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Aparecido da Silva lança clipe refletindo sobre relacionamentos tóxicos

Em um trap sexy e romântico, Aparecido da Silva divulga videoclipe de “Gosti”. A faixa, que faz parte do seu recém-lançado EP, “Vem Dançar Comigo”, reflete sobre relacionamentos tóxicos de uma maneira contemporânea e indireta, expressando os altos e baixos de uma ligação verdadeira. 

“Quando estamos envolvidos há muito tempo, em uma mesma história, o que é importante vai ficando em segundo plano e isso é um baita erro. Temos que persistir no amor, sabe? Essa é a real mensagem”, destaca o músico contratado pelo selo Estúdio da Lua Records.

Assinando a produção dessa track, com beats modernos de hip hop, Claudio Costa. A versão audiovisual foi dirigida por Greta Helena.

Veja e ouça:

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Yannick Hara lança single questionando a lógica do consumo

O rapper e performer Yannick Hara acaba de divulgar a inédita música “Caótico/Distópico”.  A faixa integra uma série de lançamentos que antecedem o próximo disco do rapper. Intitulado  “O Caçador de Androides”, o álbum tem lançamento agendado para novembro. 

Nessa track, movimentada pelo caos rumo à distopia que é o cotidiano atual, Hara reflete sobre a vida dos personagens Deckard (Blade Runner-1982) e K. (Blade Runner-2049). Na primeira parte, “Caótico” é, então, o desejo de anarquizar, sair da lógica de trabalho e consumo. Já na segunda, Distópico atinge o limiar da existência. 

Yannick Hara já lançou o EP “Também Conhecido Como Afro Samurai”, baseado em um mangá e anime para ocupar seu lugar de fala dentro da música. Agora, em 2019, se inspira na obra do escritor Philip K. Dick, “Androides Sonham Com Ovelhas Elétricas?”, que originou a franquia Blade Runner, para protestar contra a alta tecnologia e baixa qualidade de vida que assola a humanidade em direção ao futuro distópico.

Produzido por Blakbone nos estúdios da Live Station, o single inspira-se nos anos 80, carregando um visual gótico e pós-punk. Do começo ao fim, projeto tem tom provocativo, intenso e perturbador.

Ouça:

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Novo clipe de Thiago Elniño fala sobre a resistência ao genocídio da juventude negra

Seguindo com as ações que antecedem a estreia de seu próximo disco, o MC e educador popular Thiago Elniño apresenta mais uma inédita do aguardado “Pedras, Flechas, Lanças, Espadas e Espelhos”. Dessa vez, em um rap que fica entre um trap com texturas orgânicas e o boombap, “Pretos Novos” vem, agressiva e direta ao ponto, inspirando-se em nomes como Dead Prez, N.W.A., EarthGang, Marcus Garvey e Malcolm X.

“Em algum momento, o rap brasileiro da década de 90, que trazia um discurso cru e forte contra o racismo, passou a ser apontado por uma nova geração como algo superado, liricamente empobrecido, repetitivo, careta e até inocente em sua fé de que alguma coisa pudesse realmente mudar. Só que foi justamente esse rap que não só nos inspirou como também deu esperança e motivou a começar e continuar produzindo. Por isso, respeitosamente tentamos manter viva aquela energia. Nesse som, estou dizendo que por mais que esteja difícil, a gente vai morrer lutando, cantando e acreditando que o dia dos pretos vai chegar. Aliás, morrer lutando é um traço de dignidade e respeito ancestral para nós”, ressalta.

Na letra, as rimas debochadas do artista o colocam no papel de um personagem mais velho, além de zombeteiro, tal qual um Exú, encontrando eco com o papo reto de Vibox, Nayê Uhuru, D’Ogum e DenVin, todos integrantes do grupo Projeto Preto, da nova escola no rap paulista. Essa participação especial faz, dessa track, um encontro de gerações.

No videoclipe produzido para esse trabalho, sob a direção de Lincoln Pires, um plano sequência impacta quando, logo nas primeiras imagens, mostra um jovem preto sendo velado dentro de casa, dando a impressão de que aquela é uma realidade comum. E, de fato, é. Isso porque, de acordo com o Atlas da Violência 2019, 75,5% das pessoas assassinadas no Brasil são negras. A mensagem que fica, nas entrelinhas e fora delas, é um grito de basta.

