pertence a Universal Group. Berry transformou a Motown numa verdadeira linha de produção musical como se a gravadora fosse uma montadora. Muita gente credita essa maneira de gerenciar ao período que Gordy trabalhou na linha de produção da montadora Ford.

Berry Gordy e The Supremes

Ele trabalhou com grupos de alto calibre musical como, por exemplo, Gladys Nights & The Pips. Entretanto, o seu pãozinho com manteiga eram os artistas contratados que precisavam ser refinados e polidos. Uma equipe de letristas mantinha a máquina musical bastante azeitada. Muitos dos cantores eram treinados nas igrejas Batistas afro-americanas.

Em turnês pelo país os artistas da Motown descobriram aquilo que seus pais falavam há anos. O racismo nos EUA. Viajando especialmente pelo Sul do país era sempre um desafio encontrar hospedaria respeitável para eles dormirem. Para piorar ainda mais a situação constrangedora, no início dos anos 60, durante a luta pelos direitos civis dos negros, várias vezes a polícia local parava o ônibus dos artistas pensando em tratar-se das famosas caravanas de estudantes do Norte nos chamados Freedom Riders, ônibus com estudantes universitários do Norte que iam ao o Sul para registrar os votos dos negros estadunidenses.

Com a tensão racial envolvendo o país ficou impossível para os artistas ficarem de fora da discussão. Marvin Gaye com a música What’s Going On, Stevie Wonder com Living for the City e Edwin Starr com War entravam solando no debate racial.

Depois de muitas disputas relacionadas com os direitos autorais, Berry Gordy decidiu deixar a cidade de Detroit e mudou seu negócio para Hollywood. Seu sonho sempre foi ser dono de um estúdio de cinema.

Museu da gravadora Motown

Muitos artistas que estavam quando a gravadora foi lançada nos anos 1950 foram embora no início da década de 1970. Com a mudança dos gostos musicais para a música Disco e Funk, a Motown contratou Rick James, Lionel Richie e a banda The Commodores. Entretanto, a enxurrada de artistas deixando a gravadora continuou.

Diana Ross (amante de Berry Gordy), símbolo de glamour, “finesse” e classe, deixou a gravadora em 1981. Assim como qualquer outra dinastia em negócios, a Motown enfrentou tragédias e mortes. Paul Williams do grupoTemptations cometeu suicídio, Florence Ballard morreu de ataque do coração aos 32 anos, Marvin Gaye ficou sem gravar por 4 anos por causa da morte de sua parceira musical Tammi Terrel, que falecera com um tumor no cérebro, e depois foi assassinado pelo próprio pai em 1984. Michael Jackson e David Ruffin, do grupo Temptations, morreram por causa de uma overdose de remédios.

O que começou como uma simples gravadora para dar oportunidades a artistas afro-americanos acabou transformando-se numa legendária gravadora que não somente transformou a cena musical nos Estados Unidos, mas também ao redor do planeta. Durante seus 65 anos de existência a Motown apresentou uma galáxia fantástica de artistas, fazedores de moda, e atitudes sem parâmetro algum na indústria musical do país.

 

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Cultura Mulheres Negras

A Ocupação das Minas: evento promoverá uma série de atividades artísticas

Por Marina Souza

No dia 16 de fevereiro, acontecerá uma série de eventos promovidos pela Ocupação das Minas na Casa de Cultura Hip-Hop Diadema que visa instigar a luta contra o machismo, racismo, LGBTIfobia e qualquer outro tipo de opressão. Diante do forte machismo e lesbofobia existentes no cenário do Hip-Hop, a grafiteira Nenesurreal, que recentemente foi vítima de ambas violências, criou uma rede de arrecadamento financeiro virtual para custear o grande evento, que contará com a presença de muitas atividades. É a voz da periferia, das mulheres e das negras chamando a atenção daqueles que apreciam as mais variadas expressões artísticas e de entretenimento.

Programação (em construção coletiva e autônoma)

Mestras de Cerimônia
– Bianca
– Gabi Nyarai
– Mari Maciel

Shows
– Palomaris
– Scheyla Oliver
– Yabba Tutti (Soundsystem)
– Meire D’Origem
– Ericah Azeviche
– Mana Black
– Drika Backspin

Performances
– Sol Bento – Lilá.
– Levante Mulher – Miriam

Alimentação Vegana
– La Fancha

Rodas de conversa 
– Roda Terapêutica das Pretas (Adelinas – Coletivo Autônomo de Mulheres Pretas)
– Saúde Sexual para Mulheres (Ana Clara)

Sarau
– Sarau Alcova
– Sarau Papo de Mina.

Lançamento do Livro AfroLatina
– Poeta Formiga.

Oficinas
– Lambe-Lambe – Lambe Minas.
– AngelStore
– AsMinas
– Teatro Feminista – Talita do Núcleo Zona Autônoma.

Exibição de documentários
– Auto de Resistência (Mães de Maio)
– Mulheres Negras: Projetos de mundo (Day rodrigues)
– Mulheres Periféricas apoiadas por mais de quinhentas mil manas – Coletiva Fala Guerreira.
– Mulheres de Palavra – Web Série com 3 episódios – Ketty Valencio, Fernanda e Renata Allucci.

Feira e Exposições
– Livraria Africanidades
– Eparrei
– Anjo Negro Store
– Bete Nagô
– Clandestinas.

Grafite das Manas com protagonismo das manas negras, indígenas e lésbicas

Espaço Erê: local para as mamães deixarem suas crianças
Coletivo Espelho, Espelho Meu
– Os Quebradinhas
– Pamela Neres
– Bebel

Acompanhe as futuras informações do evento no facebook e valorize a cena das manas periféricas, pretas e lésbicas.