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Mulheres Negras racismo

Você não é racista? Então pratique seu antirracismo!

“Numa sociedade racista, não basta não ser racista. É necessário ser antirracista.”

Angela Davis

 

Por Douglas Belchior

 

A afirmação  da filósofa socialista e militante do Partido dos Pantegras Negras, Angela Davis, sintetiza a necessidade de ação por parte de todas e todos aquelas e aqueles que desejam uma sociedade justa e livre da principal marca característica do Brasil: o racismo.

Viveremos um governo de extrema direita que promete retirar direitos sociais, aumentar repressão e violência do estado, perseguir movimentos sociais, lideranças políticas, mulheres, gays e negras e negros. Mas, mais que temer ou lamentar o que está por vir , é necessário agir! Mais que palavras e desabafos em redes sociais, são necessárias práticas que alimentem a reação dos de baixo contra a opressão.

O fascismo que brota nas esquinas e transborda nas urnas é velho conhecido do povo negro e periférico. Em tempos de derrotas eleitorais, muito se diz: “Precisamos voltar às bases!”. Mas, será que esta é a melhor forma de atuar? Não seria mais eficaz e honesto criar condições para que deste lugar que chamam “base”, se organize a resistência, com autonomia e liberdade?

A Uneafro Brasil é um movimento de educação popular, comunitária e antirracista que há 10 anos se organiza a partir das periferias de São Paulo e outros 5 estados, atuando na luta por educação e pelo direito à vida.

Este trabalho precisa de reforço, apoio e solidariedade prática. Neste exato momento, mulheres negras da Uneafro transformam choro em sorriso, a dor em força, a fraqueza em fé e os sonhos em realidade! Através do projeto Circuladô de Oyá, uma rede de fortalecimento de mulheres negras, busca-se condições para manter o grupo em atividade, dando continuidade aos estudos, se auto- protegendo, se acolhendo e se formando para uma atuação política e social em suas próprias comunidades. Assista o vídeo.

 

 

Cada um de nós pode colaborar financeiramente através da plataforma neste link abaixo. Cada um de nós pode também se somar ao movimento de educação popular organizado pela Uneafro nas periferias de SP e do Brasil para desempenhar diversos papeis.

Conheça a proposta e junte-se a nós. A luta prática é o melhor remédio para a doença do fascismo!

ACESSE AQUI e colabore com o projeto Mulheres Negras Uneafro.

Conheça a Uneafro e fortaleça nossa luta! ACESSE AQUI.

 

Uma questão de humanidade. Ou você não é?

A casa, o bairro onde mora.

A escola boa de ensino fundamental ou médio ou a Universidade onde seu filho estuda. Ou onde você estudou.

Sua empresa, seu departamento, a academia que frequenta, o bom restaurante em que leva a família, a balada que frequenta com seus amigos.

Faça o teste do pescoço, proposto pela amiga Luh Souza, e perceba:

Se não há negros usufruindo dos serviços e dos prazeres, se eles estão apenas servindo, trabalhando ou pior, se sequer estão, qual a sua reação? Qual o seu sentimento? Qual seu questionamento? Indignar-se é pouco. O que faz para mudar essa realidade, objetivamente?

Já se foi o tempo da percepção.

Vivemos hoje o tempo das ações.

Ou age para mudanças ou não será apenas beneficiário indireto e cúmplice, mas promotor co-responsável pelos resultados das desigualdades e das violências geradas pelo racismo.

Violências e desigualdades que batem à sua porta.

 

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