Assista aqui: https://youtu.be/3xQS300lwqg

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Cultura preta: quais são as novidades do segundo semestre de 2019?

O segundo semestre de 2019 chegou e com ele uma série de lançamentos e estreias na música, teatro, literatura e cinema. Aqui reunimos as mais recentes novidades da cultura preta e periférica de São Paulo, confira a agenda e mais informações sobre cada evento.

Peça “Terror e Miséria no 3º Milênio – Improvisando Utopias”
Quando? Em cartaz de 28 de junho a 28 de julho
Onde? Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos, São Paulo
Saiba mais: http://bit.ly/terror3milenio

Inspirada no clássico de Bertolt Brecht, a peça se une a cultura Hip Hop para apresentar um panorama sobre a violência. É uma visão que coloca, em mundos paralelos, os dias de hoje e os anos que antecederam a explosão do nazi-fascismo, na época da Segunda Guerra Mundial. O elenco formado por 11 atores MCs discute também os privilégios e opressões vindas do racismo, do preconceito de classe e gênero. O espetáculo é montado pelo Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, com a direção de Claudia Schapira.

Lançamento do livro “Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica”
Quando? Dia 02 de julho, das 19 às 22 horas
Onde? Livraria Tapera Taperá – Loja 29, 2º andar – Avenida São Luís, 187, São Paulo
Saiba mais: http://bit.ly/pensandocomonegro

Adilson José Moreira, professor, advogado, Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal de Minas Gerais e Doutor em Ciências Jurídicas pela Universidade de Harvard, lança dia 2 de julho, em São Paulo, o livro “Pensando como um negro: ensaio de hermenêutica jurídica”. Por meio de um estudo integrado entre narrativas pessoais e análises teóricas, o livro discute as consequências entre o formalismo jurídico e a neutralidade racial na interpretação da igualdade.  A publicação apresentada pela editora Contra Corrente vai abrir um debate no dia do seu lançamento com a professora Gislene Aparecida Santos, da Faculdade de Direito da USP, e o professor Dimitri Dimolis, da Escola de Direito da FGV, na livraria Tapera Taperá.

Mostra de Cinemas Africanos
Quando? De 10 a 17 de julho
Onde? Cine Sesc –  R. Augusta, 2075, Cerqueira César, São Paulo
Saiba mais: http://bit.ly/mostracinesafricanos

Serão 24 filmes de 14 países do continente africano na exibição da Mostra de Cinemas Africanos.  Essa é a 4ª edição do evento que traz, em 1 semana, uma seleção de produções reconhecidas em grandes festivais de cinema e aclamados pelo público e também pela crítica. Grande parte dos filmes nunca foi exibida no Brasil e eles serão o centro de debates que o evento trará, com especialistas em cinema, sobre cada narrativa. 

Lançamento de”O.M.M.M.”, novo disco de MAX B.O

O rapper Max B.O completa 20 anos de carreira e comemora com o lançamento de seu novo álbum. Fazendo ode à camaradagem, ele reúne uma série de participações especiais, beatmakers e músicos. Curumin, Rael e Lucio Maia são alguns dos nomes envolvidos. Esse é o primeiro trabalho de inéditas do artista, que apresentou por 6 anos o programa “Manos e Minas”, da TV Cultura. Depois de inúmeras parcerias e das mixtapes “FumaSom Vol. 1” (2013), “Antes que o Mundo se Acabe “ (2012) e o álbum “Ensaio, O Disco” (2010), é hora de “O.M.M.M.”

Ouça aqui:

509-E anuncia retorno aos palcos

Após 16 anos de pausa, o grupo lendário de rap nacional 509-E anunciou, em entrevista para o jornal Brasil de Fato, que vai voltar aos palcos em 2019. Dexter e Afro-X, farão uma série de shows para celebrar os 20 anos de parceria entre a dupla. A primeira apresentação está marcada para o dia 24 de agosto, em São Paulo, e promete trazer clássicos como Saudades Mil, Mile Dias, Castelo de Ladrão e Oitavo Anjo. No entanto, os rappers já adiantam que esse  é um momento de celebração e não é um retorno oficial do grupo, os artistas ainda continuam suas carreiras solo.

