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Sesc Copacabana recebe a primeira cia negra de dança no país

Embalados aos sons das músicas de Naná Vasconcelos, a primeira companhia de dança negra contemporânea do Brasil, a Cia Rubens Barbot, reestreia “Dança Naná”, uma releitura do primeiro sucesso internacional da companhia, que teve sua primeira apresentação em 1993. Com 25 anos de história, trazendo os gestos movimentos e imagens que surgem dos corpos nas danças tradicionais brasileiras e traduzidas nos corpos negros, o espetáculo vai estar em cartaz no Sesc Copacabana de quinta(16) a domingo (19), às 20h.

Fotos: Wilton Montenegro

A Companhia Rubens Barbot é a primeira Cia negra de dança contemporânea do Brasil, surgiu há 29 anos, já fez turnê por diversos países e continua resistindo mesmo diante do triste cenário que se encontra a arte no Brasil. O Rubens Barbot, fundador da companhia e do Terreiro Contemporâneo, espaço cultural que se tornou uma base da arte negra no Rio, tem uma personalidade respeitada no meio artístico negro e um forte legado internacional como bailarino.

“Dança Naná” traz um espetáculo dançante, alegre, bem-humorado e contagiante, contando com direção Gatto Larsen, no elenco: Ana Paula Dias, Carlos Maia,  Carlos Mutalla, Eder Souza Martins, Wilson Assis e produção Beth Lopes. A Coreografia é de Luiz Monteiro, que na primeira apresentação há 25 anos era bailarino, hoje assina a releitura da coreografia original de Rubens Barbot.

Um estudo específico sobre a danças populares pertencentes à cultura brasileira gerou esta obra que teve a moldura musical de Naná Vasconcelos, a coreografia tem 35 minutos e outras duas, também ícones dentro da história da companhia compõem o programa sendo na primeira parte: “A Nega”(1991) solo com Wilson Assis e “Nem Todos Somos Patinhos Feios” (2012) coreografia de Luiz Monteiro sobre um tema lançado por Elvio Assunção.

Rubens Barbot – radicado no Rio de Janeiro desde 1989, criou a Cia Rubens Barbot em 1990, e transformado no ícone da dança negra contemporânea desde então. Também diretor do Terreiro Contemporâneo, espaço que é uma das bases da arte negra carioca.

Serviço

Classificação: Livre

Quando: 16, 17, 18 e 19 de maio | 20h |

Onde: Sesc Copacabana – R. Domingos Ferreira, 160 – Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Tarifas: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia entrada), R$7,50 (associados do Sesc), gratuito (estudantes de Artes Cênicas com documentação válida).

Contato: (21) 2548-1088

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“A gente vai pra festa, mas pra guerra também”, diz coordenador do Festival Bixanagô

Divulgação

Por Marina Souza

“Queremos mostrar a potência periférica, negra e LGBT dentro do hip hop”, é a fala de Marcelo Morais, coordenador e curador do Festival Bixanagô, evento que acontecerá em São Paulo nos próximos dias 21, 22 e 23 e promete shows, oficinas e mesas de debate sobre o tema.

A ideia do Festival, segundo Morais, é trazer a reflexão sobre a inserção atual de LGBTs no universo da cultura hip hop e a utilização da música como empoderamento e instrumento de questionamento social. Ele explica que o nome escolhido mescla  a ressignificação do termo “bixa”  coma a palavra “nagô”, que remete a ancestralidade étnica e racial da maioria dos convidados e organizadores.

Estarão presentes nomes como Eliane Dias, Monna Brutal, Spartakus Santiago, Luana Hansen, Érika Hilton e Linn da Quebrada. Morais conta que o projeto foi realizado visando principalmente proporcionar ao público entretenimento e aprendizado, “a gente vai pra festa, mas pra guerra também”, diz.

Quando questionado sobre a escolha do local, Bela Vista, o curador disse que essa é uma oportunidade de reunir diferentes perspectivas periféricas em um espaço que não costuma ser ocupado com esse viés. Assim, segundo ele, ocorrem pequenas transformações diárias.