Confira a matéria completa: http://bit.ly/Retorno509E_BF

 

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MAX B.O. celebra 20 anos de carreira com novo álbum

Fazendo ode à camaradagem, rapper reúne uma série de participações especiais, beatmakers e músicos. Curumin, Rael e Lucio Maia são alguns dos nomes envolvidos

Aos 40 anos de idade e 20 de carreira profissional, MAX B.O. lança “O.M.M.M.”. Esse é o primeiro trabalho de inéditas depois de inúmeras parcerias e das mixtapes “FumaSom Vol. 1” (2013), “Antes que o Mundo se Acabe “ (2012) e o álbum “Ensaio, O Disco” (2010).

Para o novo projeto, artista faz ode à camaradagem e reúne uma série de participações especiais, beatmakers e músicos. Curumin, Rael, Lucio Maia, Zé Nigro, Donatinho, Dada Yute, Robinho Tavares, WC e Salazar são alguns dos nomes envolvidos. ‘Juntei pessoas que acredito, gosto e admiro. Alguns conheço há pouco tempo, outros são parceiros de longa data… Só gente de talento ímpar, lendas vivas. O resultado é um disco que dá ao rap brasileiro a oportunidade de ouvir músicos tocando de verdade em uma gravação. Sem influências, nem referências externas, criamos uma obra orgânica, verdadeira e completa”, explica.

Produzido e dirigido musicalmente por Iky Castilho, “O.M.M.M.” – abreviação para “O Mundo é um Moinho” – fala sobre a vida, o jogo, a gira e suas diversas formas de lidar com ela.

A capa, criada pelo artista Rodrigo Mitsuru, é uma arte com forte influência do trabalho de Robert Crumb, que Max B.O. lê desde a adolescência. O desenho é inspirado na rua onde o MC cresceu e seus pais ainda moram, na Zona Norte de São Paulo. Os logos do trabalho são da artista Helena Cirnila e a fonte das músicas são do artista Carlos Moreira. A concepção da estética visual é da Casa Florália e as fotos são de Mariana Harder. “Vale dizer que tudo foi marcado pelo poder da escrita, com ênfase no uso do lápis, seja pra escrever ou desenhar”, ressalta.

Composto por 12 faixas, registro já está disponível em todas as plataformas digitais.

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Cultura

Nova obra de As Bahias e a Cozinha Mineira é eclética, doce e política

Os últimos anos têm sido eloquentes para Assucena Assucena, Raquel Virginia e Rafael Acerbi – o trio por trás do grupo As Bahias e a Cozinha Mineira, que lançou na sexta 31 o disco Tarântula, terceiro álbum de estúdio e o primeiro após a assinatura com a Universal Music. Além de 10 canções compostas por seus integrantes, a obra ganha as plataformas digitais e também chega ao mercado acompanhada de três videoclipes: Volta, Carne dos Meus Versos e Shazam Shazam Boom, dirigidos por Rafael Carvalho.

Sucessor do premiado Bixa (2017), o trabalho era esperado por seus fãs após o single do clipe Das Estrelas, lançado em janeiro deste ano, deu mostras do tom eclético, doce e, ao mesmo tempo, político deste disco agora completo. Assucena relembra que Tarântula nasceu sem pretensão em razão de ter sido inicialmente concebido para um EP. Apesar do tom também político, o grupo se livrou das retóricas para criar uma obra livre que trata também do afeto e do cotidiano. “Tarântula construiu seu conceito na medida em que íamos descobrindo cada canção e conectando seus significados até chegar a um disco”, explica Assucena. Para Raquel, em Tarântula há “paixões perdidas, fuça de fuzil, a Bahia e mulheres que botam para quebrar”. “O álbum é o século 21 sob nossa perspectiva, nossas crônicas, relatos e aventuras”, resume.

A perspectiva das duas vocalistas é confirmada pelo músico Rafael Acerbi que, diferentemente dos discos anteriores, não vê nada de linear na novidade. “Em Tarântula não existe começo e fim e o ouvinte pode começar a degustá-lo por qualquer faixa”, diz Rafael que desta vez estreia também como compositor e cantor em Volta – canção que fala do desgaste do amor – ao lado de quatro músicas escritas por Assucena Assucena e as demais cinco assinadas por Raquel Virgínia – incluindo Tóxico Romance com a participação do rapper Projota que, além de dividir os vocais, também compôs a faixa.

O álbum de MPB tem os esperados sambas e baladas que já são marcas do trio, mas, com maturidade, ousa no universo do pop. O manifesto, no entanto, começa em seu nome inspirado pela Operação Tarântula, ação policial feita pela ditadura militar paulista em 1987 e que perseguiu mais de 300 travestis com a desculpa de que ao exterminá-los podia-se prevenir o HIV – como se sabe, a perseguição não deu certo e “tarântula” para o trio também significa a energia feminina e a fertilidade da aranha que tece sua própria rede – assim como o trio ao se aliar a diversos produtores – entre eles Guilherme Kastrup, Haroldo Tzirulnik, Márcio Arantes e Marcelinho Ferraz – para apresentar um disco de MPB moderno e eclético que vai da pista ao samba da Bahia.

Quem são As Bahias e a Cozinha Mineira?

O improvável encontro não poderia ser mais feliz – e explosivo para a música. De um lado, Assucena Assucena, 30 anos, trans judia, baiana do sertão e nascida em Vitória da Conquista e com uma história que, segundo ela, soma sua existência com a resistência de milênios que carregam as mulheres trans. Na outra ponta, a paulistana trans negra de 30 anos Raquel Virginia que, junto da mãe, morava em casas de familiares da periferia para poderem economizar e pagar seus estudos – vale dizer que ela já tentou ser cantora de axé. No outro extremo está Rafael Acerbi, 27 anos, homem branco cis, mineiro de Poços de Caldas que aprendeu a tocar na igreja e, por lá, participou de algumas bandas até que os três se encontraram no curso de História da Universidade de São Paulo (USP).

Fotos: Trigo Estratégia de Imagem

Tocando, cantando, fazendo saraus ou debates, a afinidade foi imediata e logo a banda, então chamada Preto por Preto, se apresentava na universidade até que resolveram assumir seus gostos musicai e criaram As Bahias e a Cozinha Mineira tendo como Gal Costa uma de suas musas. O resultado deste encontro nada casual resultou no primeiro álbum em estúdio, no fim de 2015, chamado Mulher. O segundo veio em 2017, intitulado Bixa e, com ele, uma ampla dose de reconhecimento que incluiu dois troféus no 29º Prêmio da Música Brasileira: “Canção Popular – Grupo” e “Canção Popular – Álbum” e lhe renderam a assinatura de um contrato com a Universal Music, cujo primeiro single, Das Estrelas, dava um aperitivo de Tarântula, o álbum mais maduro e nem por isso o mais coeso de um trio que não se propõe a repetição de fórmulas de sucesso.

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Amor preto e representatividade marcam obras de Caio Nunez

Com produção de Pedro Guinu e composição do próprio artista, “Lovesong” une elementos do hip hop, jazz e neo-soul, revelando um pouco do próximo álbum do cantor, previsto para o segundo semestre do ano.

Para o filme do projeto, gravado no Rio de Janeiro, o diretor João Pessanha roteirizou o dia a dia de um casal, interpretado por Caio e Jeniffer Dias. É ela a estrela que na novela ‘Malhação’ faz Dandara, homônima à guerreira dos Palmares. “Para mim, uma das maiores virtudes da concepção desse clipe foi contar com uma equipe inteira de profissionais negros. Diante da realidade do mercado audiovisual, considero esse um passo importante”.

Sobre Caio Nunez 

Dono de uma voz doce, levemente rouca e cheia de verdade nas suas emoções, Caio Nunez surge como um dos cantores e compositores mais criativos de sua geração. Misturando MPB, R&B e elementos urbanos, o artista prepara para 2019 seu segundo álbum de estúdio.

Nascido e criado em Irajá, no subúrbio carioca, e influenciado pelo pai músico, Caio lança seu primeiro disco “Akinauê” em 2015. Com seu single “Turquesa” alcança a marca de 250 mil views, além de matérias em diversos veículos pelo Brasil, Portugal, Moçambique e Angola. Foi considerado pelo portal “Armazém de Cultura” um dos melhores discos do ano, ao lado de nomes como Lenine, Elza Soares e Maria Gadú.

O álbum também gerou uma turnê com mais de 50 shows realizados.

No início de 2018, divulgou o clipe ‘Madureira à Bagdá”, distríbuido pela plataforma VEVO e transmitido em canais de TV como MTV, Multishow e BIS.

Foto: Vitor Hugo Silvano

O conteúdo audiovisual, gravado na favela do Pereirão, no Rio de Janeiro, teve como cenário o projeto social ‘Morrinho’. A música entrou em mais de 350 playlists no Spotify .

No mesmo ano, Caio apresentou, em parceria com o  projeto Sofar Sounds, a inédita “Valongo”. Fechando esse ciclo, ‘Afropunk’ chegou com um lyric video inspirado na estética afrofuturista. A track será trilha sonora do  longa “Labirinto”, previsto para 2019.

Atualmente, cantor dedica-se ao lançamento de “Lovesong”, esquentando os próximos passos da carreira.

 
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Homenagem a Biu Roque reúne artistas e promete espetáculo emocionante

Nos próximos dias 20 e 21 de abril, o SESC Vila Mariana apresenta espetáculo que celebra a vida e memória do mestre Biu Roque. Falecido em abril de 2010, aos 76 anos, o cantor e percussionista foi um dos músicos mais admirados na Zona da Mata Norte de Pernambuco, notável pelo domínio sobre gêneros tradicionais da região: cavalo marinho, ciranda, coco de roda e maracatu de baque solto.

O show marca, ainda, a estreia de “A Noite Hoje é a Maior”, primeiro álbum solo do artista. Embora o material tenha sido lançado somente em 2018, pela Garganta Records, as gravações aconteceram em 2009 e Biu teve tempo de ouvir e aprovar o resultado final. Canções como “Pé de Lírio”, “Maria Pequena” e “Ô Rio, Cadê Riacho?” integram o projeto.

Biu Roque/Reprodução

Durante as execuções ao vivo, banda base será formada por Fuloresta (sopros/percussão), Caçapa (viola/ guitarra/ direção artística e musical) e Juliano Holanda (guitarra), com participação de Luiz Paixão (rabeca) e Hélder Vasconcelos (fole de 8 baixos). É ele quem também atuará como dançarino. Revezando os vocais, Alessandra Leão (co-direção artística), Siba, Renata Rosa, Mestre Anderson Miguel e dois filhos de Biu Roque: Mané Roque e Maíca Soares.

Serviço

Dias 20 e 21 de abril, no Teatro da Unidade

Sábado às 21h | Domingo às 18h

Ingressos: R$9 (credencial plena/trabalhador no comércio e serviços matriculado no Sesc e dependentes), R$15 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$30 (inteira)

Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141

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Inacy estreia EP sobre negritude, força e afeto

A cantora Inacy acaba de divulgar, em todas as plataformas digitais, seu primeiro registro de estúdio. Esse trabalho, que surge a partir de experiências pessoais, mergulha intensamente em todas as emoções da artista, desenhando seu modo de ver e sentir a vida.

Lançado pela Indigo Music Production, o novo e homônimo EP tem produção musical assinada pelo nigeriano GMike, em parceria com o brasileiro Tico Pro. Sem seguir a tendência atual americanizada, projeto – totalmente inspirado no R&B – remete aos clássicos, tanto em sonoridade como texturas e efeitos, fundindo ritmos jamaicanos, influências de música eletrônica, samba, rap e soul music. Dentro dessa linha melódica, válvulas, gravadores de fita, compressores analógicos e equalizadores antigos dão um ar Lo-Fi para o disco.

Abrindo os caminhos, “Despedida” chega simples, com quatro acordes, alguns riffs e uma mistura de reggae, trap e jungle. “Fiz esta canção após perceber e entender que muitas relações foram feitas pra durar o tempo que tem que ser, pequeno ou não. Dias, meses ou só uma noite. O momento é mais importante e especial do que o que virá amanhã”.

“Replay” relembra as tracks românticas – groovadas e pesadas – dos anos 90. “Na letra, falo de paixão à primeira vista e dos sentimentos sintonizados no momento em que a entrega – e todas as suas trocas de carinho – acontecem”. Em seguida, “Preto é Luz” exalta a alegria, beleza e ancestralidade de um povo que se une, celebra suas raízes e cultura.

Já o funk music de “Me Deixa Viver”, marcado pelos tambores de maracatu, reflete sobre o quanto é bom estar só, cuidando de si mesmo, principalmente quando se viveu ou vive experiências tóxicas. Logo depois, “Teu Espaço” lembra, com saudades, de uma história passada. Single une trap, indie rock e ambient music. Fechando a obra, “Dança Comigo” é embalada pela leveza de quem sabe, sempre e cada vez mais, que “amar é bom”.

Foto: Joyce Prado
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4ª edição do Dia das Boas Ações traz Ilú Obá de Min como atração

O evento no Parque Ibirapuera terá uma programação intensa e gratuita, com destaque para o show do grupo afro Ilú Obá de Min

 Em sua quarta edição no Brasil, o Dia das Boas Ações – maior movimento de voluntariado do mundo, promovido para despertar o engajamento em diversas causas sociais – acontece em 6 de abril, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, das 9h às 19h. Fazem parte da programação do DBA 2019 mais de 20 atrações culturais e artísticas e a realização de oficinas temáticas. Será um dia inteiro com apresentações de teatro, circo, danças e o show do grupo afro Ilú Obá de MinE o melhor, tudo de graça!

No país, a iniciativa é realizada pelo Atados, uma plataforma social que conecta pessoas e organizações, facilitando o engajamento nas mais diversas possibilidades de voluntariado, e pela Muda Cultural, produtora de eventos culturais. O DBA marca o início de ações sociais que acontecerão até 14/04/2019 em diversas cidades brasileiras.

Além da extensa programação de atividades, o DBA 2019 traz também sua Feira de ONGs, com mais de 20 organizações expondo produtos sociais e apresentando o trabalho que vêm realizando para transformar a realidade de seus públicos-alvo.

A importância do voluntariado

Considerado o maior movimento de mobilização voluntária do mundo, o Dia das Boas Ações é realizado em mais de 90 países. No Brasil, a primeira edição aconteceu em 2016 e teve atividades distribuídas por mais de 40 cidades, beneficiando mais de 40 mil pessoas em quase 300 iniciativas. Na edição passada, o evento mobilizou 30 cidades, com 150 ações e mais de 3.500 voluntários envolvidos.

Equipe Atados/Divulgação

A expectativa desta edição é atingir mais de 5 mil pessoas. “O crescimento do voluntariado no Brasil é visível, as pessoas estão cada vez mais preocupadas em apoiar aqueles mais vulneráveis. Isso pode ser comprovado pelo resultado das edições anteriores do DBA, já que o engajamento iniciado durante os eventos se mantém ao longo do ano em ações cada vez mais transformadoras. Ou seja, para muitos, o DBA é o ponto de partida para uma atuação voluntária com real poder transformador”, explica Daniel Morais, fundador do Atados.

A 4ª edição do DBA é patrocinada pela WestRock através da Lei Rouanet e conta com o apoio do Mercado Livre. Além de São Paulo, que recebe o evento no dia 6, DBA acontece no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril e volta, em maio, para as cidades paulistas de Porto Feliz e Valinhos.

“Buscamos apoiar projetos que incentivem e promovam ações do bem que possam contribuir para que o mundo seja um lugar melhor para nós e para as futuras gerações. É por esse motivo que apoiar o Dia da Boas Ações fez todo o sentido, já que o projeto consegue despertar nas pessoas o engajamento em diferentes causas sociais por meio do voluntariado, que amplifica o alcance e impacto dessa corrente do bem”, resume Cynthia Wolgien, Head de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade WestRock.

Choro Jass/Divulgação

 Programação 

 Além de desfrutar de um dia cheio de lazer e diversão, os visitantes poderão se inteirar mais profundamente sobre a importância do Terceiro Setor, além de se conectar com causas sociais e se cadastrar na plataforma Atados para realizarem trabalho voluntário.

As atividades serão distribuídas por espaços temáticos (Palco Central, Vila Diversidade, Vila Sustentabilidade, Espaço Raiz, Tenda Atados, Bosque), que estarão em pontos estratégicos para ampliar o acesso e participação do público.

  • Palco central

 10h às 11h – Orquestra de Berimbaus – Sob regência de Mestre Dinho Nascimento, a Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene interpreta toques da capoeira, canções e ritmos da música brasileira, de forma solene e inusitada. Performances de capoeira e samba-de-roda completam o espetáculo.

13h às 13h30 – Good Morning SP Mix – Este espetáculo traz muita música (reggae, rock, rap e MPB), coreografias e humor (crônicas e textos incidentais), desenvolvendo várias cenas com situações inusitadas, nas quais o tema da inclusão está sempre presente, já que os atores são todos cadeirantes. Deto Montenegro assina roteiro e direção.

17h30 às 18h30 – Ilú Obá de Min – Esta apresentação promove e divulga a cultura negra no Brasil com o objetivo de fortalecer as mulheres negras na sociedade. O bloco afro Ilú Obá de Min é uma intervenção cultural baseada na preservação de patrimônio imaterial. O grupo entoa cantos e danças advindos das culturas populares, realizando uma grande ópera de rua comandada pela força dos tambores. O protagonismo é inteiramente feminino e vem das mulheres a força para lutar por uma sociedade menos racista, sexista, machista e discriminatória.

Ilú Obá de Min/Foto: Luciana Cury
  •  Vila Diversidade 

 9h30 às 10h – Teatro Denúncia – Um neto malandro, uma família negligente, um motorista desinteressado, um sistema público ineficiente, um viúvo buscando um grande amor. Essas são algumas das histórias contadas neste espetáculo, que faz diversas críticas sociais e emocionais sobre o dia a dia de muitos idosos, sem deixar de adicionar uma boa dose de humor em cada história. A peça é um convite para que os espectadores observem a necessidade de cuidados e de mudanças na forma como lidam e tratam os idosos.

11h às 11h30 – Espetáculo da Diversidade  Com um pout-pourri de coreografias realizadas pelo Grupo Profissional do Instituto Movimentarte, que é composto por bailarinos com síndrome de Down, a apresentação o Espetáculo da Diversidade ressalta a pluralidade do ser humano através de diferentes expressões artísticas, proporcionando ao público um novo olhar para as relações humanas, além de promover encontros e ações focadas no protagonismo da pessoa com deficiência e gerar uma reflexão sobre temas como respeito, amor, diversidade, igualdade, empatia e inclusão.

11h45 às 12h30 – Oficina de Bonecas Abayomis – Para acalentar seus filhos durante as terríveis viagens a bordo dos tumbeiros – navios de pequeno porte que realizavam o transporte de escravos entre África e Brasil – as mães africanas rasgavam retalhos de suas saias e a partir deles criavam pequenas bonecas, feitas de tranças ou nós, que serviam como amuleto de proteção, nesta oficina,  os participantes poderão produzir seus próprios amuletos.

13h às 13h45 – Circo Social Aldeias Infantis – Serão realizados dois espetáculos: O Fantástico Mundo do Circo Social e o Circo Feminino. Ambos reúnem inclusão, arte, educação cultural e linguagem circense. Os aprendizes passaram por todas as modalidades circenses e os espetáculos foram sendo criados a partir da percepção e compreensão de cada um sobre as diferentes formas do brincar e também da importância do empoderamento feminino.

15h30 16h30 – Slam das Minas  Inspirado no slam, linguagem artística nascida na década de 1980, nos Estados Unidos, o Slam das Minas surgiu em 2015, em Brasília, e em 2016 ganhou novas vozes em São Paulo. A competição, em que as poetas recitam poesias autorais durante três minutos e são avaliadas por um júri popular com notas de 0 a 10, surgiu da necessidade das mulheres de enviar representantes para o campeonato nacional Slam BR e para a disputa mundial de poesia. O movimento ganhou diversas vozes e as rimas têm contribuído para a divulgação de pautas feministas.

  • Vila Sustentabilidade

 10h às 12h – Oficina Resgatando Orquídeas – Workshop de sensibilização socioambiental, no qual Voluntários receberão orquídeas para serem resgatadas do descarte, através da técnica de fixação em árvores. A duração pode ser de até 60 minutos, dependendo do tamanho das turmas. Serão distribuídas 60 orquídeas aos primeiros inscritos.

14h30 às 15h30 – A Música e o Palhaço  Guiado pelo som contagiante da banda, Duilho (o palhaço) chega para assistir a apresentação. Observando os músicos tocarem, ele logo se anima e deseja ser o novo integrante da banda. A partir dessa ideia, o Duilho tentará, de formas inusitadas, conquistar a plateia e os músicos. Será que ele consegue? Composto por músicos e um palhaço, o grupo destaca-se pela interatividade e sonoridade musical. O repertório inclui jazz tradicional, choro e maxixes, percorrendo simultaneamente o período de 1900 até 1930 entre Brasil e Estados Unidos.

  • Espaço Raiz

 10h às 11h – Em Busca da Moda Perfeita – Com o uso de um tabuleiro que envolve os participantes em torno do ciclo de produção e consumo de uma peça de vestuário, serão propostos, durante as etapas do jogo, desafios e possibilidades para uma produção mais humanizada e menos poluente. O objetivo é gerar discussões e fazer escolhas a partir das informações que o jogo fornece.

11h15 às 12h – Ecogame: Missão Humanitária  Jogo cooperativo em que os participantes têm como finalidade “salvar uma comunidade” da qual fazem parte. A meta é dividir um bem comum que se chama água, elemento vital para nossa existência. Deverão também reflorestar com “araucárias” uma grande área devastada. O objetivo do jogo é que todos trabalhem juntos, já que o futuro dessa comunidade e de todos depende disso.

10h às 16h – Reforma da Kombosa  Intervenção artística na Kombosa Solidária, a Kombi que está com a organização há cinco anos e é a ferramenta de transporte de doações e atividades lúdicas para pessoas em situação de rua. Além disso, o grupo levará para esta edição do DBA diversas atividades lúdicas para as crianças, como óculos 360º, pintura de rosto, miçanga, entre outros.

  • Espaço Bosque 

 9h às 18h – Parque Sensorial Natural – Instalação composta por diversas estações de brincar, criadas com elementos naturais e que buscam estimular sensorialmente bebês e crianças, promovendo o desenvolvimento motor, sensorial e cognitivo, além de estimular as relações afetivas entre os participantes.

12h às 12h30 – Percussão Corporal – Uma experiência musical por meio da prática de instrumentos de percussão e movimentos corporais. Exploração de fontes sonoras não convencionais como garrafas PET e utensílios de cozinha para a criação e interpretação de diferentes ritmos.

13h às 15h – Casada Consigo Mesma – Palhaças vestidas de noivas abordam as mulheres perguntando se gostariam de se casar com elas mesmas. O objetivo da apresentação é que as mulheres resgatem seu amor próprio por meio do empoderamento feminino.

16h30  Pulse – Cena cômica com esquetes clássicas de palhaço. Um palhaço persistente que mesmo sendo atrapalhado tenta, com a ajuda do público, montar uma banda e fazer um filme, com muito humor e diversão.

14 às 15h – Diálogos pela Diversidadepolítica e sociedade  Roda de conversa sobre como é possível potencializar a luta pela diversidade.

15h às 16h – Cruzando Fronteiras – Atividade com a participação de pessoas em situação de refúgio, que são professores de suas línguas nativas (árabe, inglês e francês) e fazem parte do projeto Abraço Cultural. A oficina visa a aproximação cultural através do ensino do uso de turbantes, caligrafia árabe e dança do ventre.

  • Apresentações Itinerantes/em movimento 

10h às 11h – Caminhada do Sorriso – A Smile Train apresenta a Caminhada do Sorriso com o objetivo de conscientizar os participantes sobre a fissura Labiopalatina. Até o dia 4/4, as inscrições podem ser feitas pelo e-mail ou pelo WhatsApp (11) 98105-5651. Para quem quiser participar da campanha de doação e receber um boné exclusivo, gratuitamente, e usá-lo durante a caminhada, pode fazer uma doação voluntária no valor sugerido de R$55,00.

 11h30 às 12h15 – Travessia – Esta intervenção poético-literária é fruto de imersão artística realizada pelo grupo por meio de incursões pelo sertão mineiro e visitas à cidade de Cordisburgo (MG), terra de Guimarães Rosa, e as vivências teatrais inspiradas no escritor Antônio Cândido. O resultado é a criação de personagens que promovem um encontro entre o sertão mineiro de Rosa e o de Cândido. As músicas foram inspiradas em cirandas, prosas fiadas por violeiros, baseadas no cancioneiro popular.

10h30 às 18h – Tênis no Parque – Oficina que possibilitará ao público praticar atividades físicas e esportivas orientadas, e também momentos de lazer tendo como principal atrativo a modalidade tênis de campo.

 14h às 16h – Leitura Surpresa – O Sarau do Binho promove a reunião de poetas, cantores e músicos na região do Campo Limpo, na Zona Sul de São Paulo, há mais de 15 anos. No DBA, os poetas do Sarau do Binho vão oferecer a leitura de poemas e pequenos trechos de livros de autores das periferias. Livros sobre temáticas diversas serão distribuídos ao público.